Análise – Jump Force

Jump Force, considerado o maior crossover dos personagens da revista Shonen Jump, foi lançado no último dia 15 de fevereiro para celebrar justamente os 50 anos da companhia.

A produtora Spike Chunsoft, criadora de jogos como inclusive o antecessor J-Stars Victory VS+, tinha uma tarefa muito clara ao lançar Jump Force: estar no mesmo nível de grandes jogos de luta como Dragon Ball FighterZ, no mínimo, e falhou miseravelmente.

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O jogo inicia com cutscenes longas, sem possibilidade de pulá-las (algo que será consertado por patches). Como todo bom jogo da Bandai, não é possível gravar via Share Play as cenas, caso tenha desejo de compartilhá-las. E mal o jogo saiu, já sabemos que teremos 9 personagens adicionais, sendo que o primeiro chega em meados de maio (infelizmente, algo comum para jogos do gênero).

A expectativa de jogar com seus personagens favoritos, como Naruto, Luffy, Goku ou Jotaro é grande. Mas antes disso, é preciso sentar e ver todas as cenas. No início, você é salvo por Trunks em uma investida contra Freeza, sendo que o jogo pede, logo em seguida, para que você crie seu personagem com várias opções. Depois, é só rodear o lobby (que é bem parecido com Dragon Ball Xenoverse, mas mais feio) sem qualquer instrução ou indicação visual clara do que precisa fazer, para então escolher seu time de preferência:

  • Alpha: Goku, Piccolo, Gaara e Zoro
  • Beta: Luffy, Sanji, Boa e Boruto
  • Gamma: Naruto, Sasuke, Kakashi, Sabo e Trunks.

A escolha do time garante habilidades especiais dos líderes, além de definir o seu estilo de luta. No entanto, você pode comprar qualquer habilidade depois.

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Nos primeiros minutos em que você interage com os personagens, se torna evidente o descaso de animação dos modelos. Todos os personagens não têm expressão. Imagine que você escolheu seu time favorito e, ao falar com Goku, ele parece um boneco? As texturas são lisas e a proporção duvidosa. São todos personagens muito carismáticos no mangá e nos animes, mas em Jump Force carisma não existe.

A história segue sem muitas novidades, sendo que o nível de dificuldade de combate aumenta, mas não é difícil pegar os comandos. Depois de jogar por um tempo, parei pra pensar em como eu fui parar lá na história. A explicação é dada até o final, porém seu desenvolvimento não agrada (como, por exemplo, os mundos se fundiram). Mas convenhamos que história não é o ponto forte de jogos de luta, certo? Então vamos falar do que interessa: o gameplay.

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As lutas são em 3D com visão logo atrás do personagem e a qualidade do combate é bem baixa. Você define três personagens e pode intercalar entre eles. A barra de vida é a mesma para os três lutadores, o que significa que, ao trocar, a barra continua com a mesma quantidade de dano que você recebeu. Os golpes são muito bonitos, cheios de efeitos. Notei um grande “input lag”, ou seja, atraso entre o comando de botões e a ação. Isso é um problema muito sério em um jogo de luta, pois limita a movimentação, possibilidade de combos e esquiva efetiva.

Entretanto, os comandos são fáceis e práticos, basta carregar a energia necessária para usar um poder especial (compartilhada entre os seus três personagens). Como o mapa é grande e ataques sem bloqueio atiram longe, é possível carregar a energia enquanto o adversário se levanta. O cenário é bonito, mas mais uma vez encontramos texturas suspeitas. Ao ser derrubado por um golpe de alta energia, as pedras e o chão do cenário se quebram, mas o aspecto não é bonito e a interação com os objetos do cenário ficam pobres.

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Sobre o modo online, lamento dizer que a experiência foi péssima. A maioria das lutas em nossos testes foram lagadas e até mesmo no lobby a situação parece ser anormal. Infelizmente, não recomendamos que jogue Jump Force pensando no modo online.

Ainda sobre os outros modos, você pode selecionar missões para adquirir créditos se completadas, para então adquirir novas habilidades e acessórios para seu personagem.  Em algumas horas de jogo, pude executar ótimos combos sem bloqueio que tiravam até 40% de vida, sem especial máximo. Acredito que haverá muitos updates com loadings menos demorados e melhorias de combate (para que a jogabilidade seja mais versátil e agradável aos olhos). Seria interessante se o jogo tivesse sido lançado sem tantas falhas, pois infelizmente soou como se tivesse sido lançado às pressas.

Veredito

Jump Force foi um jogo muito aguardado, mas não superou minhas expetativas. Fiquei fascinada com a quantidade de personagens jogáveis, mas eles não têm modelos bem feitos e não demonstram qualquer emoção animada. É frustrante um jogo com tanto potencial ser lançado com tantas oportunidades a melhorar. Sobre a luta, os comandos são fáceis, mas o input lag é considerável e atrapalha o gameplay.

Jogo analisado com código fornecido pela Bandai Namco.

Veredito

55

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Veredict

Jump Force is a highly anticipated game, but it has not exceeded my expectations. I was fascinated with the amount of playable characters, but they don’t have well-made models, and they don’t demonstrate any lively emotion. It’s frustrating that a game with so much potential was launched with so many aspects to be improved. About the fighting, the commands are easy but the inputlag is huge and disrupts the gameplay.