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[PSN] Tales from the Borderlands: Episode 2 – Atlas Mugged

Análise

NOME: [PSN] Tales from the Borderlands: Episode 2 - Atlas Mugged
FABRICANTE: Telltale Games
PLATAFORMA: ps3
GENERO: Action Adventure
DISTRIBUIDORA: Telltale Games


LANÇAMENTOS
18/03/2015 18/03/2015 Não disponivel


INFORMAÇÕES ADICIONAIS E SUPORTE
Definição: 720p

Jogadores: 1

Troféus (inclusive platina)

Disponível na PlayStation Store (654 MB)


Depois de uma longa espera, o segundo episódio de Tales from the Borderlands é lançado. “A demora valeu a pena?” Essa é a pergunta mais óbvia e a resposta é um enorme sim. Atlas Mugged é tão bom quanto o primeiro, além de inovar em algumas coisas e estabelecer o ritmo para os próximos três episódios.

Atlas Mugged começa logo depois do incrível final do anterior e rapidamente estabelece uma relação com o que estava acontecendo. Rhys e Fiona, os protagonistas, ainda estão contando a história para o homem de chapéu em um tempo diferente. Isso só aumenta ainda mais a ansiedade para saber o que vai realmente acontecer a partir desse ponto. O mais interessante e engraçado disso é como os dois tentam atrapalhar a versão da história do outro, sempre levando a dois pontos de vista muito diferentes.

O jogo logo começa mostrando duas versões do final do episódio 1. Uma dessas versões, mostra Fiona e outros personagens tentando descobrir o que fazer em seguida e entrando em uma situação um pouco desconfortável. Já na segunda versão, contada por Rhys, mostra como o personagem Handsome Jack está de volta e como é a sua primeira reação depois dos acontecimentos de Borderlands 2. Em resumo: tudo é muito hilário e Jack ainda é um dos vilões mais interessantes do mundo dos games.

A segunda parte se estende por uma ótima cena de ação e uma das melhores introduções que consigo me lembrar, ao som de Kiss the Sky (de Shawn Lee’s Ping Pong Orchestra feat. Nino Mochella), câmera lenta, escolhas rápidas e um monstro gigante correndo no deserto. O cuidado da Telltale Games com todos os detalhes é algo inacreditável e essa cena é uma das maiores provas disso. De arrepiar.

Falando em ação, é preciso dizer que a empresa se superou mais uma vez. Cenas de brigas, corridas, perseguições… tudo muito bem equilibrado e divertido. Athena também aparece nesse episódio e garante boas cenas de batalha. O jogo consegue até encaixar uma escolha de munição elemental.

Todos os personagens ganham espaço e são bem explorados. Até o Loader Bot tem seus momentos no holofote. Vasquez, Vaughn, August… todos têm algum papel importante que contribui para a narrativa. Falando nisso, o roteiro continua cada vez melhor. Todas as falas são ótimas e engraçadas, combinando o melhor da Telltale com o mundo de Borderlands. É realmente um trabalho muito bem feito, bro.

A parte de exploração serve para diminuir um pouco o ritmo das coisas, aumentar a duração do game e também conhecer mais sobre os personagens secundários. Gostei de todos os momentos em que tive um pouco de liberdade no game. Isso também ajuda a conhecer um pouco mais sobre o mundo de Pandora e sobre o universo de Borderlands como um todo.

Um detalhe que me deixou bastante interessado foi a questão do dinheiro. Ele ganha uma importância um pouco maior nesse capítulo e imagino que é algo que será mais explorado nos próximos. Outra mecânica que foi pouco explorada no episódio anterior e ganhou muito mais espaço aqui foi o Echo Eye do Rhys. Ele funciona de uma maneira mais orgânica e ajuda em diversas cenas.

Mas o verdadeiro destaque do jogo vai para a presença de Handsome Jack. A sua percepção da própria morte é algo hilário e seu humor continua sarcástico como sempre. Uma das coisas que sempre penso em relação ao personagem é um soneto do começo do século XIX, escrito por Percy Bysshe Shelley, chamado Ozymandias. Um dos trailers de Pre-Sequel utilizou o poema, mas acho que ele se encaixa melhor nesse episódio. Jack finalmente percebendo a sua própria mortalidade, seu império nas mãos de outra pessoa. É algo terrível, até mesmo para ele. Caso alguém tenha interesse no poema, pode ler nesse link.

O segundo episódio é tão bom quanto o anterior e definitivamente valeu a espera. Só espero que o terceiro não demore tanto tempo e seja lançado no mesmo ritmo de Game of Thrones. Atlas Mugged serviu para criar uma boa base para os próximos episódios e acredito que tenha potencial para se tornar a melhor série da Telltale até agora.
 

Veredito

Muito bem dirigido e com ótimas surpresas e adições, Atlas Mugged, é o episódio que tanto esperamos. Telltale, mais uma vez, nos entrega um produto de qualidade e que garante boas horas de diversão e entretenimento. Com narrativa excelente e ótimas interpretações, Tales from the Borderlands, tem tudo para se tornar um verdadeiro clássico.

Jogo analisado com código fornecido pela Telltale Games.

85%