Você pôde perceber que nós do PSX Brasil adoramos cobrir jogos do gênero RPG/JRPG, não é mesmo? Nosso redator,Thiago Alencart, já fez duas listas incríveis de jogos de JRPG que você precisa jogar e action JRPG para jogar no PlayStation 4. Agora, esse que vos fala decidiu ressuscitar alguns clássicos do passado e trouxe 5 jogos remasterizados de JRPG e RPG que você precisa jogar.

Para quem ainda não sabe a diferença entre os gêneros, ela é dividida de forma bem simples: RPGs são os tradicionais títulos ocidentais. Os JRPGs, por sua vez, são aqueles desenvolvidos com características japonesas, como Dragon Quest, Tales of e Persona.

E por falar em Persona, é preciso deixar claro que ele segue também um outro padrão de gênero: o Shin Megami Tensei. De maneira resumida, esse tipo de jogo é aquele em que não importa a dificuldade escolhida no menu, ele sempre será muito difícil. Além disso, em seu plot sempre haverá coisas relacionadas a demônios ou seres de outro mundo. Esse assunto é um pouco complexo e deve ficar para uma futura matéria aqui no PSX Brasil.

Sem mais delongas, vamos à nossa lista.


Tales of Vesperia: Definitive Edition

Jogos remasterizados de JRPG

Dentro da lista de 5 jogos remasterizados de JRPG, temos a série Tales of, que já tem mais de 23 anos nas costas e conta com títulos incríveis em seu portfólio, como Tales of the Abyss, Tales of Symphonia, Tales of Legendia, Tales of Xillia e aquele que é considerado o melhor por muitos jogadores, Tales of Vesperia.

Tales of Vesperia conta a história de um mundo onde a humanidade é totalmente dependente das Blastias. O que essas pessoas não sabem, é que o uso excessivo do recurso pode trazer um mal maior para o mundo e por esse motivo foi abandonado há muito tempo pelos Krytians, personagens que representam a raça de Judith.

A Definitive Edition de Tales of Vesperia chegou após o mesmo ter completado 10 anos de existência. O título foi lançado em 2008 de forma exclusiva para Xbox 360. Porém, as vendas não chamaram tanta atenção, o que obrigou a Tales Studio a criar uma versão aprimorada para o PlayStation 3, mas restrita apenas ao Japão.

O fato ocorreu porque, segundo informações da própria Bandai Namco, a Microsoft possuía os direitos do título nas Américas, o que impossibilitou que o lançamento ocorresse por essas bandas. Porém, para a alegria dos fãs, o jogo finalmente chegou ao ocidente com tudo que a versão japonesa trazia: novas quests, localidades, roupas, armas, skills, Mystic Artes e personagens.

Além dos combates emocionantes, personagens carismáticos e marcantes, centenas de side-quests e habilidades, o título foi remasterizado para 1080p e roda a 60fps. O jogo também segue o mesmo padrão dos outros da franquia e permite continuar a aventura em um New Game +, onde é possível desbloquear o modo Unknow e comprar multiplicadores de XP, que pode chegar até 10x à quantidade original adquirida.

Offtopic: como de praxe na saga Tales of, há diversas missões paralelas misseable. Isso significa que, se a quest em questão não for feita naquele momento, será preciso começar um novo jogo (ou carregar um save antigo) para ter acesso aos extras.

Embora possa parecer chato, essas missões garantem novas roupas, skills, armas, dungeons e o mais incrível de toda a série Tales: as Mystic Artes. Para não deixar você na mão, indicamos abaixo alguns links com todo o roadmap para completar 100% do jogo.

É importante enfatizar que será necessário o domínio da língua inglesa para entender esse guia. Caso você tenha o desejo de ver um roadmap em português sobre esse (ou qualquer outro RPG) aqui no PSX, deixe seu pedido nos comentários. Prometemos analisar com muito carinho!

Star Ocean: The Last Hope

Jogos remasterizados de JRPG

Star Ocean é uma série que nasceu no SNES, com o Star Ocean: First Departure e atravessou as gerações, trazendo o 5º título para PS4 via PlayStation Store. Em The Last Hope, você assume o papel de Edge, um dos humanos que sobreviveu à destruição da terra. Seu papel é enfrentar a força alienígena Grigori ao lado de sua tripulação, que vai sendo recrutada ao longo de suas viagens espaciais.

A principio, The Last Hope havia sido lançado só para Xbox 360. Porém, 1 ano após o lançamento oficial na plataforma, ele alcançou o console da Sony e arrasou no PS3, que já estava se consolidando como a plataforma dos RPGs / JRPGs.

O mundo de The Last Hope é aberto, muito grande e bem diversificado. Os gráficos foram remasterizados para Full HD e 4K, então você pode esperar por algo extremamente lindo e brilhante, qualidade bem superior se comparado com o que foi visto na versão para PlayStation 3.

Os combates rolam por turnos e funcionam como na série Tales of. Você fica livre para fazer suas ações dentro do campo de batalha, porém, ainda há certos comandos que são ativados por meio de condições especiais.

Lutas dinâmicas, muita exploração e personagens carismáticos marcam essa história que precisa ser vivida (ou revivida para alguns) pelos jogadores que adoram RPGs de longa duração e bem diverso.

Ni No Kuni: Wrath of the White Witch

Se você ama o gênero JRPG (ou gostaria de conhecer mais deste mundo), certamente deve conhecer o título que precedeu o aclamadíssimo Ni No Kuni ll: Revenant Kingdom.

O jogo conta a história de Oliver, um garoto de 13 anos que perdeu a mãe após ela salvá-lo de um afogamento. Desolado com a perda, ele acaba dando vida a um boneco, que na verdade é uma fada chamada Drippy, que conta que há uma chance de salvá-la nesta versão de seu mundo.

Oliver fica confuso com a história contada por Drippy que, de repente, ganhou vida. Porém, ele explica que cada ser humano desta realidade possui uma alma gêmea. Para salvar a mãe do garoto, eles precisarão se aventurar por um mundo alternativo e encarar a ira da bruxa branca, vilã que dá nome ao título.

Ni No Kuni: Wrath of the White Witch foi lançado originalmente para Nintendo DS em dezembro de 2010. As duas telas do portátil trouxeram uma imersão sem igual, e foi então que, visando os gamers dos consoles de mesa, a Level-5 decidiu trabalhar em uma versão para PlayStation 3.

Em setembro deste ano foi lançada a versão remasterizada para PS4, com suporte ao PS4 Pro. Caso o jogador queira experimentar toda a capacidade do console, é possível jogar em 4K a 30fps. Porém, se você não for um dos usuários mais exigentes (ou não tiver a mais nova versão do console), é possível chegar à resolução de 1440p, que permite que o jogo rode a 60fps.

Embora possa parecer simples, a história e a mecânica vão ficando cada vez melhores no decorrer do tempo. O nosso redator, Montanaro, fez uma análise super completa que você pode conferir na íntegra aqui.

Final Fantasy X/X-2: HD Remaster

Fãs de Final Fantasy que nunca tiveram a oportunidade de jogar essa remasterização com os dois jogos devem, imediatamente, correr para a PlayStation Store ou à loja mais próxima para comprá-lo.

Final Fantasy X e X-2 foram trabalhados no mesmo universo. No primeiro título, Tidus, um jogador experiente de blitzball da cidade de Zanarkand, vê toda sua reputação ir embora após ser engolido para uma realidade alternativa. Aqui ele se junta a personagens como Wakka, LuLu e Yuna para salvar o mundo de Spira do monstro conhecido como Sin. Já no segundo jogo, Yuna junta-se a Paine e Rikku para tentar solucionar as questões políticas de Spiral, enquanto (SPOILER) tenta encontrar Tidus, que desapareceu no fim do primeiro FF.

A mecânica de Final Fantasy X e X-2 segue a tradicional da série: por turnos, onde é permitido executar um comando por vez. Tudo aqui é muito bem trabalhado, como os cenários (alguns estão presentes nos dois títulos), trilha sonora e o design dos personagens.

Os título foram lançados originalmente para PlayStation 2 em março de 2002 (FF X) e fevereiro de 2004 (FF X-2). Em 2014, foi lançada uma versão HD para PS3 contendo os dois jogos. A versão de PS4 chegou pouco mais de 1 ano depois com suporte a 1080p.

Menção honrosa – Okami HD

Embora Okami não seja um RPG por turnos, como os citados anteriormente, vale colocá-lo nessa lista por conta de toda sua história no decorrer dos anos desde o seu lançamento. Mas antes de darmos mais detalhes sobre esse caso, vamos à história desse fantástico título.

Okami conta a história da deusa do sol, Amaterasu, e o lendário guerreiro Susano, que selaram o demônio Orochi para salvar o mundo há centenas de anos. Porém, por acidente, um dos moradores da Kamiki Village, a vila “natal” de Amaterasu, libera o mal novamente sobre a terra sagrada de Nippon, deixando todos os habitantes completamente desesperados e sem esperanças.

Para tentar resolver o problema, a deusa Amaterasu é chamada novamente à terra, e incarnada em um lobo branco, é capaz de usar as habilidades do artista Issun, um guerreiro em forma de pulga, para desenhar coisas e trazê-las à vida.

A mecânica de Okami é muito divertida e fora do comum. É possível desenhar bombas, árvores, sol, lua e, mais incrível que isso, dar vida a todos esses elementos. Mas claro, não pense que qualquer coisa que você desenhar ganhará vida. As habilidades são concedidas conforme o jogador avança na história e encontra os 12 deuses do zodíaco, que garantem esses pequenos “truques” à protagonista.

Embora a Clover Studio (subsidiária da Capcom) tenha trazido Okami ao mercado com uma proposta super bacana e revolucionária à época, ele não vendeu tão bem. Infelizmente, o título chegou já no fim da vida útil do PS2 (2006) e acabou não recebendo o destaque que merecia, já que os holofotes estavam todos voltados para a nova geração.

O fracasso de vendas de Okami (cerca de 270 mil unidades na América do Norte e 66 mil no Japão) parecia ter sido o motivo da Capcom dissolver a Clover Studio. Porém, mais tarde foi revelado que a subsidiária deixou de existir porque as principais mentes por trás da companhia haviam saído e juntos, criaram a Platinum Games.

Para tentar resolver o problema do passado de Okami, a Capcom anunciou que a Ready at Dawn trabalharia em um port para o Nintendo Wii, que na época foi visto como uma mina de ouro, graças ao revolucionário controle por movimentos. A versão do console da Nintendo vendeu bem mais que o da Sony, e não é para menos, já que os que os comandos realizados com o Wii Remote eram muito mais precisos que os feitos com o controle do PS2. Ao todo, foram 600 mil cópias vendidas.

Não satisfeita com as vendas de Okami, a Capcom aproveitou o lançamento do PS Move e decidiu levar o título ao PS3, mas desta vez, remasterizada em HD. Embora o jogo pudesse ser jogado com o controle convencional, os fãs ficaram enlouquecidos com a proposta do novo acessório da Sony, já que ele facilitava e MUITO o gameplay.

A versão mais moderna de Okami foi relançada para os consoles da nova geração, incluindo o Nintendo Switch. No PS4 Pro, o título roda a 4K, mas caso você não possua o aparelho (ou uma TV compatível), ainda é possível apreciar os belos gráficos em 1080p. Uma evolução enorme se comparada ao que foi visto no PS3 e seus 720p.

Com a chegada de – mais uma – versão remasterizada de Okami, a Capcom pôde se acalmar. Somando todas as plataformas, o jogo chegou ao equivalente a 1 milhão de cópias vendidas digitalmente. Agora, se somarmos as vendas de todas as gerações, chegamos aos incríveis 2.8 milhões de unidades.

Depois de todo esse perrengue e Okami ser finalmente reconhecido entre tantos outros títulos de peso, nada mais justo que dar uma chance a ele, não é?

Gostou da nossa lista com os 5 jogos remasterizados de JRPG e RPG? Conta pra gente quais são seus remasters favoritos e quais você gostaria de ver no futuro console da PlayStation.