AnálisesDLCPS3

Path to War (Red Faction: Armageddon)

Análise

NOME: Não disponivel
FABRICANTE: Não disponivel
PLATAFORMA: ps3
GENERO: Não disponivel
DISTRIBUIDORA: Não disponivel


LANÇAMENTOS
Não disponivel Não disponivel Não disponivel


INFORMAÇÕES ADICIONAIS E SUPORTE
Não disponivel


Há jogos que são ótimos desde o lançamento e ficam ainda melhores com o lançamento de conteúdos adicionais (DLCs) excelentes, como Borderlands, Burnout Paradise, GTA IV e Red Dead Redemption. Outros jogos são bons e recebem DLCs legais, como Castlevania: Lords of Shadow. Contudo, há aqueles jogos que já são medianos por natureza e recebem DLCs que são simplesmente horríveis. Red Faction: Armageddon (RFA – confira a nossa análise do jogo) tem a honra de se destacar nesta última categoria com o seu primeiro, único e último DLC (já que a série foi engavetada pela THQ), Path to War.

Path to War contém quatro novas missões que se passam antes dos acontecimentos de RFA. A história do jogo já era um de seus pontos fracos, e este DLC não ajuda nada neste aspecto. Na primeira missão você joga com um dos vilões do jogo, mas ela é toda baseada no controle em primeira pessoa de um veículo aéreo e você nem chega a ver quem está controlando. Você só sabe o que está acontecendo pelos diálogos que aparecem aleatoriamente durante a fase.

A segunda missão também consiste somente em controlar um veículo, mas aqui você joga com um tanque que possui um dos piores controles de todos os tempos (pior até do que controlar os veículos de Borderlands, e quem jogou sabe que aquilo já era bem ruim). A missão é péssima do começo ao fim e você vai se atrapalhar tanto simplesmente tentando andar pra frente que vai perder a paciência. Para piorar, em certo momento uma ponte explode sob você e seu tanque cai no chão abaixo. O jogo bugou comigo duas vezes neste ponto, fazendo o tanque cair sobre uma pilha de escombros da qual era impossível sair.

As outras duas missões colocam você novamente no controle de Darius Mason, mas elas são tão mal estruturadas e executadas que não há momento que se salve. Os objetivos são praticamente os mesmos da campanha principal, mas com alguns poréns: alguns deles exigem que você os complete em determinado tempo, e caso não o faça você morre instantaneamente. Considerando que o jogo não explica direito o que deve ser feito, que você tem muito pouco tempo para adivinhar o que fazer e para onde ir, que os checkpoints são pessimamente posicionados e que quando você morre volta vários minutos de jogo, Path to War consegue irritar até aqueles que, como eu, tentaram realmente gostar do conteúdo novo.

Mason já era um personagem fraco no jogo principal, mas aqui ele é simplesmente irritante. Ele tem monólogos e diálogos ridículos e grandiloquentes, que tentam ser impactantes mas falham miseravelmente. Em alguns momentos os níveis de vergonha alheia atingiram níveis estratosféricos e exemplos não serão dados para poupar você, caro leitor.

O DLC adiciona duas novas armas ao arsenal de Darius. A primeira é a Shard Gun, um clone horrendamente mal feito da Gravity Gun de Half-Life 2. Segurando R1 com ela equipada você atrai destroços que estão ao seu redor e os acumula no ar à sua frente até soltar o botão, fazendo com que as peças voem para a frente. A ideia é interessante, mas a execução é pífia. Se você estiver segurando vários destroços e mexer a mira só um pouco rápido, os pedaços irão se separar e você terá que juntá-los novamente. A mira é longe de ser exata e os destroços quase nunca vão para onde você quer. Finalmente, eles não causam tanto dano assim, e ironicamente nos momentos em que essa arma pode ser usada quase não há construções que podem originar destroços e vários inimigos estão escondidos ou protegidos por campos de força.

A outra arma, chamada Sharpshooter, é a única novidade realmente boa do DLC. Ela é um rifle de precisão que atira dardos metálicos que grudam os inimigos nas paredes. É divertido usá-la, mesmo com ela deixando o jogo muito fácil (ela mata inimigos comuns com apenas um tiro até na dificuldade mais elevada). Porém, você só pode usá-la na parte final do DLC, e tanto ela quando a Shard Gun só podem ser usadas no DLC e não podem ser carregadas para o modo principal ou mesmo para o Infestation. Elas seriam uma oportunidade de dar alguma sobrevida ao jogo, mas nem isso os desenvolvedores conseguiram fazer direito.

É possível terminar o DLC em pouco mais de 1 hora, e depois disso não há motivo algum para você jogar novamente. Eu só recomendo investir 7 dólares aqui para aqueles que querem troféus fáceis visando os 100% do jogo, e mesmo assim serão 7 dólares muito mal gastos. Path to War é horrível, mal planejado e mal executado, e é uma despedida muito triste para a série Red Faction. Ele faz a série atingir o fundo do poço e ainda cavar vários metros para baixo, até não ter mais para onde ir.

30%