AnálisesPS4

Graceful Explosion Machine

Análise

NOME: Graceful Explosion Machine
FABRICANTE: Vertex Pop
PLATAFORMA: ps4
GENERO: Side-Scrolling Arcade Shooter
DISTRIBUIDORA: Vertex Pop


LANÇAMENTOS
08/08/2017 08/08/2017 Não disponivel


INFORMAÇÕES ADICIONAIS E SUPORTE
Resolução Máxima: 1080p

Nº de jogadores: 1 offline

Troféus (inclusive Platina)

Leaderboards

Espaço necessário: 164 MB

Disponível Exclusivamente na PlayStation Store

Dublagem em PT-BR: Não

Legendas em PT-BR: Não


Graceful Explosion Machine é um jogo da Vertex Pop, criadora também dos peculiares Orbit1 e We Are Doomed. Estes três títulos têm algo em comum: todos têm sua mecânica pensada em "jogos de navinha", sendo Orbit1 um jogo para Ipads focado no multiplayer e We Are Doomed voltado bem mais para ideia de Graceful Explosion Machine, um jogo de nave caótico com uma arte extremamente bonita e simples.

Graceful Explosion Machine foi desenvolvido a partir de recursos de um programa de desenvolvimento no Canadá que promove, desenvolve e angaria recursos para diversas áreas, como mídia digital, livros, cultura, música, entre outros movimentos culturais independentes, e é de lá que uma equipe de seis pessoas da Vertex Pop produziu o ótimo GEM.

O "Graceful" do título não é à toa. Uma das traduções possíveis é "gracioso" e é o que GEM é: um jogo gracioso. Extremamente bonito, como muitas cores e "explosões", como em We Are Doomed, Graceful Explosion Machine traz gráficos, desenhos e elementos que lembram muito formas geométricas de linhas retas. Toda a arte é extremamente bonita e agradável, desde os cenários até os inimigos, que são tão coloridos quanto todo o resto do jogo. Tudo remete às cores, com o tempo você saberá distinguir a dificuldade e o nível de cada inimigo com suas variações baseadas em suas cores.

Inimigos verdes são mais fracos, azuis são mais fortes e o vermelho nos remete ao perigo. Tudo que é vermelho geralmente mata diretamente, sendo impossível de escapar mesmo com o Dash. Esse uso das cores deixa tudo muito agradável, não é nada muito carregado que canse o jogador, mesmo em meio ao caos de uma tela cheia. Toda essa beleza e atenção dada ao visual não pode ser dita sobre o som e os efeitos sonoros; não há nada de especial nesse quesito, muito em parte pela grande premissa do título ser no aspecto visual da experiência.

GEM é um o jogo extremamente simples e direto em sua história e em tudo que o cerca. Você é piloto de uma frota de naves que, durante uma batalha contra extraterrestres, tem sua "nave mãe" destruída, nave essa que detinha a posse de quatro cristais responsáveis por abrir o portal que possibilitava o retorno de todos ao planeta Terra. E é assim, em 4 slides sem legendas ou áudio, que essa introdução é feita ao jogador.

A partir daí o jogador começa a sua curta aventura, na busca pelos quatro cristais em quatro planetas diferentes. Cada planeta conta com nove níveis, ou seja, o jogo se desenrola em um total de 36 fases que podem ser completadas em algumas horas, sendo que a última de cada planeta é o "planeta chefe", onde os cristais são recuperados. Tudo em Graceful Explosion Machine é simples, nas 2 primeiras missões do primeiro planeta você já aprendeu tudo o que precisa saber sobre as mecânicas e armas.

A mecânica é extremamente básica: você se move em mapas "infinitos", ou seja, fica andando em círculo, mesmo não sendo visível esse deslocamento, como em Resogun, por exemplo. Em GEM, se você andar sempre para esquerda ou para a direita, em poucos segundos encontrará o ponto por onde acabou de passar. Os cenários são muito pequenos, nada mais natural em um gameplay que se leva pelo caos de vários inimigos na tela. A mecânica funciona muito bem também por conta de ótimos controles, responsivos e intuitivos.

Cerca de 90% dos cenários são nesse esquema citado anteriormente, mas em alguns casos as fases acontecem em mapas fechados, em que não existe essa progressão lateral, lembrando mais o estilo arena como em Geometry Wars. Cada fase se divide em três partes, que são uma espécie de checkpoint chamados de "Phase", pois o jogador retorna a esse ponto na fase ao morrer. Essa "regra" vale para todas as fases, com exceção da última em cada planeta, em que o jogador precisa terminá-la sem perder as três vidas – o jogador possui três vidas e dois continues para terminar cada cenário.

Além da campanha de 36 fases, o jogo possui um "Challenge Mode", que é desbloqueado ao se completar cada planeta. Existe um Challenge próprio de cada planeta, que nada mais é do que duas fases "especiais", o último nível "plus", que é a fase final com uma dificuldade um pouco maior, com mais inimigos, itens que dificultam a vida do jogador, etc. Além desse nível plus, existe um "Score Attack", que são as fases normais só que sem o uso de continues, no qual o jogador precisa passar pelas nove fases apenas com as três vidas, além das vidas que podem ser recuperadas durante a partida.

Um aspecto que pode fazer com que o jogador jogue Graceful Explosion Machine são os rankings dos placares de cada nível, nos quais são alocadas as pontuações de todos os jogadores ao redor do mundo. Além disso, existe uma nota dependendo da pontuação do jogador: quanto maior a pontuação, maior será sua nota no mapa, que vai de D até S. Isso poderá ser uma dor de cabeça para os buscadores das Platinas, já que um troféu necessita que o jogador consiga classificação S em todos os cenários. O nível S é dado aos jogadores a partir de uma determinada pontuação, que varia em cada cenário. A pontuação é conseguida de acordo com os combos, que dependem de uma sequência interrupta de eliminações, além do "estilo", que nada mais é do que um medidor subjetivo sistema do jogo.

Como tudo em Graceful Explosion Machine, as armas também são muito simples. O jogador possui um arsenal de quatro armas, cada uma atrelada a um botão (X, Q, T ou C). Com o direcional esquerdo, o jogador controla sua nave para a esquerda e direita, para cima e para baixo. O diferente aqui é que se movimentar para esquerda não significa que você atira para a esquerda, mudar os tiros para esquerda e direita necessita que o jogador pressione o R2, enquanto o L2 controla o "dash", a esquiva.

O jogador conta com quatro ataques singulares, o X é o ataque "comum", que depende apenas do tempo para que volte a carregar e sua arma não superaqueça; o Q é uma espécie de "espada", que gira em torno da nave eliminando tudo e todos ao redor; o T é o ataque mais poderoso, responsável por um ataque de mísseis teleguiados que eliminam todos os inimigos; e o C solta um raio na horizontal muito poderoso que castiga um inimigo único. Todos esses ataques necessitam de energia, que é drenada com o uso das três armas "especiais" e recarregada com orbs obtidos na eliminação dos inimigos.

Veredito

Graceful Explosion Machine é um jogo extremamente simples, tanto para o bem quanto para o mal. Para o bem, em sua mecânica simples, que será aprendida logo no início e levada até o fim. E para o mau, já que não existem variações ao longo de sua curta jornada, sem a possibilidade de evoluir ou modificar ataques, da 2ª fase em diante sempre com as mesmas armas. Isso vale também para as fases, com os cenários basicamente os mesmos do começo ao fim, com pequenas variações nas fases finais. É um jogo que vale como desafio para os apreciadores do estilo "navinha", mesmo com títulos mais sólidos no mercado.

Jogo analisado com código fornecido pela Vertex Pop.


 

75%