Análises

Coffee Talk Tokyo – Review

Coffee Talk Tokyo é o terceiro jogo da série Coffee Talk, série essa que começou sua trajetória em 2020 e chega em 2026 com seu reconhecimento estabelecido e base de fãs fiel. Assim como os jogos anteriores, Coffee Talk Tokyo foi desenvolvido pela Toge Productions e publicado pela Chorus Worldwide.

Coffee Talk Tokyo conta a história de uma nova cafeteria, agora situada em Tóquio, para introduzir um novo elenco e novas questões a serem exploradas pelo jogo. Agora, com novos personagens, o jogo aborda temas como a aposentadoria após décadas de trabalho, artistas que perdem seu rumo criativo, como continuar um comércio após a perda de sua parceira e até mesmo uma fantasma que precisa recuperar suas memórias para conseguir fazer sua passagem. Todos eles refletindo folclores e criaturas do imaginário japonês.

Os novos conflitos explorados por Coffee Talk Tokyo são interessantes e até mesmo ousados, como o poliamor, mas uma questão que me despertou durante o jogo é que fica muito clara a divisão em que o jogo faz de metade dos personagens interagindo entre si e a outra metade interagindo entre essa outra metade. Raros são os momentos em que personagens de um grupo interage com a outra metade, e sinto que existiam interessantes interações possíveis entre os grupos que foram ignoradas.

A jogabilidade de cafeteria e criação de bebidas conhecida da franquia retorna, agora com ingredientes novos que refletem a localidade da cafeteria. Não houveram mudanças significativas, o que traz o meu maior ponto com este terceiro título. A franquia Coffee Talk conseguiu refinar a jogabilidade em seus jogos anteriores, de forma que novos jogos existem basicamente como apenas veículos para contar novas histórias.

Em alguns momentos do jogo, senti que queria que o jogo nunca acabasse, porque os conflitos trazidos eram muito interessantes, mas em outros, achei que foram ou explorados de forma rasa, ou simplesmente abandonados em algum momento. Essa inconsistência, somado ao fato de que a sensação de “mais do mesmo” foi bem forte, impediu que Coffee Talk Tokyo pudesse impactar como os jogos anteriores.

A arte continua belíssima, talvez um dos poucos pontos em que, numa comparação direta aos jogos anteriores, tenha melhorado. A trilha sonora, por outro lado, recicla algumas faixas dos outros jogos, algo que me frustrou muito como fã do compositor Andrew Jeremy. Estava esperando uma nova trilha sonora exclusiva deste novo jogo, e rapidamente identifiquei as faixas antigas rodando em alguns capítulos.

De toda forma, com um suporte ao português do Brasil competente, Coffee Talk Tokyo ainda manteve seu espaço no universo da série com algumas inovações. Dito isso, fico receoso com o futuro da franquia, que se for para contar apenas com trocas de países para justificar novos jogos, talvez passe a ficar redundante para os seus fãs.

Coffee Talk Tokyo está disponível para PS5, Switch, Switch 2, Xbox Series e PC, com legendas em português do Brasil. Esta análise é da versão PS5 e foi realizada com um código fornecido pela Chorus Worldwide.

Veredito

Coffee Talk Tokyo troca de país e traz novas figuras para a franquia. As novas histórias tem seus momentos, mas talvez seja hora da série pensar em novos rumos.

70

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