Análises

Frostpunk 2: Fractured Utopias – Review

Dos três conteúdos adicionais prometidos, a expansão Fractured Utopias marca a estreia das grandes novidades para Frostpunk 2. Enquanto o jogo base foca no modo história e na consolidação de Nova Londres, este primeiro conteúdo adicional traz novas ferramentas e possibilidades para o modo “Construção de Utopias” – um playground que permite o jogador customizar o local e os desafios que vai enfrentar pela frente.

Ou seja, trata-se de um modo com maior liberdade de jogo e sem uma linha narrativa pré-definida, tal como é na modalidade Story. O que este conteúdo adicional entrega de fato ao jogador são mais possibilidades de customização, conferindo uma variedade ainda maior, para um jogo que lançou bem equipado em seu estado inicial no PlayStation 5.

De forma geral, o DLC consta de oito novas Utopias, oito árvores de habilidades de facções, mais de dez desbloqueios inéditos (incluindo leis, habilidades, etc.) por facção, oito novas variantes da zona residencial específicas para cada facção, novos eventos narrativos, um novo mapa e dois novos desafios intitulados “Fatalistas” e “Peste”, que trazem novas mecânicas e narrativas.

Embora não seja centrada na apresentação de uma grande história, contendo uma narrativa mais aprofundada, os novos contos introduzem novas situações e eventos. Não existem cutscenes ou recursos mais elaborados como no modo história principal, mas o que há é bem escrito.

Em Fatalistas, à medida que a cidade se expande, surge um grupo de cidadãos extremistas, sem perspectiva de futuro, tentando minar o futuro da nova utopia. Já no cenário “Peste”, o jogador terá de lidar com uma doença extremamente letal e contagiosa, além de estar preparado para nevascas e outros problemas comuns do universo de Frostpunk 2.

O mais interessante é naturalmente como estas novidades se traduzem no gameplay do jogo. Em “Peste”, por exemplo, o gestor da cidade precisará criar vacinas e centros especializados para combater o novo vírus. Não é como uma doença comum do jogo base de Frostpunk 2, em que hospitais ou clínicas dão conta do recado.

É preciso reestruturar indústrias e produzir as vacinas em larga escala e com rapidez, deixando de auferir recursos preciosos que tais fábricas estariam produzindo em circunstâncias habituais.

Posteriormente, o jogador precisa tomar a difícil decisão de priorizar quais grupos vão receber a vacina primeiro. Como era de se esperar, quem for destinado para receber tardiamente, não vê tal ação com bons olhos. Desta forma, surge concomitantemente à crise epidêmica, revoltas de facções ou até mesmo um conflito civil.

No conto dos Fatalistas há conteúdos exclusivos, assim como os descritos acima, sendo igualmente desafiantes e satisfatórias. São mecânicas que revigoram a experiência de Frostpunk 2, mas é uma pena que existam apenas dois “contos premium” neste DLC. Trata-se de uma expansão que deve agradar apenas os fãs mais entusiastas do jogo. Pelo menos o preço é convidativo e reflete o conteúdo que entrega.

É lamentável, no entanto, que mesmo após diversos patches, o jogo continua com problemas de performance e travamentos. No início de qualquer campanha nova no modo Construção de Utopias, o jogador mal deve notar inconsistências ou complicações mais graves. Mas à medida que os mapas vão ficando mais preenchidos e com estruturas mais complexas, é frustrante como o jogo apresenta diversos micro-travamentos, que nem sempre estão associados ao autosave.

Além disso, não é estranho o jogo congelar completamente e forçar a saída do aplicativo no PS5, sendo necessário reiniciar o jogo. Ainda existem mais duas expansões por vir, mas pelo andar da carruagem, é difícil acreditar que os problemas de performance serão sanados. Vale a pena para quem é fã, contudo é preciso de uma certa tolerância.

Frostpunk 2: Fractured Utopias está disponível para PS5, Xbox Series e PC com legendas em português do Brasil. Esta análise é da versão PS5 (no PS5 Pro) e foi realizada com um código fornecido pela 11 bit studios.

Veredito

A expansão Fractured Utopias amplia a liberdade e a customização de Frostpunk 2 ao focar no modo “Construção de Utopias”, introduzindo mecânicas inéditas e desafios instigantes, como os cenários de epidemia e extremismo ideológico. Entretanto, o veredito é comprometido por persistentes problemas de performance no PS5, incluindo micro-travamentos e congelamentos inesperados, tornando o DLC uma recomendação válida apenas para quem já é fã da franquia e possui alta tolerância a falhas técnicas.

70

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