Um dos grandes fatores e que sempre pesa para o jogador escolher seu console é a opção de jogos disponíveis nele. Desde os primórdios e das disputas entre fabricantes para tentar angariar o máximo de consumidores, jogos dedicados apenas para aquela plataforma, os denominados exclusivos, começaram a ter um valor cada vez maior e um peso ainda mais elevado para a escolha dos jogadores.
Décadas depois e isso ainda não saiu de moda, sendo uma discussão acirrada entre os jogadores. Entretanto, as mudanças na indústria causaram percepções diferentes, principalmente quando vemos jogos clássicos de uma empresa saindo para outro console, mesmo essa ainda tendo seu próprio sistema de entretenimento. Afinal, em pleno 2026, como fica essa situação e qual o sentido dos exclusivos ainda hoje?

Seguindo o tópico do Gamernation.org e pensando sobra a situação, ainda mais depois das grandes mudanças feitas pela Microsoft para seus jogos em outras plataformas e a Sony também abrindo o leque de jogos multijogadores, quais os grandes exclusivos dessa geração que ainda persistem e qual a relevância para os futuros lançamentos seguindo esses moldes? Podemos esperar mais ou menos disso em alguns anos ou na nova geração? Quais aqueles jogos que ainda se mantém exclusivos e poderiam ser melhor aproveitados em novos públicos?
Decidimos então montar uma lista, sem ordem, dos principais exclusivos dessa geração entre PlayStation e Xbox, já que a Nintendo parece disputar sozinha seu próprio mercado e dificilmente se abriria para algo similar ao que essas outras duas plataformas fizeram. Aqui estão aqueles jogos, na nossa visão, que entregam um peso grande ao console, que ainda justificam o termo “exclusivo” e que pode mover um jogador a pender para um dos lados, mas também o que pode vir pela frente e quais franquias podem seguir para qual lado.
God of War e o personagem cara do termo “exclusivo”
Não é de hoje que as jornadas de Kratos pelas mitologias gregas e nórdicas movem jogadores em massa para o PlayStation. Desde a era do PS2, passando pelo portátil da Sony e também alcançado o PC ainda que com lançamento tardio, é talvez um dos maiores jogos da história do console quando se pede para que um jogo defina a plataforma. Como a Sony parece ter abandonado levar seus jogos single player novamente para o PC, de acordo com rumores, uma suposta sequência de GOW Ragnarok e até um possível spin-off da franquia devem ser exclusivos do PS5 ou do próximo console, voltando a definir a exclusividade aqui como algo imenso.

Gran Turismo e uma história totalmente PlayStation
Um dos maiores simuladores de corrida da história é um caso único. Sempre e ainda se mantendo exclusivo nos consoles PlayStation, o jogo da Polyphony Digital é referencia no estilo e tem sido assim desde o PS1 ao longo de mais de 25 anos. Os avanços tecnológicos de cada geração tem possibilitado a franquia a alcançar visuais e efeitos de simulação cada vez mais altos e, mesmo com o fator multijogador em jogo, deve ser ainda mais evidente num próximo capítulo saindo para o PS5 ou mesmo seu sucessor em alguns anos.

Parceria Marvel
Quando Marvel’s Spider-Man chegou ao PS4 como exclusivo foi um dos títulos que impulsionou o console e muito pela fama do herói da Marvel. Depois de uma versão remasterizada que também saiu para PC, assim como a sequência direta e também a aventura exclusiva de Miles Morales, o futuro dos jogos entre a parceria da gigante dos quadrinhos com a PlayStation parece ser algo exclusivo dos consoles de agora em diante. Marvel’s Wolverine deve se manter no PS5 e não caminhar para o PC como os jogos do cabeça de teia. Além disso, outros projetos futuros devem seguir a mesma trajetória e sem manterem apenas no console da Sony. Isso pode incluir o rumor de um jogo de Venom e até mesmo outros heróis, como os X-Men.
Algo intrigante aqui é que a Xbox tem uma parceria para desenvolver um jogo de Blade, o caçador de vampiros, mas que seguindo a tendência de como a empresa tem se comportado nos Últimos anos deve acabar sendo lançado para PC e também PlayStation. Isso pode até indicar que a Marvel em si não tem relação quando ao lançamento de seus jogos e isso fica a cargo da empresa que produz e distribui, mas teremos que esperar mais para ter certeza.

A mudança de chave em 2026 para PlayStation
Ainda que não tenhamos um anúncio oficial de que a PlayStation não terá mais nenhum jogo com foco em campanha single player lançado no PC, isso já é repetido e reforçado por diversas fontes confiáveis da indústria e foi algo definido em 2026. Sendo assim, alguns jogos que facilmente seguiriam o caminhos de exemplos ditos antes devem se manter exclusivos, como Ghost of Yotei e Saros. Ainda que jogos de antes tenham se mantido exclusivos e não chegaram ao PC antes, como Demon’s Souls e Astro Bot, já temos em mente que isso não irá acontecer mais.
A questão maior é que a PlayStation ainda vai lançar seus jogos de multijogador na maior quantidade possível de plataformas para alcançar um número máximo de jogadores, como foi o caso de Helldivers 2 e, mais recente, Marathon. Um futuro jogo que deve seguir isso, talvez até saindo para Xbox, seria o já anunciado Fairgame$. Sem muitas novidades e até com rumores que possa ter mudados de nome, o jogo teve informações sobre ser algo totalmente online e multijogador, reforçando um lançamento mais amplo.

A questão Xbox
A realidade é que, ao menos no caminho que a Microsoft decidiu trilhar com o Xbox nos últimos anos, nenhum jogo mais por baixo das asas da gigante da tecnologia é um exclusivo para seu próprio console. Quando as maiores franquias passam para a loja da concorrente, ainda que não todos os capítulos possíveis, qualquer coisa possa acontecer. Se já temos Forza Horizon 5 com o 6 logo no horizonte, ou as melhores versões dos primeiros jogos de franquias como Halo e Gears of War ainda para PlayStation, sequências já anunciadas e outros jogos vindouros também devem seguir esse caminho.
O que fica aqui é uma decisão que parece não ser mais reversível e até não faria sentido, então o que falta é apenas tempo e janela de lançamento para que qualquer exclusivo anterior do Xbox chegue no PlayStation, aumento assim uma base jogadores para seus grandes lançamentos.

Parcerias do passado e exclusivos presos no tempo
Mesmo com o que falamos antes, alguns jogos continuam exclusivos do Xbox e não sabemos se versões serão entregues ao PS5, ou até mesmo remasterizações já que são títulos de uma geração passada. Apenas para citar alguns, temos Dead Rising 3, em parceria com a Capcom, Ryse: Son of Rome, desenvolvido pela CRYTEK, e Quantum Break, feito junto a Remedy Entertainment. Tais jogos estão no catálogo do Xbox One e PC, mas nunca migraram para o PlayStation. Seja isso algo devido as parcerias da época ou por qualquer outro motivo, sabemos que hoje em dia não valeria apenas um port para lançar em outro lugar. Pelos avanços e datas já distantes de seus lançamentos, todos eles precisaram de uma repagina e uma versão remaster que seja. Se isso vai acontecer já é uma outra história, mas são jogos que o PlayStation ainda não viu e pode nem ver.

E então? Como fica?
O que podemos ver é que, mediante as estratégias abordadas por cada empresa, o fator exclusivo mudou essencialmente seu significado para cada uma delas. A Microsoft abriu o leque para um público maior, não focando em usar isso como vantagem ao reforçar seu ecossistema. Se a intenção é ser uma publisher cada vez maior e entregar dispositivos em parceria sem nada próprio, os passos são os mais certos possíveis para abocanhar outro mercado e se consolidar de forma totalmente diferente ao que tentou antes.
Já a Sony volta a fazer o que a deixou na posição consolidada até hoje, usar seus principais jogos para dar peso ao seu principal produto. Ainda haverá o fator multijogador mais aberto e que pode cada vez mais se expandir, mas os títulos para um jogador, de grande peso e que movem marketing e o mercado de console, devem ficar restritos ao restante da vida do PS5 e também dos consoles futuros. Pelo menos até decidirem mudar novamente isso.
Ambas empresas parecem estar mais decididas a aceitar esses caminhos e seguir assim, principalmente pelas diversas informações e rumores da indústria como um todo. Óbvio que podemos ter surpresas no futuro e até mudanças não esperadas, mas acho difícil acreditar que impactos imensos possam acontecer, como um Mario num dispositivo portátil da Microsoft ou uma versão de God of War Sons of Sparta para o Nintendo Switch 2. No fim, o que realmente importa é jogar aquilo de sua preferência e que te diverte, independente da plataforma escolhida.
