Durante uma entrevista para o site Wccftech, Tomasz Szałkowski, diretor de renderização, Łukasz Burdka, programador de tecnologia sênior, Tymon Smektała, líder de game design, e Andrzej Płaczek, diretor da engine do jogo, conversaram sobre diversos aspectos técnicos de Dying Light 2 e revelaram algumas novidades.

Quando comparado com o primeiro Dying Light, a C-Engine, motor gráfico do jogo, foi totalmente aprimorada para usar novas tecnologias e tirar proveito de equipamentos mais potentes. Isso vai desde a qualidade da inteligência artificial ao sistema de criação de mundo. Todo o sistema de física, carregamento, áudio e mais foram refeitos. Um novo sistema de animação e expressões faciais deixaram o jogo ainda mais realista. Haverá um número maior de inimigo em tela, com vários infectados podendo ser visto a distâncias maiores. Não foi dito se haverá um sistema de hordas, como em Days Gone.

Devido aos trabalhos no aprimoramento da engine, o início de desenvolvimento foi dito como complicado. Várias mudanças foram feitas e demandaram bastante tempo, principalmente na inclusão de novas tecnologias. Como exemplo, o processo de criação da cidade permitiu um mapa 4 vezes maior que no primeiro jogo sem precisar de tanto trabalho bruto, porém foi necessário formas distintas de preencher tanto espaço com opções de gameplay para o jogador.

Para aproveitar melhor todo esse mapa, haverá uma grande aleatoriedade no jogo, como eventos e encontros dinâmicos, mudanças em regiões que acontecem através de algumas decisões do jogador, um sistema de alinhamento da cidade que permitirá ao jogador realizar mudanças complexas na cidade e mais.

Não foi revelado muito da história ou sobre o protagonista Aiden, mas haverá NPCs que acompanharão em algumas missões apenas. Quanto a duração da campanha, focando apenas e exclusivamente na história, Tymon disse que é possível completá-la em 20 horas. Para ver tudo o que o jogo oferece, será necessário de 40 a 60 horas.

Quanto ao lançamento nos consoles, Tomasz diz que a prioridade são os “consoles principais” e que já estavam trabalhando no desenvolvimento do jogo no PS4 e Xbox One numa parte bem inicial do projeto. Quanto aos novos consoles, há muito poder e que vão demorar um tempo pra conseguir usar tudo, mas que estão impressionados com o que fizeram.

O jogo será lançado com diferentes opções na parte técnica. Um modo qualidade aumentará o visual e terá ray-tracing, enquanto também terá opção para 60 quadros por segundo e uma com resolução em 4K.

Já sobre as mudanças na Techland, pessoas saindo e falta de informações sobre o jogo, os desenvolvedores entendem a preocupação das pessoas mas garantem que toda a equipe está empenhada no projeto e amando o que estão criando. Normalizar a comunicação com os jogadores e mostrar mais do jogo acontecerá em breve, mas querem ter certeza de fazer isso na hora certa e não muito cedo.