Stranger Than Heaven, novo jogo de ação e aventura da SEGA e do RGG Studio, acompanha Makoto Daito e Yu Shinjo – dois párias de ascendência mista japonesa e americana. Enfrentando discriminação racial e sem família para apoiá-los, os dois se veem perdidos no Japão. A história narra a luta deles pela sobrevivência ao longo de 50 anos turbulentos, a partir de 1915.
Em uma entrevista conjunta com a imprensa (via Automaton), o diretor Masayoshi Yokoyama compartilhou alguns detalhes sobre o jogo e as ideias por trás de seu desenvolvimento. Em particular, ele falou sobre o que os jogadores podem esperar em termos de escala e da representação de diferentes períodos históricos e locais do Japão.
Em termos de tamanho, Stranger Than Heaven será um jogo gigantesco, segundo Yokoyama. Considerando o conceito de “retratar cinco décadas da vida de uma pessoa”, o título foi inicialmente concebido como uma trilogia. No entanto, para não fragmentar a experiência e fazer os jogadores esperarem entre os lançamentos, o RGG Studio decidiu transformá-lo em um único jogo, resultando em uma história principal “enorme” que levou de seis a sete anos para ser desenvolvida. Por outro lado, devido ao contexto histórico do jogo, haverá menos minigames do que na série Like a Dragon, e as histórias secundárias seguirão uma direção um pouco diferente.
Em termos de tamanho do mapa, Stranger Than Heaven terá uma escala comparável à da série Like a Dragon. A história se desenrolará linearmente a partir de: Kokura em 1915, Kure (Hiroshima) em 1929, Osaka em 1943, Atami em 1951 e Shinjuku em 1965, com cada mapa variando em tamanho. Vale destacar que o jogo terá mais prédios com interiores totalmente acessíveis do que os jogos da série Like a Dragon, embora o contexto histórico signifique menos prédios altos. Levando todos esses fatores em consideração, Yokoyama acredita que a escala geral seja aproximadamente a mesma.
Yokoyama alerta para não esperarem recriações exatas e historicamente precisas de cada cidade e época que aparecem em Stranger Than Heaven. “Como equipe de desenvolvimento, sempre nos concentramos em criar espaços originais que sejam ideais para a jogabilidade. Nossa prioridade é contar mentiras convincentes (ou ‘no estilo do jogo’). Os materiais históricos servem apenas como pontos de referência para o desenvolvimento”.
Como um exemplo disso, Yokoyama diz que os jogadores encontrarão o Hotel New Akao ao visitar Atami em 1951 no jogo, mesmo que o hotel só tenha sido inaugurado em 1954. “Como esta é, em última análise, uma obra de ficção, espero que os jogadores nos perdoem se notarem que certos elementos não correspondem exatamente ao período histórico em que aparecem”. Além disso, incidentes históricos reais das respectivas épocas não serão retratados na história, a menos que tenham uma conexão direta com o protagonista Daito. “Fomos muito intencionais em apresentar a história como um mundo original que não está preso a fatos históricos”, diz Yokoyama.
Stranger Than Heaven será lançado em 15 de janeiro de 2027 para PS5, Xbox Series e PC. O título também estará disponível no Game Pass.


