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Nuka-World (Fallout 4)

Análise

NOME: Não disponivel
FABRICANTE: Não disponivel
PLATAFORMA: ps4
GENERO: Não disponivel
DISTRIBUIDORA: Não disponivel

LANÇAMENTOS
Não disponivel Não disponivel Não disponivel


INFORMAÇÕES ADICIONAIS E SUPORTE
Não disponivel


Nuka-World é o sexto e (provavelmente) último DLC planejado para Fallout 4, após diversas expansões nos últimos meses, que adicionaram mecânicas e conteúdos para criar seus abrigos, e um DLC robusto em Far Harbor. O que será que a Bethesda pode incluir de novo e interessante em um jogo há quase 1 ano no mercado?

O novo DLC se passa em um mapa completamente novo, um parque de diversões à la Disneyworld onde, ao invés de um camundongo, temos o mascote de uma das marcas mais icônicas da série Fallout: o refrigerante radioativo Nuka-Cola.

A expansão não é para os pouco experientes no jogo, já que para acessar sua primeira missão, precisa-se estar no mínimo no nível 30. E não apenas isso, mas logo nos primeiros minutos o jogador encontrará um alto grau de dificuldade que as novas missões apresentam. O começo é basicamente um grande jogo sádico criado pelos raiders do local, capturando os viajantes desprevenidos. O Corredor Polonês, como é chamado, é uma série de testes e locais recheados de armadilhas e monstros que automaticamente puxam o foco e atenção do jogador. A satisfação de adentrar o parque Nuka-World é muito maior devido ao alto nível de dificuldade desses testes iniciais.


Com o humor negro característico da franquia, aliado a desolação dos Ermos, Nuka-World se apresenta como um local perfeito, unindo os dois elementos desde sua introdução, quando o jogador avista o local à bordo de um carrinho elétrico de trilhos, até nos personagens, vestimentas e situações do local. Como em todos os cenários dos Ermos, Nuka-World tem suas gangues e facções, aqui sendo divididas em 3 frentes: os sanguinários Discípulos, os mercenários Operadores e os bestiais da Matilha.

Após se estabelecer no novo local e ter uma breve introdução às diferentes áreas do parque, você ganha um assentamento próprio e o objetivo de trazer um acordo entre as três gangues rivais para dominar o resto do território do parque perdido pelas criaturas mutantes. Ao limpar uma área abandonada, ela deverá ser entregue para um dos 3 grupos, afetando como os outros te vêem como o Suprachefe. Cada gangue tem suas ambições e desejos de conquistar o território, então entra a habilidade de dialogar entre elas e encontrar um meio termo para que todas possam ajudar o protagonista (ou se você desejar, jogar uma contra a outra e criar um caos no parque de diversões abandonado). O sistema fica realmente interessante quando o jogador é designado a dominar as áreas abandonadas do parque. Só que não apenas será uma tarefa difícil, mas também afetará diretamente a moral do seu personagem em relação aos outros grupos de raiders da área.

Cada área do jogo tem sua própria natureza e é extremamente diversificada, oferecendo inimigos e histórias ricas no padrão da franquia. Em algumas áreas, por exemplo, explorar todo o cenário se torna algo opcional, e quem o fizer, encontrará um nível altíssimo de dificuldade e com boas recompensas em forma de novas armas e looting esperando a quem desejar.

Essa relação de gameplay, exploração e diálogo foi muito bem implementada, dando uma variada no modelo do jogo e oferecendo algo novo e que aperfeiçoa o conteúdo do original. Seu parceiro de viagem dessa vez, ao contrário de Far Harbor, é bem trabalhado e intrínseco para a trama, sendo interessante torná-lo companheiro ao longo da campanha para desenvolver sua relação.

Apesar de um parque de diversão que há séculos não vê uma criança brincando em suas locações, é ainda sim um lugar rico e povoado de membros das diferentes gangues, além das novas criaturas mutantes, variando de ratos e vermes rastejantes a até formigas gigantes e um enxame de violentos insetos voadores. Os locais povoados têm diversos NPC's e missões secundárias a serem feitas.

O lore e detalhes do local mais uma vez são contados através dos cenários e das pistas deixadas pelos acontecimentos de centenas de anos atrás. O interessante são as tramas do passado, revelando que nem na época pré-ataque nuclear os humanos faziam de Nuka-World "apenas" um parque de diversões, escondendo mistérios muito piores do que se imagina atrás de suas montanhas-russas e museus espaciais.

Fora o novo mapa, as novas missões e alguns novos itens (como, obviamente, novos tipos de Nuka-Colas), há pouco a se dizer de novidades do jogo em si. É o mesmo ritmo e gameplay encontrado no jogo original e nas suas subsequentes expansões. Para quem ama a série, um prato cheio. Para quem não gosta do título, passe longe como uma carne de Mirelurk radioativa. O visual não envelheceu tão bem desde o lançamento e o desempenho do jogo ainda engasga nos momentos em que há muitos elementos na tela, além de glitches nas texturas bem perceptíveis em alguns novos cenários e os longos loadings entre os locais fechados e o mapa aberto.

As missões principais devem durar aproximadamente de 10 a 15 horas, além das diversas tarefas paralelas a serem feitas no parque. Com um mapa mais denso por conta das diversas atrações abandonadas do parque e com mais diversidade, é definitivamente a expansão mais completa de todas as anteriores lançadas para o jogo.

Infelizmente, está é a última expansão atualmente planejada do jogo. Com a possível omissão permanente de um sistema de mods para a versão de Playstation 4, é hora de dar tchau para o game por hora e torcer para que o próximo título da série não demore muito para chegar.

Veredito

Feito para os fãs da franquia e para os veteranos de Fallout 4. Nuka-World é um DLC que oferece um pacote completo e criativo, cativando com um sistema de moral entre gangues, novos estabelecimentos, mapa memorável, diversificado e não menos que divertido de explorar, aliado a um combate desafiador que irá agradar quem já percorreu os quatro cantos dos Ermos do jogo original.

Jogo analisado com cópia adquirida pelo redator.


 

85%