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Análise – Borderlands: Game of the Year Edition

Análise

NOME: Borderlands: Game of the Year Edition
FABRICANTE: Gearbox Software / BlindSquirrel Games
PLATAFORMA: ps4
GENERO: Ação / RPG / Tiro em Primeira Pessoa (FPS)
DISTRIBUIDORA: 2K Games


LANÇAMENTOS
03/04/2019 03/04/2019 03/04/2019


INFORMAÇÕES ADICIONAIS E SUPORTE
Resolução Máxima: 1080p (PS4), 1800p (PS4 Pro)
Nº de Jogadores: 1-4 (online e local)
Troféus (inclusive Platina)
Espaço necessário: 12,13 GB
Legendas em PT-BR: Não
Dublagem em PT-BR: Não


Uma afirmação nada contraditória é dizer que Borderlands é a galinha dos ovos de ouro da Gearbox. Mesmo o estúdio tendo desenvolvido outras franquias com relativo sucesso e outras passáveis, é inegável que o melhor e maior produto que fizeram foi exatamente a franquia que começou com o loot shooter lá em 2009.

Lógico que não parou por ali e, principalmente com Borderlands 2, a franquia cresceu e é amada por milhares de jogadores hoje em dia. Meses antes do lançamento do terceiro título da saga, o remaster do jogo que começou tudo isso foi lançado para o PS4, deixando assim a obra mais acessível ainda, principalmente para os que pularam o primeiro jogo.

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Borderlands: Game of the Year Edition é a versão completa do primeiro jogo remasterizada para o PS4, incluindo todos os conteúdos extras já lançados e com várias melhorias visuais. Não é uma reimaginação ou um remake do jogo de 10 anos atrás, mas sim só melhorias visuais, com pequenas adições e todas as DLCs já lançadas em um único pacote.

A história dos 4 Vault Hunters originais continua intocada e recheada de humor. No papel de um dos heróis do jogo, o objetivo é encontrar as partes e montar a chave que abre a Vault no planeta Pandora. Essa Vault é como se fosse um cofre secreto em Pandora, recheado de tesouros e que só pode ser aberta a cada 200 anos. Guiado pela misteriosa Angel, o jogador deve desbravar os perigosos locais do planeta, encontrar a chave e a Vault, enquanto também melhora seu arsenal.

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Fora a parte técnica, nada mudou muito no jogo e é até estranho para os que adentraram na franquia principalmente em Borderlands 2. É notável o quanto o joga carecia de uma melhor narrativa e no desenvolvimento de vários personagens, sendo que isso aconteceu principalmente na sequência. Jogar Borderlands hoje, praticamente 10 anos após seu lançamento original, é uma boa mistura de nostalgia, aprendizado e diversão.

O combate continua bastante divertido e totalmente focado no uso das armas. Mesmo que cada Vault Hunter tenha habilidades e características únicas, o que sempre chamou a atenção foi a variedade imensa do arsenal do jogo. Na época, 17 milhões de armas diferentes era um número assombroso e esse número está sendo superado a cada novo jogo. O atirar, cumprir missões, subir de nível, conseguir novas armas e avançar continua extremamente agradável, principalmente caso o jogo seja aproveitado no máximo de seu cooperativo, com outros 3 amigos.

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Marca característica da série, o visual cartunesco fica ainda melhor na remasterização. Com uma maior resolução em todos os consoles e a taxa de quadros em 60 quadros por segundo, a experiência visual é muito melhor agora. Junte a isso um considerável trabalho de antialiasing que praticamente elimina os serrilhados agressivos que o jogo possuía no PS3. Apesar disso, ainda é possível encontrar alguns empecilhos no remaster.

Bastante notável ainda os chamados screen tearing, cortes horizontais na tela que dividem as imagens ao meio, praticamente em todo o jogo. A resolução dinâmica que o título possui agora alterna em vários locais, sendo que em alguns casos a qualidade da imagem piora levemente para manter os 60 fps.

Num geral, a versão remasterizada traz somente o jogo e todas as expansões lançadas para ele com um visual excelente e melhor qualidade técnica. Ainda é a mesma experiência de jogo e com os mesmos defeitos. Narrativa pouco desenvolvida e poucos personagens realmente desenvolvidos, mas com uma ótima jogabilidade e o excelente humor apresentado pela série. Nem mesmo a inserção das Golden Key e Shift Codes para conseguir loot melhor é realmente algo que se destaca, mas sim um complemento ao que o jogo já era. Uma pena é o jogo não ter um melhor trabalho de localização, afinal textos em português ajudaria bastante na difusão do jogo em nosso país.

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Se a intenção era apenas trazer Borderlands com uma boa repaginada visual para a atual geração, a versão de PS4 é um trabalho bastante decente. Mesmo com alguns problemas de conexão e matchmaking na primeira semana, o patch mais recente (12 de abril) trouxe melhorias e deixou esse problema quase inexistente. Voltar ao início da franquia é divertido e quase obrigatório, mesmo para os que já enfrentaram essa aventura antes.

Veredito

Após 10 anos e sendo trazido de volta depois de outros jogos terem sido lançados, Borderlands Game of the Year Edition pode destoar um pouco do que a franquia se tornou. Mesmo com o visual melhorado, os mesmo problemas que o jogo possuía também estão de volta. Ainda sim, é uma excelente e divertida experiência cooperativa e válido para todos que se interessaram na franquia de alguma forma.

Jogo analisado no PS4 Pro com código fornecido pela 2K Games.

82%