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The Legend of Heroes: Trails of Cold Steel II

Análise

NOME: The Legend of Heroes: Trails of Cold Steel II
FABRICANTE: Falcom
PLATAFORMA: psvita
GENERO: RPG
DISTRIBUIDORA: XSEED Games


LANÇAMENTOS
11/11/2016 11/11/2016 25/09/2014


INFORMAÇÕES ADICIONAIS E SUPORTE
Resolução Máxima: qHD

Nº de Jogadores: 1

Troféus (com Platina)

DLC

Espaço necessário: 3 GB

Disponível na PlayStation Store


Aviso: a análise conterá spoilers do final do jogo The Legend of Heroes: Trails of Cold Steel, por se tratar da sequência direta dos acontecimentos do encerramento do primeiro jogo. Caso ainda não tenha jogado, recomenda-se discrição.

The Legend of Heroes: Trails of Cold Steel II é a sequência direta da mais recente trilogia pertencente à série “The Legend of Heroes”. Desenvolvida no Japão pela Falcom, o primeiro jogo desta iteração foi lançado em Dezembro de 2015. No Ocidente, os jogos estão sendo publicados pela XSEED Games, que desde 2010 está encarregada de lançar os jogos da Falcom deste lado do hemisfério.

Caso você esteja lendo esta análise, você provavelmente já terminou The Legend of Heroes: Trails of Cold Steel. Se este não for o caso, aqui vai o último aviso de que esta análise conterá spoilers diretos do primeiro jogo. Se você já aproveitou tudo que o primeiro jogo tinha a oferecer e está pronto para decidir sobre o segundo jogo, esta análise é para você!

The Legend of Heroes: Trails of Cold Steel II continua a história diretamente do final de seu antecessor. Rean acaba fugindo da cena de guerra acontecendo em frente da Academia de Thors dentro do grande Cavaleiro Divino Valimar, deixando para trás seus colegas a cargo de distraírem o inimigo para conseguir sobreviver e encarar esta luta em outra oportunidade.

Um mês depois, Rean acorda perto de sua cidade natal Ymir, junto de Celine, a gata misteriosa que esteve presente nos momentos mais importantes do primeiro jogo. Agora cabe a Rean e Celine, juntamente de Valimar, o dever de reencontrar e reagrupar os seus companheiros e decidir qual papel terão na guerra civil que desencadeou o começo do fim em toda Erebonia.

Enquanto Cold Steel serviu para habituar o jogador ao país, à academia e aos personagens da Classe VII, Cold Steel II não tira uma folga e trilha uma história focada nos acontecimentos da guerra civil do começo ao fim. Digamos que o primeiro se tratou de um prólogo e agora sim a história desengata. Espere muitas, mas muitas reviravoltas.

A história começa em alta velocidade e, apesar de contar com momentos de “folga” entre capítulos, momentos esse que você poderá relembrar de bons momentos e realizar quests opcionais, o foco do jogo é a história, simples assim. Cabe aos personagens decidir qual será seus papeis na guerra e ver com os próprios olhos qual será o desfecho do golpe realizado pela nobreza em Erebonia.

A jogabilidade, em si, permanece a mesma. O jogador poderá controlar novos personagens e novas combinações de Quartz, o componente “mágico” do jogo, serão habilitadas pelo jogo. Espere por mais batalhas como as finais do primeiro jogo, controlando o Cavaleiro Divino Valimar. Nesse sentido, o papel de Rean na jornada é ainda mais fundamental, sendo uma peça importantíssima no embate no país.

A arte do jogo é exatamente como se pode esperar da série para quem jogou o primeiro jogo. Apesar de apenas seis meses se passarem entre os jogos, a arte também reflete o quanto os personagens amadureceram neste período. Da mesma forma, espere explorar as mesmas cidades, além de novos calabouços e territórios até então travados pelo jogo. A trilha sonora, no entanto, está melhor na sequência e conta com um senso de grandeza maior que em seu antecessor.

Aqui estamos de novo, a tela de “loading”. Apesar de não ser tão distrativa quanto no primeiro jogo, ela ainda existe e você irá se deparar com ela várias vezes. O mesmo pode ser dito do texto pequeno na versão de PlayStation Vita, embora como já dito, se você jogou mais de cinquenta horas do primeiro jogo e chegou até aqui, não acho que serão pontos negativos que podem te desestimular da compra.

No que Cold Steel foi a introdução, Cold Steel II é o prato principal. Espere mais do mesmo no que já era bom, e melhor no que ainda poderia melhorar. Os problemas técnicos ainda estão presentes e o foco na história pode chatear jogadores que esperavam mais interação e desenvolvimento dos personagens como no primeiro jogo, mas em si, The Legend of Heroes: Trails of Cold Steel II consegue superar o primeiro jogo e estabelecer um novo padrão para os jogos da série.

Veredito

The Legend of Heroes: Trails of Cold Steel II estabelece um novo patamar para uma das séries mais aclamadas no Japão. Jogo atrás de jogo, a Falcom consegue se superar e mais uma vez, vemos o trabalho excelente da XSEED Games na entrega do jogo no Ocidente.

Jogo analisado com código fornecido pela XSEED Games.

95%