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Reverie e Resurrection (Castlevania: Lords of Shadow)

Análise

NOME: Não disponivel
FABRICANTE: Não disponivel
PLATAFORMA: ps3
GENERO: Não disponivel
DISTRIBUIDORA: Não disponivel


LANÇAMENTOS
Não disponivel Não disponivel Não disponivel


INFORMAÇÕES ADICIONAIS E SUPORTE
Não disponivel


Castlevania: Lords of Shadow é um jogo sensacional, do qual eu gostei muito. Depois de gastar dezenas de horas platinando-o, ele foi devidamente guardado com os meus outros jogos já completados. Agora, meses depois, finalmente ele voltou a ver a luz do dia com o lançamento de dois conteúdos adicionais (DLCs) para o jogo: Reverie e Resurrection. Apesar de alguns problemas, ambos os DLCs são bons e todo fã do jogo principal deve obrigatoriamente jogá-los.

Aviso: o review contém explicações sucintas da história. Caso não queira nenhum tipo de spoiler sobre o jogo ou sobre os DLCs, tome cuidado.

Reverie se passa imediatamente após o fim do jogo (depois da batalha final e antes do epílogo). Nele, você volta a encontrar a vampira Laura e deve ajudá-la a cuidar de um pequeno problema causado pelo fim dos Lords of Shadow: a criatura mais poderosa de todas, o deus da escuridão chamado The Forgotten One, que havia sido aprisionado pelos Lords of Shadow, conseguiu escapar de sua prisão no sub-mundo e está rumando para o mundo dos homens. Você se junta a Laura por 3 fases, sendo que pode controlá-la em partes delas, para tentar alcançar o portal que leva ao submundo.

 

Resurrection dá continuidade à expansão anterior e coloca você em uma luta direta com o Forgotten One. Apesar desse DLC ter sido anunciado como maior e mais completo do que Reverie, ele contém apenas 2 fases e se resume basicamente a enfrentar o chefe. A sua duração maior pode ser explicada pela dificuldade da luta: Forgotten One é sem dúvida alguma o chefe mais difícil do jogo e você deverá suar para conseguir vencê-lo na dificuldade Warrior (Normal), quem dirá então no Knight (Hard) ou no Paladin (Very Hard).

Ambos os DLCs, para mim, valem muito a pena. Os gráficos continuam belíssimos, o modelo do Forgotten One é excelente em todos os seus detalhes e tanto as cut-scenes com gráficos de jogo quanto aquelas desenhadas são muito bem feitas. A história realmente recebe uma continuação digna. O jogo principal terminava de forma sensacional, e ainda por cima o epílogo dele era simplesmente épico e surpreendia muito. Era um jogo fechado por si só e que deixava espaço para a imaginação sobre o que acontecia entre as cenas do final, e os DLCs explicam tudo de forma muito boa. Agora há realmente um "fechamento" para a história desse jogo, e uma continuação pode ser desenvolvida sem receios.

 

Ambos os novos capítulos oferecem algumas boas horas a mais de jogo. Eu diria que gastei entre 2 e 3 horas só para terminar as fases, e esses números podem ser dobrados caso você queira completar todos os Trials e terminar tudo na dificuldade Paladin. A duração deles é excelente e os puzzles são todos divertidos, sendo que não há nada "sobrando" apenas para aumentar o tempo de jogo. As partes em que você controla Laura são divertidas, apesar de muito fáceis: a defesa dela a transforma em uma névoa invencível, então não há realmente dificuldade alguma em passar destas partes.

O grande problema desses DLCs não é, portanto, o conteúdo ou a duração dele, mas sim o seu preço. Cada um dos DLCs custa 10 dólares, o que é um preço muito abusivo pelo que eles oferecem. Há jogos completos excelentes na PSN que custam menos que isso, então deve ser difícil para alguns ter a coragem de gastar 20 dólares apenas por conteúdo adicional. Contudo, reforço o que disse no primeiro parágrafo: quem é fã do jogo original vai se deliciar aqui e com certeza deve pegar ambos os DLCs. O que eu sugeriria para aqueles receosos é: espere o preço dos DLCs cair (o que pode nunca acontecer, apesar de ser provável) ou compre-os em uma conta compartilhada. Caso consiga 5 pessoas vocês gastarão 4 dólares cada por ambos os capítulos adicionais, fazendo deles uma barganha.

Outros problemas do jogo original ainda são mantidos aqui e devem ser mencionados. Os diálogos e a narração do começo de cada fase continuam muito exagerados, com falas que parecem forçadas demais. Alguns checkpoints foram muito mal posicionados e fazem com que você morra muito frequentemente e tenha que repetir certas ações até que o jogo aceite que você não infringiu suas regras. Tive um desses problemas no Resurrection, enquanto escalava uma parede juntamente com o Forgotten One. O checkpoint me dava pouco mais de 1 (um) segundo para escapar da morte instantânea, e devo ter morrido uma dúzia de vezes até conseguir fazer o que precisava.

 

Outro aspecto que me irrita bastante é o fato de você não recuperar pontos de vida ou de magia entre as fases. Ou seja, independentemente de qual fase você jogou por último, você sempre começará a próxima fase que jogar com a vida e as magias que possuía ao final da anterior. Você deve ir atrás de alguma fase onde haja pontos de recuperação de ambas caso queira chegar mais bem preparado aos capítulos finais. Contudo, jogando na dificuldade Paladin você levará muito dano e deverá usar muito as magias, então cada fase do DLC que você termina praticamente exige que você procure alguma outra para que possa se recuperar. Isso se torna muito chato, principalmente lembrando que não basta você recuperar-se nessa fase, você deve terminá-la para que seus status continuem no máximo quando for começar a próxima.

Falando em dificuldade, fica aqui um aviso: as lutas com o Forgotten One são realmente muito, muito difíceis e isso pode facilmente frustrar alguns. Você o enfrenta algumas vezes nas duas fases do DLC Resurrection, e em cada vez ele possui diversos estágios intercalados por quick-time events. A primeira luta é difícil, mas longe de ser frustrante. Você consegue acertar o chefe de forma razoavelmente fácil, consegue emendar alguns combos nele e ele não abusa tanto da sua paciência.

Contudo, a segunda luta com ele é muito mais brutal, especialmente no seu último estágio, no qual o chefe fica simplesmente com o dobro da velocidade que tinha até então. Nessa segunda luta você deve acertar o chefe sempre em pontos muito altos, exigindo que você pule e acerte 1 ou 2 golpes no ar antes que ele te acerte de volta. Como ele possui muitos ataques diferentes, sendo vários deles ataques de área para quando você está perto dele e que te acertam independente de você estar no chão ou no ar, você terá que ter muito cuidado para vencê-lo. Eu consegui chegar até o último estágio dessa segunda luta na dificuldade Knight (Hard), mas já estava sem magias e com pouca vida, e o chefe ainda ficou duas vezes mais violento. Depois de dezenas de frustrações, eu fiz algo que me entristeceu e que normalmente eu jamais faria: reduzi a dificuldade para vencê-lo.

 

Reverie e Resurrection são, no final das contas, duas ótimas expansões que foram lançadas com um preço alto demais e com pouquíssima divulgação. Não duvido que mesmo aqueles que gostaram do jogo principal não ficaram sabendo que saíram expansões, ou não souberam de quando isso foi feito. Os fãs com certeza irão apreciar estes conteúdos extras, e aqueles que gostam de desafio definitivamente irão se deliciar com a última luta contra o Forgotten One. Boa sorte para todos vocês.

— Resumo —

+ Boa duração
+ Continuação da história do jogo
+ Ligação entre o final e o epílogo
+ Gráficos ainda impressionantes

Preço abusivo
Recuperação de vida e magias é trabalhosa
Dificuldade pode frustrar alguns

80%