AnálisesPS3

Uncharted: Drake's Fortune

Análise

NOME: Uncharted: Drake's Fortune
FABRICANTE: Naughty Dog
PLATAFORMA: ps3
GENERO: Ação / Aventura
DISTRIBUIDORA: Sony Computer Entertainment


LANÇAMENTOS
07/12/2007 07/12/2007 06/12/2007


INFORMAÇÕES ADICIONAIS E SUPORTE
Nº de Jogadores: 1

Definição HD: 720p

Troféus


A Naugthy Dog é parceira da Sony em games há bastante tempo, desde o primeiro Crash Bandicoot, até os mais recentes jogos do personagem Jak. Estes são jogos claramente cartunescos, com personagens de certa forma até infantis. Mas a primeira incursão da Naugthy Dog em jogos com personagens mais realísticos e com enredos mais maduros (embora tenha parecido ser levemente despretensiosa, como se a própria empresa não acreditasse no potencial do que tinha em mãos) concluiu-se em um excelente resultado com o jogo Uncharted: Drake’s Fortune.

 

A Naughty Dog criou um jogo que mistura elementos de Tomb Raider e de Assassin’s Creed (escaladas, plataformas e estilo desbravador) com elementos de Gears of War e Resident Evil 4 (principalmente os combates). Certamente resultou em um novo modelo e patamar para jogos de ação/aventura/plataforma.

 

 

O jogo conta a história de Nathan Drake, um aventureiro que acredita ser descendente de Arthur Drake, um explorador de tesouros do século 16 que teria descoberto o tesouro de "El Dorado", possuidor de um incomensurável valor nos dias de hoje. E ele resolve partir junto com seu amigo britânico Victor Sullivan e a repórter exploradora Elena Fischer em busca deste tesouro. O roteiro tem seus ares de sessão da tarde (posso até ouvir a chamada: "Uma turminha do barulho vai aprontar as maiores confusões para encontrar o caminho de um grande tesouro, vivendo incríveis aventuras nas mais lindas florestas tropicais!"), mas não deixa de ser um excelente plano de fundo para a aventura, principalmente porque acontecem algumas reviravoltas interessantes no game (porém uma delas é tão, mas tão forçosa que seria até desnecessária, e qualquer um que jogar ou que já tenha jogado irá saber do que eu estou falando).

 

 

A modelagem dos personagens é excelente. A movimentação de Drake contou com novas técnicas para captura de movimentos, e isto pode ser percebido muito bem nas cenas de tiroteio/combate. Oferece também armas e munições à vontade, alguns golpes para desarmar os oponentes e a possibilidade de se proteger atrás de objetos e paredes como em Gears of War. Quase tudo no cenário pode ser usado para Drake se proteger dos tiros inimigos, e ele pode facilmente sair do modo de cobertura para o modo de mira, e voltar para o modo de cobertura. Esta sequência é usada quase que o tempo todo nas cenas de combate, que se dividem de forma relativamente igual com as cenas de exploração/escalada.

 

 

Falando na escalada, ela é uma parte muito importante do jogo. Drake sobe em quase tudo. A resolução de boa parte dos quebra-cabeças consiste em se locomover para outras áreas, quase sempre através da escalada de quinas e beiradas. Estes movimentos são muito bem elaborados (mesmo que algumas vezes pareça que os pulos e distâncias que Drake alcança são um tanto quanto exagerados, e dá a impressão que Drake poderia subir o Himalaia ou o Grand Canion sozinho, sem equipamento nenhum) e ajudam a manter o clima de suspense, pois uma queda de um lugar um pouco mais alto é realmente fatal. O jogo consegue perceber que sempre que você tenta pular de uma beirada, Drake se prepara para agarrar a beirada imediatamente mais próxima (o que ajuda a evitar que as escaladas sejam frustrantes).

 

 

A mecânica do jogo se resume em chegar a algum lugar, se proteger, atirar em uma penca de inimigos, escalar algumas paredes, resolver um quebra-cabeça, e de novo se proteger de inimigos, ir para o combate e se preparar para escalar uma nova área. Tudo muito cíclico, e às vezes até um pouco repetitivo. Porém estas atividades são tão bem elaboradas, que, embora repetitivas, não chegam a ser cansativas.

 

Graficamente Uncharted: Drake’s Fortune é um marco no poderio do PS3. A maior parte dos cenários tem foco em paisagens externas, e tudo é muito bem feito e detalhado. A água, as folhas das arvores se mexendo com o vento, as sombras e a iluminação, as roupas dos personagens quando ficam molhadas, tudo é excepcional, e merece uma televisão com resolução Full HD para ser apreciado em sua totalidade. As cenas internas em cavernas ou ruínas de construções antigas também são ótimas, principalmente a iluminação. Não vemos texturas borradas nem repetitivas.

 

 

Uma das características do jogo que vale a pena ser ressaltada é que ele apresenta cenas direcionadas, onde você aperta um botão apresentado na tela para ver algo que está acontecendo em volta de Drake, algo como um "Quick Time Event", mas que não possui influência na história.

 

 

Uncharted: Drake’s Fortune possui áudio excelente. A Trilha sonora é envolvente o tempo inteiro, além de muito bem composta e variada. A dublagem também é de grande qualidade, ajudando a dar um aspecto realista e divertido (embora às vezes um pouco canastrão) aos personagens. Apenas para constar, a versão européia conta com legendas e dublagem em português de Portugal, e vale à pena se você não se irrita com os "gajos", "pois" e "raios" o tempo inteiro.

 

 

Fator replay está nos troféus e nos vídeos extras e artes conceituais. Os making-ofs são excelentes, todos em HD, e valem a pena ser assistidos. Uncharted não é um jogo muito comprido (umas 10h às 12h) nem muito difícil no geral, embora você com certeza vai precisar escalar algumas morrebas várias e várias vezes.

 

 

Em síntese, Uncharted: Drake’s Fortune é um excelente jogo. Divertido, com soberba qualidade gráfica e áudio de primeira, e conta com grande jogabilidade e enredo envolvente. Peca um pouco pela repetitividade dos combates e pelo baixo fator replay (a menos que você tenha interesse nos troféus), mas com certeza é um must have. E aí, vai aguentar a curiosidade de se Drake consegue ficar junto com a bela Elena ou se ele consegue o tesouro no final? Eu não aguentei, mas com certeza não vou dizer aqui se ele conseguiu ou não…

 

95%