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F1 2009

Análise

NOME: F1 2009
FABRICANTE: Codemasters
PLATAFORMA: psp
GENERO: Corrida
DISTRIBUIDORA: Codemasters


LANÇAMENTOS
20/11/2009 20/11/2009 17/12/2009


INFORMAÇÕES ADICIONAIS E SUPORTE
Disponível na PlayStation Store

Nº de Jogadores: 1-4


Não é muito comum um jogo que reflete uma temporada esportiva se referir à temporada atual ou passada em oposição à temporada seguinte. Normalmente, para atender ao critério de manter o jogo atual o maior tempo possível, as produtoras escolhem sempre a temporada seguinte à data de lançamento do jogo. Mas a Codemasters, nova responsável pela licença de produção de jogos de Fórmula 1 (e não mais a Sony, que teve como último lançamento Formula One Championship Edition para o PS3 ainda em 2007) escolheu a temporada passada (já que o jogo foi lançado para o PSP apenas após a última corrida do calendário 2009) para a edição mais nova do jogo, desenvolvida pela Sumo Digital. E embora o problema da breve desatualização do jogo realmente exista, esta escolha tem seus pontos positivos.

Por exemplo, quem poderia supor no começo de 2009 que a temporada deste ano seria dominada pela estreante Brawn GP em sua primeira metade e pela Red Bull em seu restante? E quem poderia supor que Ferrari e McLaren (e por conseqüência os pilotos que disputaram o título em 2008, Felipe Massa e Lewis Hamilton) não iriam muito além de uma figuração de luxo? Estas são características que só podem ser representadas em um lançamento feito após a temporada estar encerrada, e que garantem um realismo extra ao jogo. E este realismo nos fatores externos às corridas propriamente ditas se soma à busca do realismo por parte da produtora quando vamos às pistas. Todas as 10 equipes e 20 pilotos que iniciaram a temporada estão representados. E cada um dos 17 circuitos também está presente.

O jogo possui diversos modos, como Grand Prix Weekend (onde você participa de um final de semana completo, desde os treinos livres de sexta-feira até a corrida no domingo), Quick Race, Time Trial, Championship (disputado com os pilotos oficiais das equipes), Career e Challenge, sendo os dois últimos os principais modos de jogo. No modo Career você cria o seu próprio piloto, que após alguns testes recebe um convite para uma das equipes menores para que participe do campeonato. E conforme os resultados pode, ao final da temporada, ser convidado para outra equipe. E o modo Challenge apresenta uma série de mini-games (cerca de 70), com desafios como fazer um pedaço de um circuito em um tempo determinado, ultrapassar alguns oponentes dentro de um tempo limite ou fazer a volta mais rápida de um circuito. Ao se concluir um bloco de mini-games, alguns eventos do tipo “Scenario” são liberados, onde se deve cumprir um objetivo em uma situação realística, como por exemplo acabar na área de pontuação de uma corrida na chuva, fazendo as 3 ultimas voltas com pneus para pista seca. Este modo é o que garante maior longevidade ao título.

A jogabilidade é realista, desde que você não use os vários adereços para assistência de direção. Com todos ligados, é praticamente um Mario Kart sem os power-ups (não é necessário nem frear para fazer as curvas). Com todos desligados você tem uma simulação de excelente qualidade, embora seja bem difícil de acostumar a princípio. A escolha de aceleração no botão X também é bastante ruim, pois o dedo fica muito cansado e dolorido após algumas corridas, além de dificultar a utilização do KERS (dispositivo inaugurado nesta temporada que realiza o acúmulo da energia cinética desperdiçada nas frenagens em baterias para ser utilizado como uma potência extra de alguns cavalos de potência, quando o piloto desejar), que utiliza o botão O e estranhamente está disponível para todas as equipes (apenas algumas utilizaram o dispositivo este ano), o que diminui o realismo, mas garante o equilíbrio.

A física do jogo também é realista, pois se trata de uma versão da Ego Engine, já utilizada pela Codemasters em outros títulos. A exceção fica por conta dos acidentes, que se resumem a quebra de spoilers traseiros e dianteiros e, quando muito, de quebra das rodas. Os gráficos são apenas medianos, pois embora detalhados (principalmente os circuitos), não são focados em foto-realismo, além de apresentar quedas de frame-rate em alguns momentos. O som se resume às falas da sua equipe sobre as características da corrida e ao som dos motores, que é de ótima qualidade.

Com uma jogabilidade decente, cercada de um realismo que só pode ser conseguido em um jogo lançado após o encerramento da temporada, além da longevidade garantida pelo modo Career e principalmente pelo modo Challenge e seus diversos desafios, F1 2009 é altamente recomendado para os fãs de Fórmula 1, e de automobilismo em geral.

85%