A Xbox gastou quase US$ 80 bilhões na última década em acordos que lhe garantiriam títulos populares de videogames como Call of Duty e Skyrim, apostando que os jogadores migrariam para seu serviço de assinatura semelhante ao Netflix, que oferece centenas de opções para diversão ilimitada.
Na segunda-feira (6), a empresa reconheceu que essa estratégia não funcionou. A Xbox anunciou que demitirá 3.200 funcionários, 20% de sua equipe, e encerrará as atividades de cinco estúdios de jogos em um esforço de reestruturação.
Quando a Xbox lançou seu serviço de assinatura Game Pass em 2017, os executivos estabeleceram a meta de alcançar 77 milhões de assinantes até o ano fiscal de 2026, que terminou no mês passado, de acordo com um documento publicado durante um processo judicial que contesta a compra da Activision Blizzard pela Microsoft em 2023. Hoje, a plataforma tem apenas 30 milhões de assinantes, segundo uma pessoa familiarizada com o assunto, 4 milhões a menos do que quando a empresa divulgou seus últimos dados publicamente em 2024.
Em 2024, a Xbox abriu mão de mais de US$ 300 milhões em vendas de Call of Duty: Black Ops 6 para consoles Xbox e PCs, segundo uma fonte familiarizada com o assunto informou ao Bloomberg, devido ao jogo estar no Game Pass. Em vez disso, o PlayStation foi responsável por 82% das vendas.
A empresa se concentrará mais em franquias como Minecraft, do estúdio Mojang, que antes operava de forma mais ou menos independente. Os lucros de Minecraft, considerado um dos jogos mais bem-sucedidos do mundo, foram usados para financiar o restante do portfólio de jogos, de acordo com a fonte familiarizada com as operações do Xbox.
Embora os grandes jogos multiplayer ainda estejam disponíveis em todas as principais plataformas, a Microsoft tornará mais de seus melhores títulos exclusivos para Xbox, para que os jogadores tenham um motivo para comprar seu console.



