AnálisesPS Vita

Metal Gear Solid HD Collection

Análise

NOME: Metal Gear Solid HD Collection
FABRICANTE: Kojima Productions & Armature
PLATAFORMA: psvita
GENERO: Stealth
DISTRIBUIDORA: Konami Computer Entertainment


LANÇAMENTOS
29/06/2012 29/06/2012 28/06/2012


INFORMAÇÕES ADICIONAIS E SUPORTE
Resolução: qHD

Jogadores: 1

Transfarring

Troféus

Espaço necessário para a versão download: 3,29 GB


A coletânea em HD de Metal Gear Solid (MGS HD Collection) era uma compra fácil no PS3. Se você era fã de Metal Gear, de uma (na verdade, três) boa história, de bons personagens ou de um bom stealth, podia comprar de olhos fechados. No Vita, a missão de MGS HD Collection de se vender é um pouco mais complicada, já que ela inevitavelmente será comparada à versão de seu irmão mais velho.

Antes de tudo, a primeira coisa que você nota logo na tela de abertura é uma espaço vazio entre Snake Eater (SE) e Sons of Liberty (SoL), que era o lugar de Peace Walker (PW) na versão do console de mesa. PW está ausente na versão Vita, e é inegável que se trata de uma decisão por pura questão financeira – você consegue PW na Store por cerca de 30 dólares, enquanto MGS HD Collection custa, na mesma Store, 35 dólares. Não é difícil perceber que a Konami espera vender mais PW para o PSP, mas de todos os 3 jogos da coletânea, PW é o amis apropriado para um console portátil, dada sua estruturação em pequenas missões, tornando sua ausência bem desapontadora.

Tirando a ausência de PW, porém, eu praticamente não tenho o que reclamar, já que a coletânea é, na maior parte do tempo, tão excelente no Vita quanto no PS3 – razão pela qual essa análise será um tanto mais objetiva. Dos dois jogos, SE é de longe o amis impressionante. A capacidade de Snake Eater de envelhecer bem é invejável, e o jogo é tão lindo no Vita quanto no PS3. Estamos falando de 60fps cravados, com raríssimos casos de slowdowns extremamente discretos. A belíssima tela do Vita cai muito bem para Snake Eater, e a jogabilidade é muito bem adaptada ao portátil. Você acessa seus itens com a touch screen e usa o touch pad para executar muitas das ações de CQC. Os analógicos respondem bem e o jogo, num geral, é magnífico – e superior à sua contra-parte do 3DS. O jogo é exatamente o mesmo da versão PS3, com quase todos os extras da versão Subsistence – com as úncias ausências notáveis sendo o modo online e o mini-game Snake Vs. Monkey.

SoL, por outro lado, sofre de alguns problemas técnicos. O jogo ainda é belo (apesar de algumas texturas bem borradas) e roda suave a maior parte do tempo, mas sofre de slowdowns incômodos, em especial em momentos com muitas partículas na tela. Os piores momentos são a Strut A Rooftop, a batalha contra o Harrier e a batalha contra Vamp (quando você joga mísseis Stinger na água) – estranhamente, a batalha contra os RAYs roda sem problema algum. Chega a ser estranho, considerando-se que SE é vastamente superior a SoL no quesito gráfico e roda sem nenhum problema notável. Além disso, os controles incomodam um pouco – a “snap aim” com L não funciona tão bem quanto no PS3 e eu ainda não descobri como beijar os posteres dentro dos armários -, embora em sua maior parte não ofereçam problemas. Nenhum desses problemas torna SoL impraticável, mas um pouco mais de esmero seria muito bem-vindo.

O maior defeito da versão Vita, porém, é o preço. Não que ela não valha os 35 dólares cobrados na Store – aqui há conteúdo para justificar um preço bem maior -, mas não é fácil digerir o fato de que você estará pagando novamente para ter os mesmos jogos da versão superior do PS3. Este é o ponto que faz o transfarring ter um futuro incerto: será que teremos sempre que desembolsar o dobro do valor para podermos usar o transfarring? Ou os jogos comuns ao PS3 e Vita terão descontos, bundle com as duas versões ou uma versão grátis? Não exagero em dizer que, depois de experimentar o transfarring, ele pode ser a carta na manga do portátil da Sony – mas para isso, ele precisa ser muito bem pensado e implementado.

Falar de transfarring nos leva diretamente à questão de troféus. Muitos se perguntaram como seria essa integração dos sistemas, e ela funciona bem. Basicamente, as listas de troféus de SE e SoL no Vita são separadas de suas irmãs no PS3, mas podem ser interligadas. Isso quer dizer que SoL e SE possuem uma platina para o Vita e outra pro PS3, e embora você possa jogar as duas versões separadamente, com o transfarring você consegue fazer com que os troféus adquiridos em uma versão pipoquem automaticamente na outra. Abaixo da análise tem um quadro com algumas explicações para você aproveitar o recurso do transfarring, então bom proveito.

MGS HD Collection é excelente no Vita, ainda que possua algumas poucas inconveniências nos controles e algumas dificuldades com SoL. A falta de Peace Walker pode incomodar alguns, mas levar Snake Eater e Sons of Liberty para qualquer lugar não tem preço. Pagar novamente para ter os mesmos jogos no Vita não é muito agradável, mas ainda assim, o pacote vale muito a pena para os fãs da série.

— Resumo —

+ Snake Eater e Sons of Liberty portáteis.
+ Snake Eater está impecável.
+ Controles, em sua maioria, bem adaptados ao portátil.

+ Transfarring.

Sons of Liberty com alguns problemas técnicos.
Peace Walker ausente.

TRANSFARRING


Já falamos muito em transfarring, e particularmente, acho sensacional. Entretanto, fazer o Transfarring funcionar pode ser confuso para alguns, razão apra a qual vou tentar explicar em detalhes como realizar o processo – e assim, destravar 2 troféus pelo preço 1. Vamos lá:

1) A primeira coisa a fazer é atualizar as duas versões do jogo. Sem o patch de 200 megas na versão PS3, o transfarring é impossível.

2) Nenhum save criado antes do patch pode fazer transfarring. Isso inclui QUALQUER dado criado antes do patch. Por exemplo, suponha que você tenha terminado SoL no Easy coletando todas as dog tags e salvou o jogo, antes do patch. Esse arquivo NÃO pode fazer transfarring, nem qualquer outro save criado a partir dele – ou seja, mesmo se você fizer um save novo, se você suar os dados pré-patch, o save não será “transfarreável”.

3) Dito isso, você terá que começar um New Game para poder fazer transfarring do Save.

4) Quando for salvar seu jogo, aparecerá no topo da tela “Press Triangle to connect to the PlayStation Network”. Para um save ser transfarreável, o PRIMEIRO save dele TEM QUE SER COM O CONSOLE CONECTADO À PSN. Não adianta você salvar offline a primeira vez e depois conectar e salvar.

5) Quando o save criado for transfarreável, ele terá um elo de corrente do lado esquerdo.

6) Pronto! Agora você só precisa ir no menu de transfarring, colocar o PS3 para procurar um Vita e colocar seu Vita para procurar um PS3.

7) Com os dois consoles conectados, você poderá mexer nos saves do PS3. Escolha seu save transfarreável e o trasnfira para o Vita (ou vice-versa).

8) Quando o save for transferido, ele será travado no console anterior e você não poderá ganhar troféus nele. Ou seja, se você transfere um save do PS3 pro Vita, se quiser ganhar troféus com ele, terá que continuar jogando no Vita, e só poderá jogar no PS3 quando transferir de volta.

9) Quando você sincroniza seu save, todos os troféus que você ganhou no Save são desbloqueados automaticamente no outro console. Se você venceu The Pain e The Fear no Vita, receberá estes troféus quando sincronizar no PS3, e vice-versa.

10) Perceba que, se o seu troféu não foi SALVO, ele NÃO será desbloqueado. O troféu “No Boss of Mine” de SoL, por exemplo, não cria nenhum save – ou seja, você terá que fazê-los separadamente. De forma semelhante, se você fez o troféu “Close Shave” de MGS3, saiu do jogo (para não contabilizar mortes) e depois carregou seu save novamente, ele não será destravado no outro console. Por outro lado, se você fez “Close Shave”, seguiu para a próxima área e salvou o jogo, ele será destravado no outro console quando você sincronizar o save.

É basicamente isso. Divirtam-se!

90%