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Criador de Dragon Quest diz que traduções dos jogos para o inglês perdem a “essência”

O criador de Dragon Quest, Yuji Horii, afirmou que os jogos japoneses geralmente perdem um pouco da sua “essência” quando traduzidos para o inglês, devido à relativa simplicidade do idioma.

Em uma entrevista para a Famitsu (via VGC e Automaton), Horii conversa com Takanari Ishiyama, roteirista e diretor de Paranormasight, sobre o lançamento de seu mais recente jogo, Paranormasight: The Mermaid’s Curse.

Ishiyama – que trabalhou anteriormente em Dragon Quest X – observou que o jogo oferece suporte a inglês e chinês, além do japonês original, mas explicou que, embora tenha sido meticuloso com a linguagem utilizada ao escrever o jogo, temia que, se fosse muito rigoroso, o significado pudesse não ser transmitido na tradução para outro idioma.

“Quando se trata de inglês, a essência tende a se perder de muitas maneiras”, respondeu Horii. “As coisas inevitavelmente acabam soando simplistas”.

Ishiyama prosseguiu dando um exemplo dos inúmeros pronomes de primeira pessoa que as pessoas podem usar para se referir a si mesmas em japonês, como ‘ore’, ‘boku’ e ‘watashi’. Em japonês, as mulheres tendem a usar ‘watashi’ para se referir a si mesmas, enquanto os homens alternam entre ‘watashi’, ‘boku’ ou ‘ore’ dependendo da formalidade ou da idade.

Em inglês, no entanto, as pessoas usam apenas ‘I’ (eu) independentemente do gênero, idade ou formalidade do contexto. Horii disse acreditar que isso remove parte da “essência” da tradução do japonês para o inglês.

“Cheguei à conclusão de que o inglês é uma língua simples, então não há como evitar”, disse Horii a Ishiyama, embora tenha ressaltado que a dublagem pode ajudar nesse aspecto. “A adição da dublagem tem sido um desenvolvimento positivo, pois nos permite transmitir a personalidade dos personagens por meio do tom e da entonação da voz”, afirmou ele.

Fonte
VGC

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