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Injustice: Gods Among Us

Análise

NOME: Injustice: Gods Among Us
FABRICANTE: NetherRealm Studios
PLATAFORMA: ps3
GENERO: Luta
DISTRIBUIDORA: Warner Bros. Interactive Entertainment


LANÇAMENTOS
19/04/2013 19/04/2013 09/06/2013


INFORMAÇÕES ADICIONAIS E SUPORTE
Resolução: 720p/1080i/1080p

Nº de Jogadores: 1-2 (2-8 online)

Troféus (inclusive Platina)

Espaço necessário: 4,0 GB

Disponível na PlayStation Store (brasileira inclusa)

Downloadable Content (DLC) / Season Pass

Leaderboards

Headset

Arcade Stick


Injustice: Gods Among Us é o novo título da NetherRealm Studios – os mesmos produtores de Mortal Kombat. Apesar do jogo ter sido produzido por eles, a mecânica é bem diferente da série violenta dos jogos de luta. Também não lembra Street Fighter ou Marvel vs Capcom. Ela é única.

I:GAU possui inúmeros mecanismos novos. Por exemplo: o “Wager”/”Clash”. Ele funciona como o “Combo Breaker” de Mortal Kombat – você aposta suas barras (barras continuam existindo aqui como em quase todo jogo de luta) e, quem apostou mais, ganhará a disputa e recuperará uma % da vida dependendo do valor apostado. Temos os golpes EX (que aqui se chamam “Meter Burn”) e que continuam como eram em Mortal Kombat: aperte o comando do golpe e mais R2 (na configuração padrão) e você usará a versão melhorada dele, gastando 1 barra das 4. Porém, mesmo nisso aqui há uma novidade: você controla quando deseja gastar. Em todos os jogos, você deve decidir se vai gastar barra antes mesmo de executar o golpe – aqui é possível gastar se ver o golpe acertando no inimigo, por exemplo. Basta apertar R2 no momento que acertar.

A defesa, no entanto, segue o padrão dos jogos de luta ao invés de Mortal Kombat (para trás, ao invés de ser em um botão). Os comandos lembram o de Marvel vs Capcom 3: há três botões de ataque e um especial. Nesse caso, o especial não é um “launcher”, mas sim uma coisa nova chamada “trait”. Apertando isso, o seu personagem usará uma habilidade especial que somente ele possui. Por exemplo: Superman fica mais forte e causa mais dano em seus golpes. Green Lantern tem seus golpes com novas propriedades (um alcance maior ou a possibilidade de combar mais sem gastar barra, por exemplo). Batman fica com três Mechanical Bats que podem ser jogados no oponente ou proteger o personagem. E assim por diante – cada um com efeito diferente.

Há ainda outras mecânicas, como uma espécie de “advancing guard” (afasta o oponente enquanto você defende – nesse jogo a defesa ainda faz com que você perca vida, como em Mortal Kombat); os Supers (L2+R2) que possuem animações interessantes; a transição dos cenários (que no início é algo muito legal de se ver, mas depois que você está jogando por muito tempo e acontece isso, pensa: “aff, de novo toda essa animação”. Deveria existir a possibilidade de passar a animação toda), que inclusive pode ser desligada para os mais puros; o uso de itens nos cenários (que depende do personagem que você está usando – se ele for “forte” (Superman, por exemplo), vai pegar o item e arremessar, se for “ágil” (Batman, por exemplo), vai explodir o item no lugar onde ele se encontra ou usá-lo para fugir do oponente; sistema de combos como estamos acostumados em Mortal Kombat (todo personagem possui uma sequência fixa de três ou quatro golpes e que podem ser ligados entre si), possibilidade de cancelar e continuar um combo gastando duas barras e, por fim, a transição de rounds acontece de forma rápida (o oponente cai, há uma rápida pose de vitória e já começa o próximo round sendo que o vitorioso mantém a mesma quantidade de vida – em outras palavras, cada personagem possui duas barras de vida para a luta toda).

Ufa, é muita novidade. Isso, por um lado, é positivo para os veteranos para explorar tudo que existe. Mas é inegável que afastará os novatos. Uma opinião pessoal: me considero um veterano nos jogos de luta. Jogo todos eles (principalmente Mortal Kombat e Street Fighter) e participo de campeonatos, além de assistir a todos os streams feitos nos EUA. Portanto, pegar e se acostumar com I: GAU deveria ser fácil e rápido. Isso não aconteceu. Mesmo ficando mais de duas horas no Training Mode tentando entender todas as mecânicas, ainda me sinto um novato no jogo (veja a análise acima para ver que minha execução ainda está longe de ser desejável). Ou seja, o que quero dizer com isso é que as pessoas que querem “pegar e jogar” talvez possam se decepcionar com Injustice. O conteúdo single-player não as desapontará, mas a partir do momento que começarem a enfrentar as pessoas que se dedicam a um treinamento diário, vão se desapontar em níveis gigantescos, pois são muitas mecânicas a serem entendidas. Cabe a você ver isso como um ponto positivo ou negativo.

Mas deixando todo o gameplay de lado, vamos ao que interessa: o conteúdo. A premissa de I: GAU é simples: colocar os personagens da DC lutando entre si. Há algumas escolhas que farão as pessoas coçarem a cabeça, mas é inegável que o elenco é bastante variado, incluindo figuras carimbadas como Superman e Batman, indo até Killer Frost e Black Adam. Há personagens faltando e que possuem muitos fãs, mas infelizmente eles devem aparecer via DLC – um mal necessário da geração atual.

O modo Story está presente e segue o mesmo estilo de Mortal Kombat com diversas cutscenes e cada capítulo com um personagem. A única novidade é uma espécie de mini-game via QTE que aparece em alguns momentos. Há 12 capítulos e a história é, sinceramente, mediana. Considerando que o universo DC possui enredos incríveis, o que foi apresentado em I: GAU está longe de possuir a mesma qualidade das melhores histórias. Não entenda mal, ela é legal, mas só. E também não vou comentar como ela se inicia, pois é interessante checá-la sem ter visto nenhuma informação. Mas não crie expectativas.

Vale lembrar que I: GAU é 100% em português do Brasil, com dublagens e legendas em nossa língua. O trabalho foi muito bem feito. Checamos apenas algumas cutscenes do modo história e não vimos problemas. Mas admitimos que deixamos o tempo todo o jogo em inglês e com os textos em inglês. Portanto, se você encontrar algum erro, entenda que não vimos todo o jogo em português.

Injustice também possui o interessante modo S.T.A.R. Labs. Pense na Challenge Tower de Mortal Kombat. Há 10 missões para cada um dos 24 personagens, ou seja, 240 missões no total. Cada missão oferece um conteúdo diferente e bem variado, sendo que há três objetivos a serem cumpridos (um é simplesmente completar o objetivo primário da missão, enquanto que os outros dois são específicos como acabar sem perder vida, por exemplo). Esses objetivos não são “rank”, você pode completá-los de forma separada, o que fará repetir uma missão mais de uma vez.

Injustice possui ainda um modo Arcade (chamado de “Battle” aqui) e que desta vez está mais completo do que nunca. Além de possuir um modo clássico, há inúmeras variações que devem ser completadas e destravadas. Por exemplo: complete o modo com um personagem aleatório em cada luta ou vença todo o elenco do game com apenas uma barra de vida.

“Destravar” é algo que foi dito nesta análise e é outro ponto positivo de Injustice. Há um sistema de level e XP, sendo que qualquer coisa que você faz no game recebe XP. A cada level, você destrava itens para customizar seu perfil (um “avatar”, “card” e “retrato”, sendo que há inúmeros e requisitos diferentes para adquirir cada um), assim como “chaves” para abrir roupas, artworks, músicas, e outros em uma seção chamada “Archives”, que também permite ver os modelos dos personagens (que são ótimos, mas os rostos são horríveis, infelizmente) e até mesmo os cenários sem os personagens, podendo controlar a destruição neles e ver a animação disso. Falando em músicas, vale notar isso: elas são praticamente inexistentes no game. Nenhuma se destaca. Todo jogo de música tem ao menos um tema memorável, seja do personagem ou do cenário. Aqui a música que mais chama a atenção é a dos créditos, que nem é original (Angel of Love, de Depeche Mode).

Por fim, faltou comentar sobre o modo online. Assim que você entra nele, receberá uma mensagem de um desafio diário. Trata-se de um objetivo específico que se for completado, ganhará uma quantia de XP. Ainda há os modos Ranked, Player e as salas (como em MK). O Ranked encontra jogadores, mas em nossos testes demorou muito tempo para isso. Já as salas, que muitas vezes há uma brasileira, conecta sem problemas com outros jogadores. E acredite: o netcode está muito bom. Ainda não está perfeito, mas quem sofreu em MK pode comemorar. O online nas salas e nas partidas que montar com amigos há três variações: 1×1, KOTH (king of the hill, ou seja, quem ganha fica e com uma adição: quem está vendo pode apostar XP em que acha que vai ganhar) e Survivor (idêntico ao KOTH mas o vencedor não pode trocar de personagem). O modo versus offline obviamente está presente e é exatamente o que se espera dele – mas vale ressaltar que não há um modo tag (2×2), infelizmente. Portanto não tem como jogar com outros 3 amigos simultaneamente. Há coisas também que facilitam a vida dos jogadores, como arrumar o controle na tela de seleção de personagens.

Injustice: Gods Among Us é um excelente jogo de luta. Ele possui inúmeras mecânicas novas que vão afastar os novatos, mas podem agradar a longo prazo os veteranos. O modo história deixou a desejar, mas o S.T.A.R. Labs é interessante, assim como o Battle (Arcade). O Online em nossos testes está muito bom. E há inúmeros destraváveis. Em outras palavras, é mais um ótimo título de luta para a biblioteca do PlayStation 3.



— Resumo —


+
Variedade de modos (destaque para S.T.A.R. Labs)


+
Arcade Mode renovado


+
Gameplay e suas inúmeras mecânicas a serem masterizadas


+
Destraváveis


+
Online quase perfeito





Excesso de mecânicas pode afastar novatos





Modelos faciais





“História” do modo história





Música praticamente inexistente

87%