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TOP X #9 – Coisas Impressionantes de Perfect Dark

Bem-vindos ao TOP X, a coluna semanal do PSX Brasil! O TOP desta vez aborda coisas impressionantes que Perfect Dark fez há 26 anos!

A ideia da coluna é justamente o que está em seu título: listar os 10 (“X”) melhores (ou piores) itens de alguma coisa. Pode ser literalmente qualquer assunto – desde que esteja relacionado alguma forma ao site, é claro.

Algumas observações:

  • A lista foi criada por Ivan Nikolai Barkow Castilho;
    • Deixaremos sempre claro quem montou a lista (podem existir casos de mais de uma pessoa);
    • Saiba mais sobre cada redator neste artigo;
  • Discordou da lista? Dê a sua opinião nos comentários.

TOP X – Coisas Impressionantes que Perfect Dark fez há 26 anos

Perfect Dark é um clássico do Nintendo 64 lançado em 22 de maio de 2000. Criado pela Rare, trata-se de um jogo que utiliza a mesma engine de GoldenEye 007 (outro clássico absoluto), mas consegue evoluí-la de diversas formas.

Infelizmente, Perfect Dark foi lançado no fim da vida do Nintendo 64, necessitava de um Expansion Pack para ter acesso aos modos principais e, apesar de ter recebido um remaster no Xbox 360, o verdadeiro impacto de sua importância aconteceu em seu lançamento.

A campanha era sólida e você tinha motivos para rejogá-la. Mas o multiplayer é onde o jogo brilhava com inúmeros modos que destacamos na lista a seguir.

Sabemos que, infelizmente, Perfect Dark não possui relação alguma com PlayStation (que é o foco do site). No entanto, sempre quis destacar o quão impressionante o jogo foi para a sua época, principalmente para o fã de PlayStation que provavelmente nunca jogou. Toda conversa que tenho com amigos que não conheceram o título não faziam ideia de que coisas que deveriam ter se tornado padrão nos tempos atuais já estavam lá – e com maestria – há 26 anos. E estamos falando de uma época que não existia patch, DLC, Deluxe Edition… nada. Era o jogo completo, redondo e absurdamente repleto de conteúdo.

10. Fases Secretas

GoldenEye 007 já oferecia essa ideia, mas Perfect Dark possui fases extras que são destravadas ao terminar o jogo nas dificuldades maiores. É uma forma de incentivar a rejogar a campanha e não apenas receber um joinha por ter feito isso, mas aproveitar um conteúdo jogável que adiciona algo à experiência.

9. Queijos

Você já fez literalmente tudo o que Perfect Dark tinha a oferecer: terminou a campanha em todas as dificuldades e destrinchou o multiplayer. Também liberou todos os Cheats. Acabou? Bem, não. Um desenvolvedor escondeu um queijo em todas as fases do jogo. Isso sim é algo inútil pois não libera nada encontrá-los, mas aquele jogador que quer extrair até a última gota do jogo que comprou tem um motivo para explorar cada canto dos mapas da campanha.

8. Bots (Simulants)

Ok, agora estamos entrando num campo onde Perfect Dark realmente brilhava. Atualmente, encontrar Bot em um jogo online é algo trivial. Mas há 26 anos, não era comum essa ideia de ter uma IA em suas partidas multiplayer. O jogo da Rare permitia configurar até 8 Simulants (além dos 4 jogadores humanos) em uma partida. E não só isso…

7. Bots com Personalidade

…você podia configurar os bots (chamados de Simulants) com uma personalidade! Isso é algo que não vi em nenhum outro jogo até hoje. Por exemplo, o PeaceSim só ficava rondando o cenário procurando pelas armas e não engajava em combate (no máximo tentava desarmar você). Já o VengeSim é o clássico vingativo: você o matou? Ele vai caçá-lo até não poder mais. Também há aquele que sempre está com escudo, o kamikaze que não se importa de morrer com armas explosivas, o juiz que só vai caçar quem está ganhando a partida e assim por diante. Isso sem contar que há também os Sims que você pode configurar apenas na dificuldade (o DarkSim é realmente surreal de difícil).

6. Armas com Modo Secundário “de verdade”

Armas secundárias não são mais tão comuns nos jogos atualmente – é uma função e deu. Quer algo diferente? Pegue outra arma. Perfect Dark oferecia um modo secundário para todas as suas armas, sem exceção. Muitas eram algo simples (a pistola base Falcon 2 permitia dar uma coronhada – algo meio inútil considerando que você tem o soco à disposição). Porém, muitas armas como a Super Dragon e a Laptop Gun possuem funções secundárias que os fãs lembram com carinho (a primeira era uma metralhadora que virava Grenade Launcher, enquanto que a Laptop Gun era também uma metralhadora que podia ser instalada como uma Turret em qualquer lugar do cenário – mas com munição limitada).

5. Recompensa por Speedrun

Poucos jogos recompensam o jogador realmente dedicado atualmente – aquele que busca terminar o jogo o mais rápido possível. No máximo há um troféu da PSN e… é isso. GoldenEye 007 já aumentava o replay da campanha para níveis absurdos com os Cheats que podiam ser destravados e Perfect Dark mantém essa ideia sensacional. Toda fase do jogo deve ser finalizada em uma dificuldade específica num tempo também determinado. Se fizer isso, um Cheat era liberado. As fases mais difíceis, obviamente, liberavam as trapaças mais legais, como munição infinita ou ter acesso a todas as armas. E os Cheats eram só para diversão mesmo – terminar uma fase com eles ativos não avançava o progresso da campanha.

4. Missões Que Variam com a Dificuldade

Mais uma vez, GoldenEye 007 já oferecia essa mecânica. Ao escolher uma dificuldade superior, não só os inimigos ficam mais difíceis e você recebe mais dano, mas há mais objetivos a serem concluídos. Perfect Dark ia mais além, trocando até o início da fase. Por exemplo, a fase Carrington Villa: Hostage One começa com Joanna Dark com um Sniper Rifle salvando um refém. Se você joga no Perfect Agent (o modo mais difícil), você é a refém e precisa se virar. A fase Chicago também é memorável de oferecer mais desafios, levando a cantos que nem imaginava existir quando jogou no modo mais fácil.

3. Challenges

O multiplayer de Perfect Dark é simplesmente completo. Além dos Simulants que destacamos anteriormente e a opção óbvia de configurar uma partida com os seus amigos do jeito que quiser (regras, mapas, armas, quantidade de Sims, etc), existe um modo cooperativo chamado Challenges. São basicamente 30 desafios que você pode jogar de 1 a 4 jogadores (isso mesmo, não é algo exclusivo do multiplayer) em que você enfrenta Sims em diferentes modos (Deathmatch, King of the Hill, Capturar a Bandeira – no caso aqui, uma Pasta, etc). Os Challenges vão ficando mais difíceis, sendo que os últimos são verdadeiros desafios. Então, tecnicamente, Perfect Dark oferece um multiplayer cooperativo real para 4 jogadores.

2. Counter-Operative

Um modo que, sinceramente, nunca vi ser replicado desde então (provavelmente já foi e não me recordo, por isso não estou dizendo que é certeza). Sabe a campanha single-player? Então, um jogador é a Joanna Dark tentando completá-la da mesma forma. Enquanto isso, um segundo jogador controla um dos inimigos da fase na tentativa de impedir a agente Dark de terminar a fase (em outras palavras, eliminá-la). Se Joanna morrer, é Game Over e o segundo jogador venceu. Se Joanna elimina o inimigo que o segundo jogador está controlando, ele é transferido para outro inimigo até não ter mais nenhum vivo no mapa em questão. É um modo divertido de jogar entre amigos competitivos, sem dúvida alguma. Mas para aqueles que querem cooperar, é claro que temos o…

1. Cooperativo

Finalmente, o modo que me espanta até hoje ter existido há 26 anos. A campanha completa de Perfect Dark pode ser jogada em 2 players. É exatamente a mesma campanha single-player, com os mesmos objetivos e mapas – mas cooperativo. Se você tinha um amigo com quem jogar, isso aqui era o ápice do multiplayer no Nintendo 64. Não tem amigos? Bom, é possível escolher que o segundo player seja um bot, mas na prática serve apenas para rejogar a campanha de outra forma. A graça mesmo está com um segundo jogador.

Discorda?

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