AnálisesPS4

Odin Sphere: Leifthrasir

Análise

NOME: Odin Sphere: Leifthrasir
FABRICANTE: Vanillaware
PLATAFORMA: ps4
GENERO: Ação / RPG
DISTRIBUIDORA: Atlus

LANÇAMENTOS
24/06/2016 24/06/2016 14/01/2016


INFORMAÇÕES ADICIONAIS E SUPORTE
Resolução Máxima: 1080p

Nº de Jogadores: 1

Troféus (inclusive Platina)

DLC

Espaço necessário: 3,3 GB

Disponível na PlayStation Store

Legendas em PT-BR: Não

Dublagem em PT-BR: Não


Odin Sphere: Leifthrasir é um remake em alta definição de Odin Sphere, lançado em 2007 para o PS2. Desenvolvido pela Vanillaware, trata-se de um dos jogos mais bonitos que existem no mundo dos videogames, graças à arte única de George Kamitani.

Antes de entrarmos em mais detalhes, vale ressaltar que o clássico de PS2 está presente no remake para aqueles que não gostam das novidades ou desejam experimentá-lo. Leifthrasir possui, basicamente, a mesma narrativa e o gameplay do jogo de 2007, mas é sem dúvida refinado. Há, por exemplo, cenários mais bonitos e uma interface para o usuário mais agradável. Os movimentos e o combate também são mais fluidos que o original.

Leifthrasir também introduz novos itens, inimigos e habilidades para os personagens. Algumas das novas funções são cross-save e um "restaurante móvel", assim como mais receitas de alimentos para mais chances de aumentar o XP – tudo isso será explicado mais adiante, mas quis ressaltar esses detalhes para quem já jogou o original.

A história de Odin Sphere: Leifthrasir é focada nos "Cauldron Wars", ou seja, uma série de batalhas pela fonte de energia ilimitada. Profecias do Armageddon estão sendo cumpridas uma a uma e tudo depende de diversos pequenos líderes previnerem que o mundo seja destruído.

Há cinco diferentes campanhas, cada uma com um personagem jogável distinto, e que são jogadas em ordem. As campanhas possuem 7 áreas cada uma (6 capítulos e 1 epílogo) que precisam ser completadas para obter receitas e Phozon, algo que oferece novas habilidades para serem usadas em batalha.

Os cinco personagens são: Gwendolyn (princesa que não é amada pelo pai), Cornelius (príncipe amaldiçoado que está tentando restaurar sua humanidade), Mercedes (princesa – que se torna rainha cedo demais – das fadas), Oswald (ser misterioso e cruel) e Velvet (a única que restou de um reino em ruínas).

Como dito anteriormente, há sete capítulos disponíveis para cada uma das cinco campanhas. O período é, a rigor, o mesmo para cada capítulo – o que significa que vemos os acontecimentos na visão de cada um dos personagens. A história em si é composta de relacionamentos complexos entre os personagens, o que deixa o mundo de Erion interessante. Não vamos detalhar o que acontece depois de finalizar todas as cinco campanhas, mas há ainda mais conteúdo esperando pelos jogadores, inclusive com a possibilidade de ativar finais ruins ou bons dependendo das escolhas (no entanto, esses finais só são definidos nessa última parte).

Cada personagem possui cerca de 20 habilidades que podem ser obtidas de certos chefes ou baús escondidos. Esses movimentos estão dispostos no menu, mas o jogador pode colocar atalhos a eles. E todas essas habilidades, além de únicas, são divertidas de serem usadas no sistema de combate que Odin Sphere oferece, com combos que podem chegar na casa de centenas.

Por ser um RPG de ação, há elementos característicos do gênero, como ganhar pontos de habilidade a cada nível e que podem ser usados para adquirir efeitos passivos como mais velocidade ou gastar menos em lojas.

Os personagens têm seu gameplay bastante variado entre si. Se você experimentou a demo, já teve um gostinho disso: Gwendolyn usa sua lança para atacar, mas pode flutuar em seus pulos; Mercedes, por sua vez, voa e usa sua besta para disparar projéteis. Enquanto os personagens variam incrivelmente entre si, os mapas e inimigos são consideravelmente repetitivos.

A progressão do jogo acontece através de estágios de batalha com alguns sub-chefes e um chefe final para cada capítulo. Cada batalha realizada conta pontos, como ter evitado dano ou ter feito combos. Mais pontos significam mais itens e ouro. Isso faz com que os jogadores busquem os melhores resultados sempre. Derrotar inimigos também fornece o que chamamos de Phozons.

Os Phozons podem ser redirecionados para o crescimentos de alimentos, que podem acabar sendo mais úteis que o próprio combate para ganhar XP. Alimentos podem ser adquiridos espalhados pelo jogo como itens comuns, mas os que são cozidos possuem melhores benefícios e, para poder cozinhar, é preciso obter a receita e ingredientes. Além da comida, os Phozons podem ser usados para melhorar os efeitos das habilidades.

Outra forma de criar itens, digamos assim, é através da alquimia. Assim como no caso de cozinhar alimentos, é preciso obter receitas e ingredientes para criar poções. Você pode, porém, criar aleatoriamente suas próprias poções e inclusive visualizar uma prévia que indica o que será criado.

O sistema de cozimento e alquimia estão um pouco mais simplificados quando comparamos com o jogo original de 2007. Ainda assim, as coisas são um pouco entediantes. Os desenvolvedores provavelmente poderiam ter bolado um sistema melhor, pois é um tanto quanto chato ficar vendo seu personagem comer alimentos e gastar muitos Phozons para cultivá-los.

Odin Sphere: Leifthrasir possui uma duração considerável (cerca de 40 horas para finalizar tudo) e, além da história principal, temos mais conteúdo extra como um New Game+ que mantém os níveis dos personagens, assim como suas habilidades e itens. Há também uma dificuldade mais elevada que pode ser destravada.

O destaque de Odin Sphere: Leifthrasir fica por conta mesmo de sua parte técnica: os gráficos espetaculares e a trilha sonora belíssima, somados ao ótimo gameplay, proporcionam uma experiência única ao jogador. Para os mais puristas, há a opção de usar o diálogo em japonês. Porém, como é de se imaginar, não há textos ou áudio em português do Brasil.

Veredito

Odin Sphere: Leifthrasir é um excelente remake de um clássico cult do PS2. Há inúmeras qualidades que foram destacadas nesta análise, porém, há alguns pontos negativos, como o gameplay repetitivo com mapas, inimigos reciclados e ações que podem causar tédio aos jogadores, como o sistema com alimentos.

Jogo analisado com código fornecido pela Atlus.

90%