Quando a continuação de The World Ends With You foi anunciada, eu, particularmente, tive um mix de sentimentos. Na época – em 2007, pra ser mais exato -, o primeiro título chamou muita atenção pelo conceito diferenciado de controlar os personagens, simultaneamente, em duas telas. Agora, 14 anos depois, Neo: The World Ends With You tenta reproduzir a mesma experiência nos consoles de mesa de uma forma intuitiva.

Na demo disponibilizada no último dia 25 de junho, pude testar algumas funcionalidades e ver na prática, como esse gameplay nos consoles serviria os jogadores. E devo dizer que ele até que se saiu bem.

NEO: The World Ends With You
O jogo conta com dublagem em inglês e japonês. Fonte: PS5 Create

Tendo em vista que será possível transferir o seu save para a versão completa, a demo apresenta – literalmente -, o início do jogo. Assim como em todo e qualquer título do gênero, você é apresentado aos personagens principais, Rindo e Fret, que logo começam a perceber coisas estranhas em Shibuya. Tudo acontece muito rápido, e quando você menos espera, eles dão início ao jogo que definirá o destino de ambos.

É impossível não lembrar da série Persona, da Atlus, ao ver o estilo gráfico de Neo: The World Ends With You. Tudo é muito caricato e colorido e, ao contrário de Persona, traz conversas muito mais dinâmicas que lembram uma HQ.

Embora os gráficos estilizados sejam realmente bonitos, eles também têm seus pontos fracos. Pelo que a demo mostrou, os NPCs não parecem lá tão trabalhados. Eles não possuem olhos, mas isso não é um problema, afinal, Persona 5 também trabalha desta forma e mostra que é possível fazer algo legal. Mas esses personagens em NEO: The World Ends With You foram tão mal feitos, que mais parecem manequins. Eu realmente me desapontei, pois esperava algo mais bem cuidado.

Os gráficos são ótimos, mas eles poderiam ter trazido NPCs menos genéricos. Fonte: PS5 Create.

O gameplay geral agrada, mas andar por Shibuya foi um pouco confuso. Fiquei perdido em alguns momentos, principalmente com a troca brusca da câmera, mas nada que o tempo e o costume não resolvam.

Outra coisa que me incomodou, foi a quantidade de quadros (das conversas entre NPCs) aparecendo na tela. É super interessante poder interagir ocasionalmente com personagens que não sejam os da equipe adversária, mas chega uma hora que a conversa alheia mais incomoda do que qualquer outra coisa. Duvido muito que tenha como desativar isso no lançamento oficial, mas não custa sonhar que isso possa mudar algum dia.

Como apenas três áreas estavam disponíveis na demo, é difícil dizer como o design seguirá, mas torço para que eles nos levem para lugares mais diversificados, como parques, por exemplo.

Agora, o que mais me chamou a atenção em NEO: The World Ends With You, foi o sistema de combate. Quando vi o trailer pela primeira vez, fiquei me questionando sobre como isso funcionaria, já que não existem duas telas no PlayStation. Acabou que, no fim, a saída foi designar um botão para cada um dos pins existentes.

O jogo parece ser todo baseado na coleta de pins, principalmente pelo fato de que é necessário coletar vários deles dos chefes para vencer o jogo. Aqueles dropados por inimigos podem ser equipados nos personagens, e como dito anteriormente, cada um deles representa um botão, ou seja: cada personagem terá seu próprio ataque.

Embora possa parecer confuso no início, é tudo muito simples, na verdade. Até mesmo eu, que tenho problemas em fazer duas coisas ao mesmo tempo, consegui me dar bem com o gameplay.

NEO: The World Ends With You
É possível diminuir o seu nível para aumentar as chances de drops de pins, porém, o HP do time é reduzido. Fonte: PS5 Create

Infelizmente, a demo não mostrava nada além do 2º dia, então não deu pra testar outros atrativos do jogo, como os equipamentos, outras habilidades e afins. No mais, eu espero que o título conte com missões secundárias para estender a duração, pois pela história, ele aparenta ser curto. Mas é esperar pra ver.