AnálisesPS Vita

Penny-Punching Princess

Análise

NOME: Penny-Punching Princess
FABRICANTE: Nippon Ichi
PLATAFORMA: psvita
GENERO: Ação
DISTRIBUIDORA: NIS America


LANÇAMENTOS
03/04/2018 03/04/2018 24/11/2016


INFORMAÇÕES ADICIONAIS E SUPORTE
Resolução Máxima: qHD

Nº de Jogadores: 1

Troféus (inclusive Platina)

DLC

Espaço necessário: 915 MB

Disponível na PlayStation Store

Legendas em PT-BR: Não

Dublagem em PT-BR: Não


Penny-Punching Princess é um jogo de ação estilo “brawler”, desenvolvido pela Nippon Ichi e publicado pela NIS America no Ocidente. O jogo marca mais uma nova empreitada da desenvolvedora em gêneros até então pouco explorados pela empresa, num escopo um pouco menor e menos ambicioso em comparação aos jogos mais conhecidos, como Disgaea.

Nosso mundo gira em volta do dinheiro, nosso pequeno mundo capitalista. Nos jogos que costumamos encontrar, o dinheiro ou mesmo o capitalismo não são partes importantes, sendo apenas um aspecto secundário. Não &eacute o caso em Penny-Punching Princess. Aqui, o mundo gira em torno do dinheiro e é por meio dele que você irá conseguir a sua vingança.

No papel da jovem princesa de um reino, você cresceu com seu pai, o rei tirano que conquistou a nação com a sua força. Cedendo às forças de um mundo capitalista, ele perdeu todo o seu dinheiro, o controle do reinado e, inclusive, sua própria vida. A princesa, sem ter a quem recorrer, tão jovem e frágil, encontra Yamigami, o Deus do dinheiro, que dá à jovem uma calculadora, com a qual ela irá reconquistar o reino das mãos dos gananciosos Dragoloans!

Nesse jogo, poder e dinheiro estão lado a lado. Controlando a princesa, você irá enfrentar ondas e ondas de inimigos controlados pelos Dragoloans, até conseguir derrotá-los e assumir de volta o seu devido lugar no trono. Não apenas controlando a princesa e atacando os inimigos, mas o grande diferencial do jogo é o sistema de suborno, em que ninguém está imune a ser comprado na zona de guerra.

Em todos os mapas, certas zonas de batalha são cercadas e você só pode prosseguir no jogo depois de derrotar os inimigos que surgem. Em praticamente todas as zonas, além dos inimigos, existem armadilhas letais para atrapalhar o jogador, indo de grandes serras circulares girando de um lado para outro, como também canhões e chãos que explodem continuamente.

O sistema de suborno serve não apenas para comprar os inimigos, como também para comprar as armadilhas. Comprando um inimigo em específico, ele some do mapa e você tem a chance de invocá-lo algumas vezes para atacar outros inimigos na área. Com as armadilhas, além de elas pararem de atrapalhar a vida do jogador quando compradas, também podem ser ativadas por um número de vezes para golpear qualquer inimigo que estiver a seu alcance.

Talvez o único problema do jogo seja no comando do sistema de suborno. O jogador deve ativar uma calculadora, ver a quantia de dinheiro necessária para subornar cada “peça” no mapa, digitar o valor na calculadora e ainda tocar no monstro ou armadilha desejada, enquanto o jogo continua em tempo real com todos os monstros e armadilhas te atacando. No começo do jogo, enquanto tudo está sendo introduzido aos poucos, isso não chega a ser um problema, mas logo no primeiro chefe, que ocupa quase a tela inteira, com inimigos que não param de surgir, fica claro que controlar tudo ao mesmo tempo nem sempre dá certo.

O jogo conta com um visual retrô em sprites, assim como a história é contada em cenas simples com retratos dos personagens. A trilha sonora também é secundária, porém o jogo contém áudio em inglês e japonês, apesar de praticamente todos os diálogos serem mudos. E ele conta apenas com legendas em inglês.

Penny-Punching Princess dura até vinte horas para ser completado, mas depois de um certo ponto, as mecânicas do jogo de repovoar o seu reinado com os inimigos subornados, conseguir novos equipamentos e mesmo as novidades introduzidas em cada capítulo deixam de impressionar. Somando isso ao fato de que ele requer certa mentalidade do jogador em conseguir controlar os controles e a tela enquanto inimigos e armadilhas te atacam de todos os lados, além de oferecer a premissa de ser um jogo “indie”, mas custar o valor cheio de lançamentos físicos de PlayStation Vita, Penny-Punching Princess foi um tiro no escuro que pegou apenas de raspão no alvo em que mirava.

Veredito

Tentando a mão num gênero diferente, Penny-Punching Princess conta com uma premissa interessante, uma mecânica de jogo inédita e não muito mais do que isso.

Jogo analisado com código fornecido pela NIS America.


 

60%