Uma das grandes melhorias implementadas recentemente no PS5 é a inclusão do VRR (Variable Refresh Rate). A tecnologia, que já era pedida por vários entusiastas, permite que a TV ou monitor equipare a taxa de quadros emitida pelo console, mostrando assim uma imagem com mais fluidez.

A ideia é de que jogos não fiquem mais restritos em alguns padrões, em que fugindo deles ou não alcançando causavam trepidações na taxa de quadros e engasgos enquanto joga. Com isso, o canal Digital Foundry fez uma análise completa sobre o assunto.

Em resumo, há prós e contras no uso da tecnologia no PS5, inclusive dependendo de qual TV está sendo usada. Não é num nível de VRR via PC ou Xbox Series, sendo um tanto mais limitada, mas ainda útil.

A tecnologia só tem efeito em jogos nativos do PS5, não funcionando via retrocompatibilidade para jogos de PS4. Além disso, para jogos que não possuem atualização que implementem de forma nativa, o VRR pode funcionar de forma limitada. Jogos como Devil May Cry 5, Stranger of Paradise, Returnal, Tales of Arise, Elden Ring (modo performance) e jogos da Insomniac Games fazem bom uso da tecnologia. Nioh 2, Deathloop e Gran Turismo 7 apresentaram alguns problemas e devem receber atualizações para uso específico do VRR.

Um ponto levantado é que algumas telas desabilitam modos de qualidade de imagem para aceitar o VRR, como retirar Local Dimming e Black Frame Insertion. Isso pode piorar a qualidade de imagem de alguns jogos em telas específicas.

O canal Digital Foundry apontou algumas melhorias que podem acontecer no futuro para melhorar a aplicação de VRR, como saída 1440p, perfis específicos para jogos, melhor controle de LFC (Low Framerate Compensation) e ALLM (Auto Low Latency Mode) não forçado.

Confira abaixo o vídeo completo da análise da Digital Foundry sobre o VRR no PS5.