AnálisesDLCPS3

House of Wolves (Destiny)

Análise

NOME: Não disponivel
FABRICANTE: Não disponivel
PLATAFORMA: ps3
GENERO: Não disponivel
DISTRIBUIDORA: Não disponivel


LANÇAMENTOS
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INFORMAÇÕES ADICIONAIS E SUPORTE
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Destiny não é o mesmo jogo de quase nove meses atrás. Essa é uma afirmação que não pode ser questionada. Foram diversas modificações – satisfatórias ou não – que fizeram com que esse jogo se tornasse o que é hoje. A primeira expansão, A Escuridão Subterrânea/The Dark Below, não foi o que todos esperavam, e isso pode ter afastado muitos jogadores desta segunda tentativa de expandir o universo criado pela Bungie. No entanto, na esperança de melhorar em todos os aspectos, a empresa cria uma nova expansão que, apesar de não ser perfeita, agrada a todos os tipos de jogadores.

A primeira coisa a ser dita sobre The House of Wolves é a sua temática. A ‘casa dos lobos’ do título é uma referência a uma das facções dentro dos Decaídos. Toda a narrativa gira em torno do Arrecife, que também é uma nova área social, e da traição dos Lobos Decaídos. A história da primeira expansão não conquistou muitos jogadores. A trama contada por Eris não convence e serviu apenas de pretexto para inserir uma nova raid, que também foi muito criticada por não ser do mesmo nível de Vault of Glass.

Nessa segunda expansão, as coisas mudam um pouco de figura e a história é contada por Petra Venj, uma ajudante da rainha do Arrecife, que abre as portas da região para que os Guardiões possam caçar os traidores. Petra, apesar de não estar junto com o jogador, é uma narradora mais legal que os anteriores. O principal alvo é Skolas, líder dos Lobos, autoproclamado Kell dos Kells. Para quem não sabe, Kell é o título dado ao líder de uma facção, portanto, ele se considera o líder de todos os Decaídos. As missões, apesar de poucas e curtas – apenas cinco – são muito mais divertidas e empolgantes que as da expansão anterior.

As missões giram em torno da captura de Skolas e passam por localizações conhecidas pelos jogadores, como o próprio Vault of Glass. Pode parecer apenas uma desculpa para reutilizar localizações prontas, mas a história é envolvente, funcionando também como ligação para o conteúdo PvE da expansão, que nesse caso é o Prison of Elders.

Por falar nisso, vamos explicar o que é o Prison of Elders. É um novo modo de jogo, chamado de Arena. Nele, os jogadores, em grupos de três, devem vencer diversas ondas de inimigos. São cinco rodadas e, no final, há um chefe a ser derrotado. Por fim, são concedidas recompensas fixas e randômicas para os jogadores, através de baús. Os desafios são divididos em quatro dificuldades: níveis 28, 32, 34 e 35. Como o novo nível máximo é 34, pode ter certeza que o desafio final está à altura dos mais corajosos Guardiões.

O nível mais baixo, 28, pode ser jogado com pessoas que você não tem na sua lista de contatos, através de matchmaking. Mas os níveis superiores funcionam como as raids e os contatos precisam estar no mesmo esquadrão. Muitas pessoas reclamaram disso, mas até entendo a preocupação da Bungie com esse detalhe. Os níveis são realmente difíceis e a cooperação é extremamente necessária. O grande problema é que as maiores recompensas são dadas apenas nesses níveis, forçando os jogadores mais casuais a repetirem as outras atividades até conseguirem equipamentos melhores.

Outro detalhe é o contéudo dos baús. Muitas vezes, você enfrenta uma horda de inimigos por horas e no final é recompensado com uma arma da rainha, que não é tão boa assim. As recompensas melhores são semanais, como as de raids e assaltos do anoitecer e heroico. Portanto, repetir a atividade várias vezes para abrir os baús, muitas vezes, não vale a pena. A chance de obter um item exótico desses baús é quase certa na primeira vez, mas depois a chance é diminuída. O meu Arcano já deve ter aberto os baús cerca de quinze vezes e obtive exótico apenas em duas.

Uma outra adição que foi um pouco questionada é a facilidade de alcançar o nível máximo nessa expansão. São diversas maneiras, como melhorar equipamentos antigos, armaduras do Prison of Elders e Trials of Osiris. Eu acho que é algo até justo, dado que nem todos os jogadores são dedicados ao jogo da mesma maneira. A diferença vem com as armaduras e armas utilizadas. Um jogador de nível 34 com o incrível lança-foguetes Gjallarhorn com 365 de ataque é bem diferente de um nível 34 com um lança-foguetes de 331 de ataque vendido pela Vanguarda. As armas de raids, Bandeira de Ferro e exóticas ainda são superiores em todos os sentidos.

Existe também um novo Assalto, que eu particularmente adorei. The Shadow Thief é sobre a caçada de um dos desertores da Rainha e oferece diversos elementos interessantes para a fórmula já batida dos assaltos. A caçada é realmente empolgante e você vai se encontrar com o chefe diversas vezes, sempre tentando derrotá-lo. Lutas em lugares amplos, lutas em corredores (sim!) e até uma batalha contra um tanque Walker em um ambiente fechado. A primeira vez que o joguei foi no Anoitecer da primeira semana, e foi incrível! Recomendado.

Agora, vamos para o PvP: Trials of Osiris. São quatro novos mapas, novas armas, novos equipamentos e novos itens exóticos. Até a Bandeira de Ferro veio com cara nova, trazendo a Luz Etérica, item necessário para melhorar equipamentos para o nível máximo.

Vamos começar pelos Trials of Osiris. Trata-se de um desafio semanal que permite que você, juntamente com mais dois companheiros, enfrente adversários em uma arena fixa, com o objetivo de ganhar recompensas. Essas vão desde itens aleatórios, uma armadura e uma arma pré-definida, até itens exóticos, Luz Elétrica e armas principais com dano elemental.

As melhores recompensas são apenas para os jogadores que conseguirem nove vitórias sem nenhuma derrota. Esses jogadores, inclusive, têm acesso ao Farol, em Mercúrio – uma nova área apenas para os jogadores com a passagem perfeita. Isso é algo que apenas os melhores jogadores são capazes de conseguir, fora aqueles que encontram uma maneira injusta de realizar a tarefa – bugadores, estou olhando para vocês.

Na teoria, os Trials são algo incrível e prometem dar a longevidade necessária ao PvP, e na prática também. Jogar nesse modo é extremamente empolgante e nada é melhor do que um Arcano Heliomante como último sobrevivente, ressuscitando e salvando o time inteiro! A cooperação, interatividade e comunicação são extremamente necessárias, e times que trabalham bem juntos têm maiores chances. Algumas coisas ainda precisam ser melhoradas, como o banimento dos cheaters, mas isso deve vir com o tempo.

Os novos mapas PvP são interessantes também. São três para todas as plataformas e um exclusivo para a família PlayStation. Black Shield, meu favorito, se passa na lua Phobos, de Marte. É uma base abandonada que possui uma diversidade de ambientes, com equilíbrio entre interno e externo. Thieves’ Den, localizado em Vênus, foi o que menos gostei e achei muito claustrofóbico. Sou um jogador que gosta de usar armas de longo alcance, como fuzil de batedor, e o mapa privilegia os jogadores de escopetas e canhão de mão.

Widow’s Court é lindo e bem amplo. Localizado em uma ruína na Europa, o mapa conta com lugares abertos, uma igreja bem localizada e um jardim. Existe espaço para snipers e jogadores de combate próximo, e talvez seja o mapa mais equilibrado da expansão. O último mapa, exclusivo de PlayStation, chama-se Timekeeper, nas instalações Vex em Marte. Bem amplo, com muitas estratégias possíveis, e que permite o uso de qualquer tipo de arma.

Em relação aos novos itens, é preciso dizer que são vários. Inúmeras armas novas, armaduras novas e exóticos novos. Até as facções receberam o esperado novo estoque de itens lendários. Existem os novos equipamentos de Vanguarda e Crisol, equipamentos próprios da Prison of Elders e dos Trials of Osiris. O set do Osiris é bem bonito e traz toda a temática egípcia.

Os novos itens exóticos são bem variados, como Celestial Nighthawk, que lembra um falcão; Eternal Warrior, que faz com que seu Titã tenha um elmo de estátua; ou o The Ram, favorito de muitos, que vai fazer seu Arcano parecer que saiu de um ritual cabalístico. Existem novas armas exóticas também, com a temática dos Decaídos, e até mesmo uma categoria nova, chamada de Pistolas, ou melhor, removedoras de escudo.

De maneira geral, House of Wolves é ótima, uma expansão cheia de possibilidades e que abraça os jogadores novos e antigos da mesma maneira. Ela traz elementos promissores para PvP e PvE, e isso é algo que o jogo estava precisando urgentemente. Mesmo sem uma raid, o conteúdo é vasto e muito maior que o de The Dark Below. O preço ainda é um pouco alto, mas é bem melhor que o que muitos jogos multiplayer oferecem pelo mesmo valor.

Veredito

Com espaço para todos os jogadores, House of Wolves traz um fôlego necessário ao jogo. Além de inserir novos modos de jogos, a expansão consegue tornar o conteúdo já lançado relevante novamente. Mesmo ainda não sendo o jogo perfeito que todos queremos, Destiny continua oferecendo centenas de horas de diversão para quem está disposto a dar-lhe uma chance.

Jogo analisado com código fornecido pela Activision.

80%