Brawlhalla é um jogo de luta em plataforma bastante popular por vários motivos. Entre eles, podemos citar a acessibilidade, uma vez que está disponível em virtualmente todos os consoles sem custo algum, e suas mecânicas de jogo, que permitem jogatinas tanto a nível casual quanto competitivo. É necessário salientar que o jogo é focado no multiplayer online, com pouquíssimo conteúdo direcionado para jogadores solitários, mas o suporte a crossplay mantém os servidores sempre cheios e o tempo de espera entre uma e outra partida é mínimo.

O jogo conta com um elenco impressionante, atualmente com mais de 50 personagens originais, e o suporte prolongado desde o lançamento garante que esse número continuará crescendo cada vez mais — um novo personagem já está previsto para o início do próximo ano, por exemplo. Não há como negar a inspiração por Super Smash Bros., com comandos simplificados para ataques e a ausência de uma barra de vida tradicional, sendo necessário causar dano nos inimigos para lançá-los cada vez mais longe até que, finalmente, ultrapassem as bordas da tela.

Entretanto, em termos de mecânicas é um jogo totalmente diferente. Um dos diferenciais de Brawlhalla é que cada personagem porta uma combinação de duas armas de um universo de treze opções, que incluem espada, lança, arco, foice, entre outras. Os ataques básicos das armas são compartilhados entre todos os personagens que as utilizam, mas cada personagem possui seus próprios ataques especiais com cada arma, os chamados signature moves.

Além dos personagens originais, que podem ser destravados usando moedas obtida jogando ou aproveitados livremente durante os rodízios semanais, o jogo ainda incorpora um impressionante número de crossovers, trazendo personagens das mais variadas formas de entretenimento. O mais recente crossover é com a lendária saga Street Fighter, trazendo os veteranos Ryu, Chun-Li e Akuma para esse universo.

Brawlhalla

É importante destacar que não são personagens “novos”: o jogo trata crossovers como skins especiais, retendo as mesmas propriedades dos personagens que servem como base mas com alterações nos efeitos gráficos e sonoros dos ataques especiais. Nesse sentido, os personagens de Street Fighter recebem destaque por conseguir encaixar animações características, como o Tatsumaki Senpukyaku de Ryu ou o Raging Demon de Akuma, dentro da mesma quantidade de frames que os ataques originais possuem.

Ryu é uma skin para Petra, que usa como armas luvas e orbe. Com as luvas, os ataques especiais replicam o atemporal Shoryuken e Tatsumaki Senpukyaku, enquanto que o orbe habilita o uso de Hadouken. O jogo em si prioriza combate corporal, então mesmo para armas tradicionalmente associadas a projéteis (arco e pistolas), o alcance dos ataques é curto, então não se preocupe que ficar no canto disparando Hadoukens não é uma possibilidade aqui.

Chun-Li é uma skin para Wu Shang, cujas armas são luvas e lança. Aqui uma liberdade criativa já foi tomada, mas nada que destoe a personagem e, ainda assim, seus rápidos chutes e o Spinning Bird Kick estão no repertório. E, por fim, temos Akuma, como uma skin para Val, usando luvas e espada. Sim, espada. Apesar de parecer estranho de começo, as variações de Goshoryuken e Tatsumaki Zankukyaku, e, claro, o Raging Demon, logo tornam essa peculiaridade trivial.

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Ao contrário dos personagens originais do jogo, a única forma de adquirir essas skins crossovers é através de microtransações. Cada personagem crossover custa 300 Mammoth Coins, que podem ser adquiridas diretamente na PlayStation Store, em pacotes sazonais, ou pela própria loja dentro do jogo. Na prática, cada personagem é uma microtransação que custa aproximadamente BRL 50 cada.

O crossover ainda conta com outras microtransações na forma de elementos cosméticos complementares direcionados aos fãs mais ardorosos, como um pódio tematizado, avatares, um efeito de nocaute que remete diretamente aos jogos Street Fighter (completo com o anúncio de “KO!”) e uma provocação na qual o personagem faz a mesma pose de Akuma enquanto o popular kanji brilha em suas costas.

A chegada dos personagens ao jogo não seria completa sem um cenário de fundo, naturalmente. Suzaku Castle, o tradicional dojo de Ryu que conhecemos há décadas, era a escolha óbvia. Além do cenário, também recebemos uma nova playlist 1v1 que coloca barreiras nos quatro cantos da tela e insere barras de vida como vistas em Street Fighter. A limitação da área jogável torna essas partidas rápidas e bastante diferentes dos demais modos de jogo.

Antes de encerrar, gostaria de lembrar aos leitores que é um jogo gratuito e, antes de seguir com a compra de qualquer personagem ou skin crossover, você pode experimentar por si mesmo através do modo offline de Treinamento. E, caso tenha interesse, aproveito a oportunidade para lembrar que publicamos um guia de troféus aqui no PSX Brasil.

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Street Fighter é uma franquia que fala por si e é uma adição bastante bem-vinda ao sempre crescente número de crossovers em Brawlhalla, que incluem desde lutadores da WWE até personagens de Tartarugas Ninja e The Walking Dead. Considerando as limitações impostas pelas mecânicas de jogo, os personagens receberam atenção o suficiente para garantir que se mantivessem fiéis ao material de origem; jogadores de Brawlhalla que curtem Street Fighter certamente vão aprovar.

E continuamos em busca do mais forte.