AnálisesPS3

Cavaleiros do Zodíaco: Batalha do Santuário

Análise

NOME: Cavaleiros do Zodíaco: Batalha do Santuário
FABRICANTE: Dimps
PLATAFORMA: ps3
GENERO: Ação / Beat'em up
DISTRIBUIDORA: Namco Bandai


LANÇAMENTOS
16/03/2012 16/03/2012 23/11/2011


INFORMAÇÕES ADICIONAIS E SUPORTE
Definição: 720p

Número de jogadores: 1-2 (offline)

Troféus

DLC

Leaderboards

Espaço Necessário: 2 GB


Se você teve sua infância no início da década de 90, muito provavelmente vivenciou a onda “Cavaleiros do Zodíaco”. Ela estava em todo lugar: em bonecos detalhados (e caros) e principalmente na extinta rede Manchete.

Os anos se passaram e a onda passou. Fãs ainda continuaram acompanhando o que a série recebia, mas é inegável que a força do início da década de 90 já não era mais a mesma. Hoje, temos disponível oficialmente no Brasil um game que nos faz lembrar dessa nossa época.

Ainda no PS2, jogos dos “Cavaleiros do Zodíaco” foram lançados na Europa e Japão. No entanto, eram do gênero luta e não representavam muito bem a série. Com isso em mente, o PS3 recebe agora Cavaleiros do Zodíaco: Batalha do Santuário, um game que segue a jornada das 12 casas e é focado na ação.

CdZ: BdS é extremamente simples em sua execução. Seguindo o estilo simples dos jogos “beat them up”, o game possui dois tipos de batalha: contra uma gama de inimigos simultaneamente e contra os chefes (no caso, os cavaleiros de ouro). O jogo inteiro é separado dessa forma: cada casa possui um caminho com diversos soldados aleatórios e com um encontro específico (por exemplo, um cavaleiro negro) e depois, na casa, você deve enfrentar o cavaleiro de ouro.

A história, como já está bem claro, segue a jornada das 12 casas dos cavaleiros de ouro. Tudo é bastante fiel ao anime (ao menos das coisas que estão em minha memória), exceto pelos “caminhos” com os soldados, que foram inseridos claramente para deixar a campanha mais longa.

Campanha esta que, pelo estilo do jogo, possui duração média. Há as 12 casas e mais alguns extras que não estragarei a surpresa. Mas é bastante repetitivo. Você sempre fará a mesma coisa, sem variação. Considerando os comandos, quadrado e triângulo são os golpes fracos e fortes, respectivamente (como todos beat them up), enquanto que X pula e O é um ataque especial que gasta o seu cosmo. O cosmo seria a “barra de especial” que pode ser preenchida de três maneiras: pequenos ícones azuis que podem ser pegos no cenário (há também verdes para a vida e outros que causam um aumento em suas estatísticas temporariamente como ataque e defesa), automaticamente se você esperar e desviando no momento certo com L1 (que também é um simples dash). Esse “momento certo” seria o sétimo sentido, que também é ativado com L2 e que gastará a barra de especial, fazendo com que fique tudo em “câmera lenta”.

Assim como o O, R1 também é outro ataque especial do personagem. R1 + O ativa o terceiro tipo de ataque especial. Como mencionado, todos esses golpes gastam barra. Existe ainda uma outra barra que enche com o tempo no canto superior esquerdo e que pode tornar o seu ataque especial devastador. Para ativar isso, basta apertar R2 quando o ataque especial estiver acertando o adversário.

A versão brasileira do game possui voz em japonês e legendas em português do Brasil. Não existe outro tipo de configuração (não é possível colocar em inglês, por exemplo, nenhuma das duas opções). Mas essa escolha deve agradar qualquer tipo de fã; a única maneira de ser melhor ainda seria uma dublagem em português da época da Manchete, mas é óbvio que algo assim seria impossível.

Além da campanha, CdZ: BdS possui um modo missão com situações semelhantes à da campanha. Aqui há duas coisas novas, porém: possibilidade de enviar sua pontuação para um ranking online e jogar com um amigo (offine; localmente). O modo cooperativo é bastante interessante e a tela não é dividida – além de existir a possibilidade de configurar se os dois podem, ou não, se acertarem. Uma terceira novidade é que, conforme se joga na campanha, personagens são habilitados para este modo. Portanto, você pode jogar com os cavaleiros de ouro neste modo, por exemplo.

Falando em destraváveis, CdZ: BdS possui muitos e que são abertos de diferentes formas. Os destraváveis incluem ilustrações dos brinquedos da série e a visualização dos modelos em 3D dos personagens.

Os gráficos do jogo são poucos detalhados e bastante “crus”. O modelo dos personagens é algo que foi adotado para ser fiel ao anime e é compreensível, mas os cenários são idênticos o tempo todo e os detalhes são muito escassos.

Cavaleiros do Zodíaco: Batalha do Santuário é um jogo voltado para os fãs. É repetitivo, mas isso não será um empecilho a eles. Além disso, a história é bastante “direta”, sem fornecer muitos detalhes dos personagens – só é explicada a jornada e que eles precisam salvar Saori. É como se uma pessoa começasse a assistir ao anime na saga dos cavaleiros de ouro. Há algumas coisas que facilitam o entendimento para quem não é fã, mas a pessoa poderá se perder.

Portanto, dado esse fato, o jogo é altamente recomendado para os fãs. Se você nunca gostou de “Cavaleiros do Zodíaco”, não espere que este seja um Batman: Arkham City da vida – um jogo que é bom independente de você ser fã ou não (do Batman, no caso). Passe longe, pois você acabará se irritando com a repetitividade.



— Resumo —


+
Fãs adorarão


+
Mecânica simples de gameplay


+
Destraváveis


+
Todos os textos em português do Brasil





Gráficos simples





Repetitivo demais

70%