AnálisesPS4

Just Cause 3

Análise

NOME: Just Cause 3
FABRICANTE: Avalanche Studios
PLATAFORMA: ps4
GENERO: Ação / Aventura / Tiro
DISTRIBUIDORA: Square Enix


LANÇAMENTOS
01/12/2015 01/12/2015 Não disponivel


INFORMAÇÕES ADICIONAIS E SUPORTE
Resolução: 1080p

Nº de Jogadores: 1

Troféus (inclusive Platina)

DLC

Disponível na PlayStation Store

Espaço necessário: 35,8 GB

Legendas em PT-BR: Sim

Dublagem em PT-BR: Sim


Just Cause 3 dá sequência à franquia criada pela Avalanche Studios e distribuída pela Square Enix. O ultimo jogo da franquia, lançado originalmente para Playstation 3 em 2010, transformou a série em um sucesso entre os criadores de mods e fãs de games open-world, oferecendo um parque de diversão em um paraíso tropical. O terceiro game de Rico Rodriguez continua o legado de caos e destruição na nova geração.

A história começa com Rico voltando a sua terra-natal, a ilha fictícia de Medici, localizada no Mar Mediterrâneo. Lá, ele se alia aos rebeldes do local para tirar do poder o ditador General Di Ravello. Junta-se à rebelião companheiros como Dinah, cérebro do time e cientista que desenvolve as tecnologias que Rico utiliza, e Mário, antigo amigo e fiel companheiro na hora da luta. Outros antigos e novos aliados aparecem para ajudar o protagonista.

Seu objetivo principal é recuperar vilarejos e províncias da ilha tomada pelos militares. Usando todos os seus aparatos tecnológicos e balísticos, as incontáveis hordas de inimigos darão um belo trabalho para Rico e Cia. O jogador recupera as províncias destruindo antenas, propagandas, estátuas do ditador e liberando prisioneiros confinados nas prisões militares, desbloqueando assim novos desafios, pontos de transporte e garagens para levar veículos encontrados, que são adicionados ao arsenal.

A história e os personagens são genéricos e facilmente esquecíveis, atraindo quando não se levam a sério. É bacana ver piadinhas com as próprias limitações e mecânicas do jogo dentro da história, porém, as missões principais não apresentam variedade e basicamente consistem em proteger aliados e cooperar na invasão rebelde. Ao contrário do resto do jogo, são extremamente lineares e limitadas.

Mas não é a história que motiva o jogador a progredir, mas sim o puro e simples entretenimento da destruição que é oferecido no pacote. O jogador se sentirá livre para ir e fazer qualquer coisa, como atirar seu gancho em pessoas inocentes e lançá-las longe, acopladas em tanques explosivos, entre outras loucuras. O jogo cria uma verdadeira pintura em forma de explosões, dando logo de início a liberdade em atravessar o mapa de ponta a ponta.

Falando no mapa, Medici é de longe um dos maiores entre os jogos de mundo aberto atuais, superando concorrentes como GTA V e Far Cry. Colorido e vibrante, você encontrará desde montanhas nevadas, praias ensolaradas e florestas densas. Mas por ser justo um mapa extenso, as cidades e vilas tendem a se repetir nos modelos e texturas, dando a impressão de serem pouco habitadas e meio genéricas. Você passará diversas vezes pelo mesmo modelo de igrejas e residências em diferentes cidades. Porém, isso não tira a qualidade de atravessar o mapa e apenas curtir a bela paisagem, que aliada com a boa e surpreendente trilha sonora, oferece um calmo passeio quando não se está atirando e explodindo as bases inimigas.

Há também muito a se fazer ali, desde acender altares rebeldes, encontrar relíquias e áudios perdidos, fazer pulos com veículos em locais específicos e achar tumbas escondidas; há vários coletáveis no mapa. São adicionados a isso eventos aleatórios como salvar reféns, caçar militares e roubar carros para a milícia.

Mas é o gameplay que sem dúvida se destaca. Há três mecânicas que o torna um verdadeiro parque de diversão e caos: O gancho retrátil, o paraquedas e a roupa aerodinâmica que permite planar por um bom tempo. Com essa combinação, cria-se uma mecânica distinta para um jogo de mundo aberto, tornando a travessia extremamente fluida e divertida, com novos recursos e estratégias na hora do combate.

Upgrades em Rico vem por meio de mods, e é ali que se encontram as principais ferramentas que são utilizadas para se gerar o caos. Eles podem ser ativados e desativados dependendo das circunstâncias em que o jogador quiser utilizá-las. Entre elas está o famigerado mini-propulsor que, ao ser acoplado nas minas terrestres, oferecem hilárias combinações, impulsionando qualquer objeto, animado ou inanimado, antes de explodir. Outra inventiva adição é a possibilidade de receber qualquer arma e veículo desbloqueado onde estiver através da Entrega Rebelde, impedindo do jogador ficar preso em algum local do mapa sem munição ou transporte.

O controle de veículos porém, não é dos melhores, apresentando muita imprecisão e desconforto no controle da câmera. Há diversos carros, mas na prática são indistinguíveis e criam a sensação de se estar dirigindo o mesmo veículo com diferente aparência. Detalhes como a falta de rádio ou a dessincronização labial na hora dos diálogos passam o sentimento de um jogo pouco polido e sem personalidade comparada a outros jogos, e isso faz diferença no momento em que decide-se passar horas e horas imerso naquele mundo.

Não há um modo online, resumindo-se a rankings e a possibilidade de bater o recorde do tempo de algum amigo através do modo fantasma. Mesmo sendo simples, ganha-se destaque pela própria natureza do jogo que motiva o jogador a pular em uma distância maior do que outra pessoa no ranking ou destruir mais objetos consecutivamente. É uma agradável e divertida adição, porém, um modo dedicado ao online ou co-op podiam adicionar ainda mais a essa experiência.

Os problemas do jogo como bugs, loadings constantes (alguns inesperadamente longos, até mesmo em locais pequenos ou em um simples desafio), e quedas de frame rates em momentos intensos de explosão e tiroteios quebram a experiência. A I.A. dos companheiros é inconstante; às vezes fazem a missão para o jogador, destruindo as bases sozinhos, e em outras são extremamente inúteis e atrapalham o andamento dela, especialmente nas missões de escolta. Isso vale para os inimigos também, que em alguns momentos acertam um tiro no jogador a quilômetros de distância e em outras erram vergonhosamente o alvo mesmo estando a centímetros dele. A dublagem nacional infelizmente é bem medíocre, com uma sincronia labial terrível.


 

Veredito

Numa época com tantos open-world que oferecem experiências distintas e inovadoras, Just Cause 3 ao mesmo tempo brilha e empalidece diante de seu mapa gigante e colorido, mas simultaneamente repetitivo e sem vida, sendo um bom exemplo da frase “tamanho não é documento”. Porém, aliado à prazerosa e eficiente mecânica de travessia com gancho, paraquedas e a roupa aerodinâmica, oferecem ao jogador infinitas possibilidades e combinações no arsenal para explodir e explorar o mundo como desejar, tornando-o um divertido passeio para quem apenas quer ver o mundo pegar fogo. É um jogo descompromissado com ótimas mecânicas em um mundo gigantesco e explosivo. O perfeito simulador de um filme dirigido por Michael Bay.


 

Jogo analisado com o código fornecido pela desenvolvedora.

75%