Hearts of Stone (The Witcher 3: Wild Hunt) – Review

A CD Projekt Red possui uma clara definição do que é um DLC e o que é uma expansão, e demonstrou isso desde o lançamento de The Witcher 3: Wild Hunt. Foram oferecidos à comunidade gamer 16 DLC grátis, compostos por pequenas adições ao jogo, como nova skin de roupa, armas, missões curtas, etc. Hearts of Stone é a primeira expansão para o universo do bruxo Geralt de Rívia e realmente expande o (nem um pouco pequeno) jogo original. Temos uma nova história para acompanhar, novas missões, monstros, equipamentos, uma ampliação do mapa a nordeste de Novigrad com diversas novas localidades e até mesmo mais cartas para os viciados em Gwent. Enfim, é um pacote bem completo, justificando ser pago.

A história da expansão começa com Geralt seguindo sua rotina de sempre: verificando a placa de anúncios de um vilarejo, procurando por algum contrato. E seguindo a rotina de sempre, o que parecia ser uma tarefa simples acaba tomando rumos inimagináveis. Contratado para dar cabo de um monstro vivendo nos esgotos de Oxenfurt, Geralt acaba sendo enganado e mata o príncipe das distantes terras de Ofier. Por causa deste engano, o bruxo vai preso e é transportado de navio para ser julgado na terra natal do príncipe morto.

Para escapar de uma possível execução, Geralt aceita a ajuda de Gaunter O’Dim, um personagem que conhecemos em uma taverna bem no início do jogo principal e que provavelmente foi esquecido por muitos jogadores (inclusive eu). É claro que essa ajuda tem um preço, e para que o bruxo não se esqueça de retribuir o favor, ele recebe marcas no rosto, parecidas com runas. A partir daí, dá-se início à nova aventura.

Embora em minha opinião não supere a trama do Barão Sanguinário, a história de Hearts of Stone está bem escrita, com ótimos diálogos e uma boa duração. Apesar de nos vídeos de divulgação parecer que ela possui foco em uma temática dark, a verdade é que ela tende mais à aventura, incluindo missões bem variadas e divertidas.

Falando mais sobre as missões, algumas se assemelham ao encontrado no jogo principal, enquanto outras trazem boas novidades, incluindo situações cômicas para o Bruxo, não deixando o jogo como um “mais do mesmo”. Uma em particular me pareceu uma pequena homenagem a GTA V. Além das missões principais, existem as já conhecidas caças ao tesouro, incluindo diagramas para novos equipamentos (finalmente, a Escola da Víbora ganha um set completo, mas sem upgrades) e as missões secundárias continuam a valer a pena por sua profundidade e adição de mais conteúdo à lore de The Witcher.

Novos personagens aparecem na trama, com destaque a Olgierd von Everec e seu bando – notavelmente lembrados pelo corte de cabelo peculiar. Muito da história principal é focada em Olgierd. Do mesmo modo que o Barão Sanguinário, o jogador vai ficar constantemente se questionando se o personagem é bom ou mau. Outra personagem que retorna (para aqueles que jogaram o primeiro The Witcher) é Shani, a médica formada na academia de Oxenfurt, que pode se tornar um novo par amoroso do bruxo, caso o jogador deseje.

Existe também um novo tipo de comerciante: um encantador vindo de Ofier, capaz de criar todo tipo de equipamento, além de conseguir realizar encantamentos em espadas e armaduras. Os encantamentos adicionam características diversas e vantajosas para o combate. Por exemplo, um deles torna possível fazer com que um inimigo morto pelo Igni exploda e queime os inimigos próximos. Para encantar um equipamento, são necessários tanto runas e glifos já conhecidos, como também os novos itens vindos com a expansão. Para quem quiser experimentar, já deixo uma dica: vá com o bolso cheio e preparado a abrir mão de milhares (sim, milhares, dezenas de milhares) de coroas.

Quando a CD Projekt Red anunciou que o nível recomendável para jogar a expansão seria de 30, eles não estavam brincando. Os novos monstros e inimigos são bem difíceis, principalmente os chefes, que demoram bastante para serem derrotados (veja nossos vídeos de detonado para ter uma noção). Outros monstros e inimigos já conhecidos também aparecem com um nível mais elevado na região em que trama acontece. Boa sorte e paciência àqueles que aceitarem o desafio de terminar a expansão na Marcha da Morte.

A trilha sonora continua ótima e bem relacionada com cada situação. Em particular, gostei muito das músicas tocadas durante as batalhas contra chefes, pois combinam bem com a tensão que algumas delas geram. Preste atenção quando vir um grupo de crianças reunido em algum vilarejo; fique por perto e poderá ter a oportunidade de ouvi-las cantando uma música extremamente sinistra.

Preciso fazer uma crítica com relação à dublagem PT-BR. Ela continua ótima, com boas atuações e uma localização bem feita. Porém, achei que ficou mais notável nessa expansão a presença de personagens trocando de voz de uma hora para outra. Sem dar muito spoiler, existe uma missão em que a voz de Geralt vai mudar e essa mudança é justificada pela missão. Porém, até mesmo nela é possível perceber uma “terceira voz” aparecendo vez ou outra. Essa falha, no entanto, não chega a atrapalhar o jogo.

Por fim, resta falar dos bugs que ocorreram na expansão. Não encontrei nada que quebrasse o jogo, embora tenha visto vários jogadores reclamando de sumiço de itens quando se passa para o NG+. Os dois problemas que mais me irritaram são relacionados a equipamentos. Um deles está relacionado à armadura quando é encantada, que pode levar a um aumento sem fim na intensidade dos sinais. Outro que notei é que constantemente meus status de ataque, defesa e intensidade do sinal são alterados, sem eu ter feito nenhuma mudança de equipamento. Essas e outras coisas serão provavelmente tratadas no patch 1.11.

Jogo analisado com o código fornecido pela desenvolvedora.

Veredito

Hearts of Stone continua com a excelência vista em The Witcher 3: Wild Hunt, com uma história envolvente e momentos tanto calmos quanto intensos. A dificuldade foi aumentada na expansão, proporcionando um bom desafio para aqueles que reclamavam que o jogo estava fácil demais. A inclusão de novas localidades, equipamentos, cartas Gwent e missões diversas dão um respiro adicional ao jogo e proporcionam muitas horas de diversão. Vale a pena!

95

The Witcher 3: Wild Hunt

Fabricante: CD Projekt RED

Plataforma: PS4 / PS5

Gênero: RPG / Aventura / Ação

Distribuidora: CD Projekt RED / WB Games

Lançamento: 19/05/2015

Dublado: Sim

Legendado: Sim

Troféus: Sim (inclusive Platina)

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