AnálisesDLCPS4

A Walk in the Park (The Surge)

Análise

NOME: The Surge
FABRICANTE: Deck13
PLATAFORMA: ps4
GENERO: Ação / RPG
DISTRIBUIDORA: Focus Home Interactive


LANÇAMENTOS
05/12/2017 05/12/2017 05/12/2017


INFORMAÇÕES ADICIONAIS E SUPORTE
Não disponivel


The Surge é um dos meus títulos favoritos deste ano. Apesar de beber da fonte da série Souls, a Deck13 conseguiu fazer com que o jogo encontrasse sua própria identidade, trazendo um RPG de ação com um combate diferenciado, em que é possível se concentrar em partes do corpo do inimigo para desmembrá-las e roubar seus componentes. A Walk in the Park é uma expansão para o jogo base, adicionando uma nova área, armas, implantes, inimigos, enfim, conteúdo suficiente para uma nova visita ao complexo industrial da CREO.

A expansão se encaixa dentro da história do jogo base, não sendo, portanto, uma continuação. Ela pode ser acessada de duas formas, dependendo do quanto o jogador já progrediu. Para os que estão em sua primeira jornada, a expansão divide-se em duas partes, a primeira acessada na Central de Produção B e a segunda, nas instalações de P&D. Jogadores no NG+ e acima acessam a expansão nos mesmos locais, mas conseguem jogá-la por completo de uma vez.

Como o nome já indica, A Walk in the Park te leva a uma nova região: um parque de diversões mantido pela CREO para lazer de seus funcionários e familiares. Do mesmo modo que no jogo principal, algo de errado aconteceu, causando grande destruição nas áreas do parque, matando todos os visitantes e danificando as conexões neurais de funcionários, tornando-os violentos. Nem mesmo as mascotes do parque são poupadas e atacam sem dó o jogador.

Guiado por um sobrevivente da equipe de resgate – a qual também acabou sendo vítima da destruição, cabe ao jogador restaurar o básico de operabilidade das instalações e procurar por membros dessa equipe, com isso desvendando alguns novos detalhes da trama principal e até mesmo conhecendo um pouco mais sobre o Warren, protagonista genérico de The Surge, cuja história foi tratada de forma muito rasa no jogo base.

O parque de diversões cobre uma extensa área nova para ser explorada. Como no jogo principal, conforme o jogador progride, vai descobrindo conexões e atalhos diversos, o que tanto facilita o acesso quanto contribui para demorar a se habituar sem um mapa servindo de guia. Cada região continua com um bom level design, com um toque adicional de perigo que faz lembrar Dark Souls: devido à destruição, o terreno é cheio de desníveis, penhascos e buracos maldosamente bem colocados para levar seu personagem à morte.

Alguns novos inimigos são adicionados, embora muitos lembrem variações dos já encontrados, mudando apenas suas vestimentas e armamentos – o que também significa que desmembrá-los garante acesso a novas armas e componentes para criação de novos Exo-Rigs. É possível também arrancar as cabeças das mascotes do parque e utilizá-las como capacete; embora ofereçam um nível de proteção um pouco baixo, elas são divertidas de se vestir para “entrar no clima” do local.

A expansão traz uma boa variedade de novas armas, mas elas provavelmente não trarão muitos benefícios para aqueles já estão avançados no jogo. Além disso, vale lembrar que a desenvolvedora lançou há alguns meses atrás um DLC gratuito que adicionou um conjunto de 10 novas armas escondidas pelo jogo, as quais causam danos de gelo e fogo, e essas sim são ótimas de se ter no arsenal.

A Walk in the Park mantém todo o esmero na parte gráfica e de desempenho encontradas em The Surge, sendo que o único problema que encontrei foi com o áudio, que fica ausente em uma pequena porção de uma das áreas do parque. A expansão também inclui lutas contra um subchefe e um chefão que, embora não sejam das melhores, trazem sua carga de surpresas e desafios. Com uma dificuldade um pouco mais elevada e um bom tanto de conteúdo extra, vale a pena pagar uma visita à Disneylândia deturpada da CREO.

Veredito

A Walk in the Park é a expansão de The Surge que leva o jogador a explorar um parque de diversões dentro das instalações da CREO. Como no jogo principal, algo deu errado e a nova região se encontra destruída, com os funcionários agindo de forma hostil – incluindo as mascotes do parque. Apesar de não trazer nenhuma mudança estrutural ou novas mecânicas, há uma leva razoável de novos inimigos e um bom tanto de armas, armaduras e implantes, que fazem a expansão valer a pena.

Jogo analisado com código fornecido pela Focus Home Interactive.

80%