Análise – Fallout 76

A Bethesda dispensa apresentações. Quando é mencionada, temos em mente os seu RPGs, histórias interessantes, missões principais e paralelas com bastante conteúdo, uma enorme interação com personagens não controláveis que servem para adicionar ainda mais elementos à narrativa principal e, obviamente, suas franquias, como Fallout.

Depois de três anos do lançamento de Fallout 4, a empresa decidiu dar um passo ainda maior se aventurando no universo online com Fallout 76, um jogo que traz um número infindável de problemas que acabam fazendo com que o jogador nem mesmo queira sair do Vault (refúgio) e encarar o mundo lá fora.

Os problemas de Fallout 76 começam a aparecer já com a sua história rasa e sem atrativo. Trinta anos após o primeiro refúgio criado em 1976, a ameaça das guerras nucleares ainda persiste. Um grupo de pessoas é então escolhido para adentrar o Vault 76 e sair de lá apenas se caso realmente uma bomba nuclear viesse a explodir. A sua missão é reconstruir o mundo após essa devastação.

De um modo bem simples, essa é a introdução e praticamente toda a história de Fallout 76. Mesmo que você tenha um número interessante de missões principais ao longo do jogo, elas acabam por não adicionar muito ao que já foi apresentado na introdução. É claro que você pode, se a curiosidade for grande, assistir aos Holo Tapes que se encontram em computadores espalhados pelo mapa do jogo. Tais Holo Tapes servem como uma adição de elementos à história, mas que se deixados de lado não deixam o jogador com aquela dúvida sobre tais passagens da história.

Além das missões principais, o novo RPG da Bethesda entrega missões secundárias que somadas estragam a diversão em função de suas similaridades e repetição. Independente do tipo de missão, elas se resumem em sua grande maioria em ir de um ponto A até o B, utilizar algum computador, ir para algum outro ponto, utilizar um computador novamente e deu.

Se isso já não fosse o suficiente para deixa o jogador entediado, os problemas técnicos em algumas missões paralelas fazem com que a experiência fique ainda mais triste e sofrível, visto que é possível que em um determinado momento um erro aconteça e o jogador fique impossibilitado de concluir a missão eternamente. Vale ressaltar que alguns erros foram corrigidos com o patch lançado, mas mesmo assim nem tudo ficou perfeito.

Eventos dividem espaço com as missões secundárias e primárias e acabam sendo uma válvula de escape visto que são um pouco diferentes do simples “feijão com arroz”. Não é nada que encha os olhos e faça com que os jogadores queiram ingressar em eventos a todo momento, mas a recompensa após completa-los é relativamente gratificante.

A apresentação do jogo tem seus momentos altos e baixos, mas muito baixos mesmo. O jogo se passa em West Virgínia nos Estados Unidos e consegue atingir o seu objetivo de familiarizar o jogador com a geografia da região. Montanhas, árvores, pequenos rios e correntezas, tudo presente para uma perfeita ambientação. Sonoramente falando, o jogo também merece os devidos elogios pois realmente consegue situar o jogador na local onde ele está explorando.

E sobre o local onde o jogo se passa, Fallout 76 traz o maior mapa dos jogos da franquia. A imensidão do terreno a ser explorado se estende ao número de coisas que podem ser adquiridas ao longo do mesmo e a tudo o que pode ser criado, comido e melhorado. Dada a sua grandiosidade, é possível se tele transportar para os eventos que estão ocorrendo, visto que seria impossível se deslocar apenas caminhando até lá.

Mas e o lado ruim? Infelizmente tudo isso acaba se perdendo na pobre taxa de atualização de quadros que o jogo possui pois você acaba tendo a impressão de estar jogando algo inacabado, uma versão pré-alpha do jogo. A movimentação da câmera quando se tenta olhar de um lado para o outro no modo em primeira pessoa dá a impressão que você está vendo vídeos antigos no YouTube quadro a quadro. Isso se torna ainda pior se alterar a câmera para a terceira pessoa, onde o personagem principal apresenta uma movimentação sem o mínimo de fluidez.

A jogabilidade é outro problema grave. Em se tratando de um RPG, obviamente você terá que completar missões e eliminar inimigos para ganhar experiência e assim subir de nível. Embora simples, a dor de cabeça começa com as missões, pois como já mencionadas são apenas mais do mesmo, e se estendem para o combate que acabam por fazer qualquer jogador que não seja fã da série (e talvez até os mais aficionados) deixarem Fallout 76 de lado.

O combate é horrível no mais verdadeiro sentido literal da palavra. Você terá um enorme arsenal à sua disposição, seja encontrando armas ao longo do mapa, eliminando inimigos ou até mesmo as criando. Infelizmente, por mais que você encontre o armamento dos sonhos, partir para o combate é triste pois acertar os inimigos é quase impossível. Por mais que o jogador tenha certeza que a mira está bem posicionada, o tiro irá encontrar uma maneira de não atingir o alvo.

Além de um combate problemático, acessar o menu do jogo não é também uma tarefa fácil. Ao pressionar o botão círculo, você acessará o Bip-Boy 2000, dispositivo acoplado ao braço do personagem. O menu é bem completo, isso é verdade, mas ao mesmo tempo extremamente complexo, pois você utilizará diversos botões para só assim navegar pelos itens, status, missões, etc. Irá levar um tempo até o jogador conseguir entender como acessar de forma rápida o que realmente deseja.

Você poderá trabalhar de modo cooperativo em Fallout 76 para completar as missões, eventos ou qualquer tipo de atividade que seja do seu interesse. Você poderá convidar outros jogadores online no mesmo mundo que você e a interação ocorre de modo bem simples, pois uma vez que você ingresse ou convite alguém para lhe acompanhar, tudo acontece de forma instantânea sem tela de carregamento ou nenhum tipo de demora na resposta.

Ótimo, mas onde estão os jogadores? Embora o jogo seja totalmente online, é difícil encontrar mais do que três vagando pelo mesmo mundo que você, o acaba fazendo com que toda a ideia de interação entre jogadores vá por água abaixo.

Veredito

Fallout 76 tinha tudo para ser um ótimo RPG online. Existe uma variedade enorme de itens, armas e equipamentos a serem adquiridos, além de um mapa com uma grande área a ser explorada. Entretanto, a impressão que se tem é que os jogadores receberam um jogo inacabado. Os inúmeros problemas técnicos ao longo de todo jogo não só fazem com que a experiência geral seja complicada, mas também levam os jogadores a deixá-lo no esquecimento. Sobre Fallout 76, a melhor escolha a ser feita é não sair do Vault.

Jogo analisado com código fornecido pela Bethesda Softworks.

Veredito

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Veredict

Fallout 76 had everything to be a great RPG online game. There is a wide range of items, weapons and equipments to be acquired along with a map with a vast area to be explored. However, the feeling we have is that the players received an unfinished game. The large number of technical problems throughout the game not only make the experience complicated, but can also make the players ditch it. About Fallout 76, the best choice to be made is to not leave the Vault.