AnálisesPS3

Killzone 2

Análise

NOME: Killzone 2
FABRICANTE: Guerrilla
PLATAFORMA: ps3
GENERO: Ação / FPS
DISTRIBUIDORA: Sony Computer Entertainment


LANÇAMENTOS
27/02/2009 27/02/2009 23/04/2009


INFORMAÇÕES ADICIONAIS E SUPORTE
Nº de Jogadores: 1 (Online: 2-32)

Definição HD: 720p

Downloadable Content (DLC)

Troféus


Seja bem vindo a Helghan!

Para quem não conhece, Killzone é uma série da própria Sony; nasceu no PlayStation 2, mas tem uma versão para PSP, com o nome de Killzone: Liberation. Para um jogo que iria revolucionar o gênero de FPS (First Person Shooter), Killzone foi muito criticado e talvez seja uma das maiores decepções do PS2. Liberation fez bonito, mas não cumpriu com o que o primeiro game prometeu: revolucionar o FPS, pelo simples fato de não ser um FPS e sim um TPS (Third Person Shooter), misturado com estratégia. Antes do lançamento de Liberation, a Sony anunciou inesperadamente, na E3 de 2005, Killzone 2 para o PS3, com um trailer fora de série: gráficos nunca imaginados, efeitos tremendamente realistas e, o melhor, tudo em tempo real!

Em 2009, Killzone 2 finalmente é lançado. A história se passa dois anos após o ataque dos Helghans ao planeta Vekta. A guerra acontece agora no planeta dos invasores, com a missão de ocupar Helghan e capturar o ditador Scolar Visari. Para isso, você assume o controle do sargento Tomas Sevchenko, ou “Sev”, e tem a ajuda de toda a equipe Alpha para eliminar os inimigos desse planeta em guerra. A história do jogo tem um contexto simples, mas possui vários detalhes que a tornam muito profunda. Sem dúvida nenhuma, o ponto mais forte do jogo é a ação frenética do campo de guerra. É bala para todo lado, do começo ao fim de todas as missões. O jogo não conta com nenhum puzzle ou qualquer outra coisa que faça você pensar. É o típico lema de FPS: “Atire, depois pense!”.

Os inimigos não são muito variados, mas existem em uma boa quantidade para o tempo total de jogo. Falando dos inimigos, outra coisa que chama muito a atenção do jogo é a IA (Inteligência Artificial) dos oponentes. Além de muito resistentes (acreditem, parece ser mais fácil matar um adversário online do que no modo campanha!), eles utilizam muito bem o sistema de “cover” (encostar-se na parede para fazê-la de escudo contra os tiros inimigos. Você também pode usar essa “habilidade”), fogem de uma granada para a direção certa, e consideram você como “só mais um soldado” (a probabilidade de eles atirarem em você é a mesma de atirarem em seus companheiros). Ainda sobre a variação de inimigos, você acaba encontrando um ou outro bem maior que você, podendo ser considerados os chefes da fase, armados com metralhadoras giratórias ou até uma arma elétrica que dispara raios, mas que não tem grandes dificuldades.

As armas são das mais variadas: pistolas, metralhadoras de assalto, shotguns, rifles e bazucas. Os destaques ficam para a arma de raios comentada anteriormente, metralhadoras fixas do cenário, armas de pregos (e que explodem depois!) e lança-chamas, além de outras clássicas de FPS como a faca e granadas. Os veículos também são bem diversos, porém, não muito utilizados, contando apenas com um tanque e um robô (sem contar com o canhão da sua base aérea em uma determinada missão). As músicas são todas orquestradas, o que empresta ao jogo uma trilha sonora épica e emocionante, quando vinculada à história. Não há mais nada para comentar sobre o som; mas, se você deixar o volume muito alto, sairá da sala ouvindo tiros para todo lado, mesmo após algumas horas de jogo. Costumo dizer que não é estritamente necessário ter uma TV LCD FullHD para aproveitar ao máximo o jogo: é só ter umas boas caixas de som e colocar o volume no último (obviamente a LCD FullHD é a melhor opção, mas o som é tão importante quanto a imagem nesse jogo).

Um dos pontos mais fortes do jogo são os gráficos. De perto, os personagens não são super-detalhados como prometeram, e o trailer exibido em 2005 tem uma qualidade maior que o produto final, mas a equipe conseguiu trazer um dos melhores efeitos gráficos até hoje vistos. Como não sou um especialista, fica difícil explicar, mas é como se fosse um tom embaçado para diferenciar as profundidades e explosões. Os efeitos de luz são perfeitos também, simplesmente de encher os olhos. Lembra o que eu disse no começo sobre o trailer de 2005, de tudo ser em tempo real? Então, nem tudo é em tempo real, mas são poucas as parte de ação nas cutscenes. A jogabilidade é extremamente real, com o recuo da arma muito realista, movimentação dos personagens e dos inimigos muito bem trabalhados e a configuração dos botões são intuitivas.

O modo online não fica a desejar: times divididos entre os Helghan e a ISA, vários mapas, todas as armas disponíveis da campanha (após alguns rankings), habilidades exclusivas para cada tipo de soldado (como curar um companheiro, criar robôs com metralhadoras, consertar as metralhadoras fixas do cenário, etc.), objetivos que irão tirar muitas horas da sua vida e, o melhor, tudo rodando liso (sem lags). As missões do modo online são várias: o time que matar mais oponentes, capturar a bandeira, plantar bombas em uma área inimiga, proteger uma área para que os inimigos não plantem as bombas, e dominar áreas para ganhar mais pontos que os adversários. Além dos modos de campanha e online tem um modo multiplayer com “boots”, que é o mesmo do modo online, mas somente você joga contra a máquina (faltou um modo Split-Screen…). O primeiro DLC vai sair em breve e virá com novos mapas para os modos multiplayer.

Enfim, depois de quatro longos anos de produção (senão mais do que isso), Killzone 2 chegou ao PS3 e fez a série finalmente brilhar. Revolucionou o FPS e a qualidade gráfica dos jogos daqui para frente. Um dos melhores jogos de FPS e do PS3, e é um título indispensável para os fãs de tiro ou de visuais impressionantes.

95%