Uncharted: Fora do Mapa tem seu lançamento previsto apenas para o dia 17 de fevereiro no Brasil, seguido pelos Estados Unidos no dia 18. No Reino Unido, porém, foi lançado no dia 11, mesmo dia em que rolou uma pré-estreia dessa tão aguardada adaptação em solo brasileiro. E adivinha só? O PSX Brasil estava lá pra conferir em primeira mão, e aqui estamos com algumas de nossas impressões.

Uncharted: Fora do Mapa

Considerando-me fã da franquia e amante de cada um dos jogos, minhas expectativas estavam nas alturas. Contudo, em casos como esse, eu sempre tento manter bem claro na minha mente que o que estou prestes a assistir se trata de uma adaptação, e muitas vezes o que fica bom em um jogo pode não ficar tão bom no cinema.

Por exemplo, se você estiver esperando aqueles momentos frenéticos de tiroteio que aparecem com frequência nos jogos, pode ser que você se decepcione. Ao invés disso, Uncharted: Fora do Mapa ficou bem mais alinhado com filmes do tipo Indiana Jones, A Lenda do Tesouro Perdido e Tomb Raider (o que para mim não foi nenhum problema, muito pelo contrário, já que também sou amante de cada um destes citados acima).

Sobre a cronologia, ele se passa antes de todos os jogos, contando uma história nova. Ainda assim, porém, muitos elementos do enredo e até cenas específicas são tiradas de outros jogos (com algumas alterações), especialmente do último título da história de Nathan Drake, Uncharted 4: A Thief’s End, como por exemplo a cena do leilão.

Uma das cenas mais épicas da franquia foi também inserida no longa-metragem, com alguns incrementos que a deixaram ainda melhor. Estou falando, é claro, da famosa cena do avião, mostrada inclusive no trailer, que vem de Uncharted 3: Drake’s Deception. Essa cena está presente não só no início do filme, como também no meio dele, copiando a fórmula dos jogos de começar a contar a história no meio da aventura para depois voltar no tempo e explicar tudo que aconteceu até os personagens chegarem ali.

Nessa cena inicial foi quando eu percebi uma pequena falha nos efeitos e até um desafio às leis da física. OK, estamos falando de algo totalmente fictício de uma franquia de games que não reflete a realidade, mas nos saltos e acrobacias de Tom Holland como Nate tentando evitar sua morte, cheguei a pensar que talvez ele estivesse interpretando o personagem errado. Arrisco dizer que não faltou muito para disparar um jato de teia de seus pulsos.

Falando em Tom Holland, a pergunta que não quer calar é: ele convence interpretando Nathan Drake? E para responder isso precisamos levar algumas coisas em consideração. Estamos falando de uma parte da história que se passa aproximadamente dez anos antes de Uncharted: Drake’s Fortune, primeiro título da franquia. Todos os personagens estão bem mais jovens, e é justamente no filme que Nate e Chloe (Sophia ALi) se conhecem, por exemplo. Foi uma adição interessante, diga-se de passagem, uma vez que Chloe faz sua estreia na franquia em Uncharted 2: Among Thieves já sendo apresentada como ex-namorada de Nathan.

A princípio fiquei com um pé atrás e não sabia se estavam fazendo jus ao que nos foi mostrado nos jogos, mas ao fim do longa pude olhar para trás e enxergar a evolução de cada um. Deu para ver claramente a amizade de Nate e Sully (interpretado por Mark Wahlberg, que achei que ficou muito bem nessa versão mais jovem do amigo e mentor de Drake) sendo construída, e ambos mais parecidos com os personagens criados por Amy Hennig – tanto em personalidade quanto fisicamente, mas vamos deixar isso quieto para não estragar a surpresa…

Uncharted: Fora do Mapa

Na minha opinião, uma das cenas pós-créditos (existem duas) foi um dos melhores momentos justamente por mostrar isso, além de deixar a história já encaminhada tanto para o que sabemos que acontece nos jogos quanto para uma possível sequência nos cinemas, apesar de nada ter sido confirmado ainda.

Outro detalhe que agradou também foi a roupa clássica que Nate usa no primeiro jogo. Fãs sempre prestam atenção e esperam essas coisas, e a produção do filme jamais deixaria isso passar. Certamente tentando agradar ainda mais, Holland também aparece com certa frequência sem camisa, exibindo o resultado de sabe-se lá quantas horas diárias de academia. Pronto, a fórmula perfeita para o figurino.

Antonio Banderas e Tati Gabrielle interpretam dois vilões originais, mas nenhum deles apresenta tanto perigo aos heróis de Uncharted: Fora do Mapa. Não me entenda mal, eles são sim bastante perigosos e definitivamente mortais, mas em nenhum momento há qualquer dúvida de que a história vai terminar bem e que eles serão derrotados no final.

Ainda assim, o filme conta com alguns plot twists quem conseguem prender a atenção sem muito esforço, sendo auxiliados, é claro, por cenas de ação de tirar o fôlego. Aproveito para mencionar em especial uma lá do final do filme, envolvendo dois navios e situações bastante atípicas; mas como spoilers aqui não têm vez, você vai precisar assistir o longa para conferir.

E para finalizar, vale mesmo a pena assistir Uncharted: Fora do Mapa? Sim. Fizeram um bom trabalho e a diversão é garantida. O filme é leve, e pode remeter à sessão da tarde, talvez, mas isso não é necessariamente algo negativo. Acredito que as opiniões dos fãs serão bem divididas, por motivos de personagens, atuações, fan service, entre outros aspectos mencionados antes, mas o que não é assim hoje em dia? O que importa é que a franquia Uncharted tem grandes chances de crescer mundialmente, especialmente com um elenco tão querido no filme.

Para aguçar um pouco sua curiosidade (e ansiedade) antes de assistir o longa, não deixe de conferir o trailer final liberado pela Sony Pictures e pela Playstation Productions no dia 27 de janeiro.