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Vergil’s Downfall (DmC: Devil May Cry)

Análise

NOME: Não disponivel
FABRICANTE: Não disponivel
PLATAFORMA: ps3
GENERO: Não disponivel
DISTRIBUIDORA: Não disponivel


LANÇAMENTOS
Não disponivel Não disponivel Não disponivel


INFORMAÇÕES ADICIONAIS E SUPORTE
Não disponivel


Não se pode culpar ninguém por ceticismo quanto a DLCs da Capcom. De finais verdadeiros (Asura’s Wrath) a personagens em disco vendidos separadamente (praticamente todos os jogos de luta da empresa na geração), a publisher japonesa certamente caiu em desgosto com muitos fãs por suas recentes políticas “mercenárias”. É fácil olhar para Vergil’s Downfall (VD), o primeiro DLC de DmC: Devil May Cry e imaginar que se trata de mais um caça-níquel. Felizmente, este não é o caso.

VD começa imediatamente após o final de DmC, então se você ainda não terminou o jogo, pode pular os próximos dois parágrafos sem problemas. Após ser derrotado por Dante e ter seu peito atravessado pela Rebellion do irmão, Vergil abre um portal para outra dimensão e acaba sobre o túmulo de sua família. Ponderando a “traição” de Dante e o que deu errado em seus planos, Vergil acaba sendo sugado para um Limbo diferente do que visitamos com Dante. A viagem de Vergil nos mostra mais como ele percebe a si mesmo e seus antigos aliados, culminando em um ótimo gancho para a já inevitável sequência de DmC. É interessante também que, assim como Dante em DmC fica cada vez mais parecido com o Dante clássico com o passar do jogo, Vergil também fica cada vez mais parecido com o Vergil clássico no decorrer das 6 missões do DLC.

Contudo, a história de VD é exposta de forma um tanto confusa. Não é delimitado com clareza se a jornada de Vergil é real ou imaginária, simbólica ou literal. A interpretação mais comum provavelmente será que VD é uma jornada interior de Vergil, mas isso ainda deixa algumas pontas soltas. Num todo, porém, ela acaba sendo satisfatória pela forma como termina e deve agradar os fãs.

O que faz de VD um bom DLC, porém, é seu gameplay. Como um bom conteúdo adicional, ele apresenta as mecânicas principais sob nova ótica, fazendo com que seu gameplay seja novo, embora não desprovido de similaridades. O estilo de combate de Vergil é mais rápido e elegante que o de seu irmão, focando em esquivas e golpes velozes. Se você jogou com Vergil em DMC3 Special Edition, irá se sentir em casa.

Vergil dispõe apenas de sua katana, Yamato – com suas formas angelical e demoníaca – e suas Summoned Swords. O arsenal de Vergil não é tão variado quanto o de Dante, mas dado o tamanho do DLC, ele é mais que aceitável. Técnicas clássicas como Judgement Cut e Helm Breaker acompanham outras de Dante oriundas de DMC3 e DMC4 (como Killer Bee e Volcano). O dodge de Vergil não é um movimento de esquiva como o de Dante, e sim um pequeno teletransporte para a direção que o jogador desejar (incluindo para cima). Um ponto interessante, aliás, é que Vergil possui mais golpes focados em timing que Dante, como Perfect Slice e Atomic. A janela de input é bem generosa e não oferece maiores problemas para o jogador. Vergil também dispõe de seu Devil Trigger, e como visto em DmC, este se assemelha ao Style Doppelganger visto em DMC3. Você pode configurar o delay dos golpes de sua sombra, adicionando mais um elemento estratégico ao combate.

Um ponto fraco do DLC fica por conta de seu único Boss. DmC já não possuía muitos bosses e eles eram bem fracos, e não houve nenhuma melhoria aqui. Enquanto o restante do DLC é bem trabalhado, o único Boss dele é cópia de outro que aparece no jogo principal, sem nenhuma novidade que o torne diferente de quando você jogou com Dante. Infelizmente, essa tediosa batalha ocupa um capítulo inteiro do DLC, que poderia ser melhor aproveitado acrescentando-se ainda mais conteúdo.

VD dura cerca de 4 a 5 horas para se terminar a primeira vez, mas assim como DmC, os colecionáveis, troféus, níveis maiores de dificuldade e o ótimo combate geram um bom fator replay. E é todo esse conjunto que faz dele um ótimo exemplo de bom DLC. A história não é necessária para se obter fechamento do jogo principal e o DLC como um todo é puro gameplay para quem gostou de DmC. Para quem é fã, vale muito a pena, e quantidade de gameplay oferecida para o valor cobrado é bastante justa. Que sirva de exemplo para todas as produtoras – incluindo a própria Capcom.

DLC analisado com código fornecido pela Capcom.

80%