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Captain Scarlett and Her Pirate’s Booty (Borderlands 2)

Análise

NOME: Não disponivel
FABRICANTE: Não disponivel
PLATAFORMA: ps3
GENERO: Não disponivel
DISTRIBUIDORA: Não disponivel


LANÇAMENTOS
Não disponivel Não disponivel Não disponivel


INFORMAÇÕES ADICIONAIS E SUPORTE
Não disponivel


O primeiro DLC de Borderlands 2, Captain Scarlett and Her Pirate's Booty, é em muitos aspectos o tipo ideal de conteúdo adicional: ele acrescenta muitas novidades, expande o jogo sem depender fortemente dele e por um preço acessível adiciona algumas dezenas de horas a um jogo que já é excelente e enorme por si só. Se você gostou de Borderlands 2, não tenha dúvidas: compre esse DLC agora mesmo.

 


Pirate’s Booty se passa em uma região desértica de Pandora que anteriormente abrigava um enorme oceano. A área inicial do DLC, a cidade de Oasis, é acessível apenas através das Fast Travel Stations. O DLC conta com 7 novas (e enormes) áreas para explorar. Todas as áreas são interessantes, indo de desertos a cavernas coloridas, e todas são cheias de locais para explorar e baús com loot para encontrar. Todo o DLC é permeado pela temática pirata, dos cenários aos inimigos.

Alguns ótimos personagens novos são introduzidos no DLC. Captain Scarlett, a capitã pirata que dá nome ao DLC, é sensacional, muito engraçada, sarcástica e desde a primeira vez que você a vê e ela pede sua ajuda, ela diz que vai te trair no final; Shade, um homem muito suspeito, que conversa com os mortos (e através deles), que fala engraçado e que só quer ser seu amigo (ou mais que isso…); dentre vários outros personagens menores. O humor de Borderlands está em seu ápice aqui, e você deverá dar boas risadas em diversos momentos.

 


O melhor DLC do Borderlands original era, sem dúvida, o do General Knoxx, mas mesmo ele tinha uma falha horrível: em todo o DLC só havia uma Fast Travel Station, e para ir de uma ponta a outra do mapa você era obrigado a ir de carro, perdendo vários minutos nesse processo. Era muito entediante e cansativo. Felizmente, aqui cada área possui a sua própria Station, facilitando muito a vida na hora de completar todas as missões. Mas nem tudo são flores: em alguns momentos eu não conseguia viajar até algumas Stations, mesmo já as tendo descoberto. Se eu saísse do jogo e entrasse novamente, elas estavam normais. Vi outras pessoas reclamando disso, então não foi um problema isolado.

Falando em missões, esse DLC está repleto delas. São 9 missões principais e 22 missões opcionais, que rendem facilmente em torno de 15 a 20 horas de jogo para completar a maioria delas. Digo a maioria porque há dois novos raid bosses, que são inimigos/chefes extremamente difíceis e que praticamente exigem que você jogue com mais pessoas, e você vai sofrer para vencê-los. São eles: Hyperius the Invincible e Master Gee the Invincible. Perto deles, o Crawmerax do primeiro Borderlands ou mesmo o Terramorphous do segundo são fichinha.

 


O DLC também apresenta diversos novos inimigos e variações pirata de inimigos comuns do jogo normal. Eu joguei o DLC todo no True Vault Hunter Mode e posso dizer que os inimigos são bem difíceis e exigem que você tenha sempre uma boa estratégia para os confrontos. Eu comecei o DLC estando no level 46, e a maioria dos inimigos estava entre o 46 e o 48, então não saia correndo atirando como um louco: você vai morrer e muito.

Para navegar pelos mapas do DLC um novo veículo foi disponibilizado: um hovercraft que é uma homenagem a Star Wars. Ele é de longe o veículo mais legal do jogo, mas infelizmente só pode ser usado no DLC. Teria sido legal se ele pudesse ser usado em qualquer área do jogo normal onde você pode dirigir, mas infelizmente não é o caso.

 


Assim como o primeiro DLC do primeiro Borderlands, esse não trouxe um aumento do level máximo que se pode atingir: você continua limitado ao level 50. Como há muitos inimigos difíceis e muitas missões no DLC, atingir o level 50 aqui é relativamente fácil, dependendo do seu level no começo dele, e assim que você atinge o level 50 acaba grande parte do estímulo de completar missões e enfrentar inimigos. Podiam ter aumentado em pelo menos 5 níveis o limite, para dar mais longevidade ao jogo.

Claro, procurar os melhores itens continua sendo um estímulo grande, e esse DLC traz muitos itens excelentes, tanto deixados por inimigos quanto entregues nos finais das missões. A última missão principal do DLC permite que você abra diversos baús repletos de loot excelente que está no seu nível, e as minhas melhores armas até agora vieram todas de lá. Vencer os raid bosses também rende uma nova moeda, chamada Seraph Crystals, que permite que você adquira novas armas especiais.

 


Resumindo: o DLC é excelente, bastante longo, tem novos chefes difíceis de vencer e oferece muito loot bom para ganhar. A história do DLC também é legal, mas eu não fiquei satisfeito com o final dele. Sem querer dar spoilers, algumas coisas acontecem e ficam sem explicação, e o DLC acaba meio que “do nada”, abrindo espaço para que as coisas sejam explicadas posteriormente em novos DLCs ou mesmo no eventual Borderlands 3. Mas nem isso tira o brilho desse DLC, que é uma expansão à altura de Borderlands 2, até superando-o em alguns momentos.

90%