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Os Cavaleiros do Zodíaco: Bravos Soldados

Análise

NOME: Os Cavaleiros do Zodíaco: Bravos Soldados
FABRICANTE: Dimps
PLATAFORMA: ps3
GENERO: Luta
DISTRIBUIDORA: Namco Bandai


LANÇAMENTOS
22/11/2013 22/11/2013 17/10/2013


INFORMAÇÕES ADICIONAIS E SUPORTE
Definição: 720p

Número de jogadores: 1-2 (2 online)

Headset

Troféus

DLC

Leaderboards


Os Cavaleiros do Zodíaco é uma série muito amada no Brasil, principalmente pelas pessoas que possuem hoje entre 20 e 30 anos e que acompanhavam o anime pela já extinta TV Manchete. Um sonho de muitos fãs era ter um jogo bom dos personagens. Ano passado, tivemos Os Cavaleiros do Zodíaco: Batalha do Santuário, mas que não era exatamente um jogo perfeito (leia nossa análise clicando aqui). Agora, a Namco Bandai nos apresenta, em conjunto com a Dimps, Bravos Soldados. Ao contrário do outro jogo, este aqui é do gênero luta. Você lembra o título de PS2? Pois é, pense nele mas com um estilo mais Naruto.

Bravos Soldados engloba três sagas dos cavaleiros de Atena: 12 Casas, Poseidon e Hades. Ou seja, através do modo história do jogo você acompanhará de forma resumida o que aconteceu na história original. Infelizmente, tudo é contado em forma de texto com algumas poucas ilustrações e com os retratos dos personagens. É difícil exigir cutscenes para tudo (e é aqui que vemos como Injustice e Mortal Kombat nos acostumaram mal), mas como existe o anime, ao menos as cenas mais importantes poderiam ter sido usadas, talvez.

Enfim, é um pouco decepcionante. No entanto, as lutas acontecem na mesma sequência que o anime e até de uma forma tanto quanto "absurda" digamos. Cito um exemplo: quando os cavaleiros chegam na casa de Virgem, Shaka espanca todos eles até que Ikki apareça. No jogo, você deve controlar Seiya, Shun ou Shiryu na primeira luta e vencer de Shaka. Exato: no gameplay você pode espancar Shaka, mas na história teoricamente os ataques não causam dano. Não faz sentido – é claramente apenas uma fase a mais no modo. Claro, há indícios de que isso está acontecendo, pois há conversações durante a luta, mas você entendeu meu ponto – o que acontece no gameplay não condiz sempre com a história.

O modo história, porém, é bem variado, pois além de você controlar os cavaleiros contra vários outros das diferentes sagas e em diferentes cenários, é preciso conseguir um rank S em todas as fases (os pontos são contados a partir do tempo gasto e quanto de vida restou apenas, por isso no vídeo do início desta análise recebemos ranks baixos, pois ficamos testando os comandos e perdemos muito tempo com isso) e também há missões a serem completadas, como "faça um combo de 20 hits" ou "vença com um ataque big bang".

Além do modo história, por incrível que pareça não há um "Arcade" digamos assim, mas há variantes. Obviamente, existe o modo "Versus" para dois jogadores. Temos o "Sobrevivência", que é o "Survival", com diferentes níveis de dificuldade e quantidade de oponentes. Há também o "Guerra Galática" – um modo que pode ser jogado com 1 ou mais jogadores e funciona como o "Tournament Mode" dos outros jogos de luta. No entanto, além de diferentes níveis de dificuldade (se estiver jogando sozinho), há variadas formas de luta, ou seja, coisas como "vencer com o primeiro golpe dado", por exemplo.

Bravos Soldados também conta com uma opção de "coleção". Nela você confere todos os inúmeros destraváveis, como imagens das miniaturas e modelos 3D dos personagens do título. Ainda existe outra chamada "Orbe". Orbes são itens que você destrava no jogo através do "dinheiro" que é adquirido por simplesmente jogar (há outras formas, como adquirir via senhas que a Namco Bandai distribui) e podem ser equipados nos cavaleiros. Em determinados modos que é permitido usá-los, eles fornecem upgrades como um aumento de cosmo mais rápido com uma certa % ou mais dano, por exemplo. Há diferentes tipos de orbes para cada tipo de cavaleiro.

E por fim temos o modo online. Há pouca variação nele, como jogar com um amigo seu ou com aleatórios via partidas de classificação (ranked) ou por apenas diversão. Com brasileiros, o modo não apresentou lag e é bem liso. Com estrangeiros as coisas complicam um pouco, a ponto de aparecer diversas mensagens de "aguarde" durante o gameplay.

E o gameplay… É aqui que reside o principal problema de Bravos Soldados. Como dito no início da análise, o jogo lembra muito os jogos recentes da série Naruto. O problema, porém, é que a barra do personagem é usada tanto para a esquiva quanto para dar os ataques. Vamos explicar isso melhor.

Os comandos do jogo são muito simples. Quadrado e triângulo são dois tipos de ataques diferentes e que podem fornecer diferentes tipos de combos. X pula e realiza dash quando segurado para os lados e O é o ataque especial (por exemplo, "pó de diamante" de Hyoga). L1 é defesa, L2 é o carregamento de cosmo (sua barra de especial), R1 é o desvio e R2 é o "big bang". R3 é o sétimo sentido. De todos esses comandos, os últimos precisam de mais detalhes.

L1 defende praticamente tudo, inclusive ataques especiais. Mas sua defesa pode ser quebrada se você ficar segurando por muito tempo. Se apertar L1+quadrado, pode arremessar o adversário. R1 esquiva no momento de você estar recebendo um ataque e gasta uma (das quatro possíveis de se ter) barra do cosmo. R2, o big bang, gasta três barras do cosmo e é muito difícil de se acertar. Conforme a luta acontece, uma outra barra é enchida e, quando cheia, você pode ativar o sétimo sentido com R3. Basicamente, se você jogou Marvel vs Capcom 3, pense no "X Factor": seu dano ficará muito maior e seu cosmo se encherá mais rapidamente. L2 como dito, carrega o cosmo.

O cosmo é a barra mais importante que você deve ficar de olho. Ela possui quatro seções. Com uma delas, você pode ativar um golpe especial. Existem cinco deles: um é ativado com O, como dito, enquanto que os outros quatro são usados segurando L2 e pressionando um dos quatro botões padrões (X faz a velocidade da luz, que leva você ao oponente, quadrado e triângulo causam um ataque especial e O executa um segundo especial do personagem – usando o Hyoga ainda como exemplo, seria o "trovão aurora").

Em outras palavras, vence quem souber administrar melhor sua barra de cosmo e ter a chance de acertar os golpes gastos com ela.

Os vídeos abaixo mostram quatro lutas diferentes que gravamos no modo online e servem para ilustrar melhor toda essa explicação.

Parece tudo muito interessante, mas há diversos problemas no gameplay. O primeiro fator que incomoda é a "lerdeza". O jogo seria mais interessante se fosse mais rápido. Com "rápido" queremos dizer a velocidade de recuperação do dash (botão X para os lados) e sem contar os inúmeros momentos que os dois adversários ficam parados enchendo seu cosmo pois é preciso. A barra de cosmo acaba se esvaziando rapidamente porque o desvio com R1 é gasto também com ela. Ou seja, imagine a situação: você está com uma barra e o oponente está com três e está vencendo a luta. Você precisa ir para cima, pois não há opção. Um jeito é usar a velocidade da luz, mas isso gastará sua barra e ela poderia ser útil. Caminhando pode ser problemático, mas você decide isso. Chegando perto, o adversário acaba acertando um combo. Você gasta sua barra para desviar e contra-ataca. Porém, como mencionado, ele possui três. Ele gasta uma para desviar e realiza o contra-ataque dele. Você não tem mais barra e perderá a luta. Nesse cenário, qual era a melhor opção? Ficar enchendo o cosmo longe até ter as quatro barras e ir para cima.

O problema de ficar enchendo o cosmo é o tempo gasto. É muito comum, por causa disso, acontecer "Time Over". O tempo das lutas deveria ser maior. Outro problema que só ficará evidente se o jogo for estudado bastante é o desbalanceamento de personagens – algo esperado considerando que temos mais de 40 no jogo. Mas claramente vemos uma vantagem com alguns, como Hypno com seus ataques longos e que seguem o adversário (veja uma das lutas acima).

Isso só para mencionar alguns problemas. Mas o maior ainda não foi mencionado: a repetição. Não importa qual cavaleiro você pegar ou como a luta se desenrolará – todas elas serão semelhantes. É extremamente raro termos um elemento surpresa. Em outras palavras, o jogo será divertido no início, principalmente para os fãs, mas depois se tornará monótono.

Algo que não mencionamos e precisa ser dito são os gráficos. Os modelos dos personagens estão incrivelmente fiéis aos do anime – realmente embascantes. Porém, da mesma forma que o jogo anterior, os cenários são muito fracos. Há poucos detalhes neles e poderia ser algo bem mais vivo.

Os Cavaleiros do Zodíaco: Bravos Soldados possui problemas em seu gameplay, como a falta de dinâmica e a inevitável repetição. O modo história também não empolga muito por ser todo em texto. No entanto, é um título obrigatório para os fãs. É um jogo fácil de ser jogado, o modo online é bom com brasileiros, possui mais de 40 personagens jogáveis e há muito conteúdo para ser destravado. E ah, é totalmente em português do Brasil, exceto as dublagens que estão em japonês (mesmo caso do outro jogo da série).

Jogo analisado com cópia digital adquirida na PlayStation Store americana.

— Resumo —

+ Modelos dos personagens
+ Obrigatório para os fãs da série
+ Bastante conteúdo a ser destravado
+ Modos interessantes e variados
+ Online funciona bem com brasileiros

Gameplay (falta de dinâmica; é repetitivo e monótono)
Cenários
Modo história em forma de texto

70%