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[PSN] DuckTales: Remastered

Análise

NOME: [PSN] DuckTales: Remastered
FABRICANTE: WayForward Technologies
PLATAFORMA: ps3
GENERO: Plataforma
DISTRIBUIDORA: Capcom


LANÇAMENTOS
14/08/2013 14/08/2013 Não disponivel


INFORMAÇÕES ADICIONAIS E SUPORTE
Resolução: 480p/720p/1080p

Número de jogadores: 1

Espaço necessário: 643 MB

Leaderboards

Troféus (sem platina)


Datada desde o final da década de 1980, a parceria entre Capcom e Disney já rendeu bons frutos a comunidade de jogadores. Chip ’n Dale, Goof Troop e The Magical Quest: Starring Mickey Mouse estão entre alguns dos games que provavelmente marcaram a infância de muitos de nós. Após um longo hiato, mais precisamente desde a geração passada, a colaboração entre estas empresas deu nova vida a Ducktales – agora em sua versão remasterizada em HD e desenvolvido pela talentosa WayForward.

Especialista em jogos sidescroller de ação/plataforma 2D e com um acervo composto de pérolas como Contra 4, Shantae e , Bloodrayne Betrayal, a WayForward cativou um público em especial – os jogadores oldschool (ou retrogamers). DuckTales: Remastered é uma reimaginação da versão do NES (1989) e contempla principalmente este grupo, porém sem se esquecer dos novatos. A dificuldade elevada e outros elementos característicos do game original voltam nessa edição, contudo existem novidades suficientes que conferem um novo fôlego a aventura de Tio Patinhas.

A campanha agora consta de sete mundos; dois completamente novos foram adicionados ao game de 89. Os cinco mundos da versão original passaram por um redesign e são (um pouco) mais extensos, mas ainda resguardam os principais elementos do DuckTales original. O primeiro cenário inédito é o caixa forte, local familiar para os fãs do desenho. Este nível é relativamente curto e fácil, seu principal propósito é servir de tutorial ao jogador para apresentar as mecânicas básicas do jogo. Por fim, há um último mundo inédito, que certamente vai exigir da vasta experiência até então adquirida pelo jogador.

Por falar nas mecânicas, Remastered herda muito do passado, principalmente o fator diversão. Tio Patinhas ainda usa sua bengala-pogo como principal ferramenta de ataque – basta pular na cabeça dos inimigos para derrotá-los. A bengala também pode ser usada para empurrar blocos ou outros objetos, serve como uma segunda e rara forma de ataque. O jogador precisa dominar bem os dois tipos de pulo para superar os desafios de plataforma do game; usar o pogo garante maior eficiência vertical, ao passo que os pulos normais são mais recomendados para distâncias horizontais. No geral, a jogabilidade permanece descomplicada e eficiente.

Quanto a dificuldade do game, os jogadores da velha-guarda não devem passar aperto, ao passo que os menos acostumados com jogos de plataforma podem sofrer com os cruéis checkpoints que o jogo estabelece a partir da dificuldade normal. Se é este o seu perfil, o recomendado é começar pelo easy, que garante mais oportunidades de terminar um mundo sem ter de repetir tudo de novo. Essa escolha vai livrar o jogador de muita frustração ao chegar em um chefe de mundo, gastar todas suas vidas e ter de reiniciar a fase do zero. Para os “caçadores de aventura”, a dificuldade hard pode ser um bom começo e após terminar o jogo, a dificuldade extreme é liberada: os continues são inexistentes nesse modo, portanto, é recomendado apenas para os mais pacientes e devotos.

Sobre os aspectos técnicos, a nova identidade visual de DuckTales é extremamente competente, principalmente no que concerne os sprites e animações das personagens/inimigos. A arte destes foi desenhada a mão e transplantada em alta resolução para o game. As cores são vivas e a animação é suave, espelhando bem o cartoon de origem. Por outro lado, os cenários 3D de simples modelagem e de fraca texturização destoam do resto supracitado, o que pode causar um certo desconforto visual em alguns jogadores mais exigentes.

A Trilha sonora do DuckTales original (que também está inclusa em Remastered) foi remixada com esmero e cuidado para não se desvirtuar dos temas clássicos. Além disso, a música tema da série está inclusa no jogo, tanto a da abertura do desenho norte-americano como uma versão remixada. O game também recebeu dublagem com as vozes originais do desenho, preenchendo as diversas cenas de corte (cutscenes) existentes e garantindo autenticidade ao produto final. E por falar nas cenas de corte, elas promovem a simplória história do jogo, embora seja evidente que seu maior propósito é esticar a duração do game. Estas passagens se tornam cansativas após a sua primeira vez, mas para a alegria dos jogadores é possível passar tais animações e continuar a jogatina sem muita espera.

Infelizmente a localização da versão brasileira foi limitada – sem mudança na parte sonora, o jogo conta apenas com legendas para o português. O lado bom é que a tradução foi muito bem contextualizada e deve agradar os fãs brasileiros que se acostumaram com o tradicional Tio Patinhas e ainda estranham o Uncle Scrooge.

O principal ponto negativo de DuckTales: Remastered é sua longevidade. Apesar da expansão em relação ao original, o jogo pode ser finalizado em poucas horas. Pulando as cenas de corte, é comum desfrutar sua campanha por completo em apenas uma “sentada”. Todavia, o game conta com alguns extras interessantes para remediar este problema. As preciosas jóias coletadas durante as fases servem para comprar artes conceituais, músicas e outros materiais relacionados a série, recurso este que sem dúvidas vai apetecer os fãs de DuckTales. E é importante destacar que o jogo cumpre um antigo sonho de fã; é possível mergulhar e nadar no cofre do caixa forte de Tio Patinhas, assim como acontecia no cartoon. Uma implementação simples, mas que provoca uma incomensurável sensação de satisfação.

DuckTales: Remastered é uma homenagem bem sucedida ao jogo original. Apesar de efêmero, é divertido, desafiador e muito caprichado tecnicamente. Em sua breve duração, fãs vão se deparar com agradáveis momentos de nostalgia. Recorrendo ao clichê: tudo o que é bom, dura pouco.

Jogo analisado com código fornecido pela Capcom.
 


— Resumo —

+ Jogabilidade simples, porém satisfatória
+ Belíssimos sprites
+ Boa dublagem e trilha sonora remixada
+ Divertido e nostálgico
+ Nadar no cofre do caixa forte

Cenários em 3D não acompanham o mesmo capricho das personagens
Jogo relativamente curto
Falta de checkpoints pode ser problemático para alguns jogadores
Repetição de cutscenes podem incomodar

85%