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Análise – Castlevania Requiem: Symphony of the Night & Rondo of Blood

Análise

NOME: Castlevania Requiem: Symphony of the Night & Rondo of Blood
FABRICANTE: Konami
PLATAFORMA: ps4
GENERO: Ação
DISTRIBUIDORA: Konami


LANÇAMENTOS
26/10/2018 26/10/2018 Não disponivel


INFORMAÇÕES ADICIONAIS E SUPORTE
Resolução Máxima: 1080p
Nº de Jogadores: 1
Troféus (inclusive Platina)
Espaço necessário: 1.33 GB
Disponível Exclusivamente na PlayStation Store
Legendas em PT-BR: Não
Dublagem em PT-BR: Não


Ultimamente obscurecida, a franquia Castlevania foi responsável por redefinir jogos de ação side scrolling. Ainda que tenha recebido bons jogos em 3 dimensões, é no 2D que a série se sobressaiu. Enquanto a Konami não planeja um novo capítulo da série, os ports e remakes oferecem novos meios de revisitar alguns clássicos em plataformas contemporâneas.

Estreando em conjunto com a segunda temporada na Netflix, Castlevania Requiem é uma magra coletânea que contém apenas dois jogos e poucos extras, mas são produtos que representam o que há de melhor em cada formato de gameplay que a série estabeleceu. Com Rondo of Blood, a experiência é mais linear e centrada na ação, seguindo o modelo das primeiras edições. Já Symphony of The Night marcou o início de um formato que mescla elementos de RPG, ação e aventura, representando uma nova era para Castlevania após 1997.

Ao passo que Symphony of The Night traz uma estrutura de mapa interconectada e uma experiência contínua, Rondo of Blood é dividido por fases. Ambos são excelentes jogos, contudo Symphony of The Night envelheceu melhor, devido aos seus controles mais precisos e maior diversidade no gameplay. Ainda sim, Rondo of Blood é provavelmente o melhor dos Castlevanias tradicionais, portanto é muito recomendado.

Qualquer um dos jogos oferecidos nessa coletânea já foram disponibilizados em outras plataformas recentes, o que nos leva a pergunta-chave deste artigo – seria Castlevania Requiem a versão definitiva destes jogos? Infelizmente, não. Os dois produtos apresentam alguns problemas incômodos, inerentes da versão PSP (versão fonte) ou da qualidade do port.

Inicialmente há um menu que o jogador seleciona o game, constando também de opções bem básicas de imagem e aúdio. Há como colocar a imagem no tamanho 4:3 reduzido ou em modo cheio, que representa uma imagem esticada com as mesmas proporções da versão PSP. Há duas possibilidades de idioma: inglês ou japonês. Os fãs mais nostálgicos talvez prefiram jogar em japonês, pois o roteiro original foi retrabalhado e os dubladores mudaram. Assim como no PSP, não existe a emblemática sentença: “What is a man? A miserable little pile of secrets”. Uma decepção; a ausência do trabalho original fere a experiência em Symphony of The Night.

Aprofundando sobre Symphony of The Night, esta é uma das piores versões existentes, visto que se trata de um port da versão PSP com novos problemas. Os inconvenientes nos visuais são sutis, mas existem. Independente do modo de imagem (tela cheia ou original), uma pequena parte da imagem é cortada. Existe também um clareamento artificial dos gráficos comparado à versão original do PlayStation, outro inconveniente técnico típico da edição do PSP.

O que mais desaponta no port deste clássico do PlayStation é a qualidade do áudio. Não bastassem as mudanças na dublagem, os efeitos sonoros e músicas são piores nessa versão. Alguns monstros emitem barulhos irreconhecíveis quando comparados ao produto fonte. Há também problemas de nivelamento de volume entre efeitos sonoros e música, demonstrando a falta de cuidado nesse port.

Estranhamente, os modelos poligonais e efeitos em 3D são renderizados em uma resolução maior. Isso cria uma enorme discrepância em relação aos sprites do jogo. Embora a Konami tenha declarado anteriormente que seria um port em 4K, esqueça. Tal resolução só é aplicada aos menus iniciais.

Rondo of Blood apresenta problemas visuais similares à Symphony of The Night, mas nesse clássico de PC Engine é mais perceptível a imagem esticada. Nesse port, o grande inconveniente é o terrível loop da música. É comum notar a ausência de música no final de algumas faixas, pois não houve cuidado de criar um gancho adequado entre o começo e fim das composições.

Outros probleminhas demonstram a falta de capricho em Castlevania Requiem, como a impossibilidade de usar os botões L2 e R2 por se tratar do port das edições de PSP (não existem os gatilhos secundários no portátil da Sony). É lamentável usar a névoa de Alucard pressionando simultaneamente L1 + R1, por exemplo. Faltou também a adição de uma galeria de artes e extras similares.

Mesmo que tenha inúmeros leves defeitos, a coletânea pode ser o primeiro contato de alguns jogadores com os extras de Symphony of The Night da versão PSP. É possível selecionar a personagem Maria e existem alguns pequenos elementos inéditos na campanha. A opção de quicksave é uma novidade bem-vinda e permite o jogador criar saves temporários em qualquer momento do game.

Veredito

Requiem é uma coletânea pobre, sem extras relevantes e permeada de problemas técnicos. Os inconvenientes devem desagradar os fãs entusiastas da série, contudo os dois games são perfeitamente jogáveis. Em suma, o port é ruim, mas os jogos são excelentes. Se Castlevania é uma série importante para você, vale a pena revisitar, a fim de garantir aquele troféu de platina especial no seu currículo de jogador.

Jogo analisado com código fornecido pela Konami.

70%