AnálisesPS3

Anarchy Reigns

Análise

NOME: Anarchy Reigns
FABRICANTE: Platinum Games
PLATAFORMA: ps3
GENERO: Ação
DISTRIBUIDORA: SEGA


LANÇAMENTOS
11/01/2013 11/01/2013 05/07/2012


INFORMAÇÕES ADICIONAIS E SUPORTE
Nº de Jogadores: 1 (2-16 Online)

Definição: 720p

Downloadable Content (DLC)

Headset

Troféus


(nossa primeira tentativa de um vídeo review)

Anarchy Reigns é um jogo da Platinum Games e publicado pela SEGA. A Platinum possui um currículo invejável, incluindo Bayonetta, Vanquish e Metal Gear Rising: Revengeance. Mas e quanto a Anarchy Reigns? A desenvolvedora tropeçou com esse título?

Anarchy Reigns possui dois enfoques claros: o single e o multiplayer. Essa frase soa meio óbvia, mas entenda que 50% da diversão está no single e outros 50% no multi. Se você não curtir um dos dois, estará perdendo metade do que o jogo oferece – o que é muita coisa.

No modo single-player, temos a campanha. Pense em Anarchy Reigns como um Streets of Rage da nossa geração. É um clássico "beat em up" com inúmeros inimigos genéricos e chefes. Você escolhe, logo no início, se deseja jogar no lado "Black" ou "White". A principal mudança de cada lado são os personagens controláveis (Jack, de MadWorld, no lado "Black" e Leo no "White"), além de obviamente a história seguir percursos diferentes.

A campanha consiste da seguinte maneira: em um hub world você deve destruir vários oponentes genéricos. Depois de alcançar uma pontuação mínima necessária, uma missão ("Free" ou "Main") surgirá. Participe dela e ganhe mais pontos (no caso da "Free") ou avance na história ("Main"). As missões são relativamente variadas, mas normalmente as "Free" consistem em matar um certo número de oponentes genéricos em um limite de tempo, enquanto que a "Main" é um chefe "personagem" (que inclusive pode ser desbloqueado no multiplayer) ou "chefe" mesmo, como um Kraken (!), por exemplo.

O jogo inteiro segue essa fórmula. Para não ficar muito repetitivo, existem diferentes maneiras de se atacar. O nosso vídeo mais acima mostra melhor, mas quadrado e triângulo são os ataques fracos/rápidos e fortes/lentos, respectivamente, enquanto que "X" pula e "O" agarra (existem combos variados mudando a combinação de quadrado/triângulo, mas não são muitas quando se compara a outros jogos de ação). L2 ativa a possibilidade de usar o golpe especial do personagem que está controlando – no caso de Jack, por exemplo, é sua motosserra. Isso gasta uma barra que é preenchida dando golpes "normais". R2 é uma defesa (que pode ser quebrada se você ficar muito tempo levando golpes) e "X", enquanto defende, permite que você desvie. Você pode usar itens (como armas ou escudos) selecionando no D-Pad e também pegar objetos espalhados pelo cenário com "O" e usá-los de forma variada (arremesse com R2 ou bata com quadrado, por exemplo). O controle é idêntico tanto no single quanto no multiplayer.

Outro ponto forte é a sua trilha sonora – muitas vezes você vai parar de jogar só para ouvi-la melhor. Mas um detalhe besta e que incomodará os mais "puristas" é a sincronia labial dos personagens. Nas cutscenes, isso está perfeito. Porém, há muitas cenas que ficam apenas dois personagens falando entre si. Quando isso acontece, a sincronia labial está para a versão japonesa – o que faz com que você escute uma conversa e veja a boca do personagem se mexendo de forma completamente diferente, até mesmo quando o som já sumiu.

O single-player é muito simples e, com o tempo se torna repetitivo. A história também não ajuda, ela não gera interesse da maneira que é contada.

Mas como dito, o single é apenas metade do que o game oferece. O multiplayer é o que fará muitas pessoas se prenderem ao título. Existem diversos modos, desde os conhecidos "Deathmatch/Team Deathmatch" até inovadores como "Death Ball". A jogabilidade, como dito, é a mesma do single, portanto ao invés de enfrentar "inimigos genéricos", você enfrentará outros personagens controlados por jogadores.

O modo "Death Ball" mencionado anteriormente é, de longe, o mais divertido deles. Em um jogo de dois times com quatro integrantes cada, você deve fazer "gol" com uma bola e correndo pelo campo como se fosse uma partida de futebol americano.

O maior problema do online de Anarchy Reigns é que, por ter tanto modos diferentes e categorias (Ranked, Player e Private), demora muito para achar jogadores e ainda mais no modo específico que você gostaria de aproveitar. Se o modo não importar, o seu tempo de espera será baixo atualmente, mas caso contrário espere sentado. Infelizmente o jogo não é popular o suficiente e com todas essas separações as coisas só pioraram – portanto, uma coisa que na teoria é ideal, se tornou ruim na prática.

Anarchy Reigns é divertido e simples. É direto: dê porrada em tudo que se mexer, seja no online ou offline. Destrave os diversos personagens e experimente cada um deles. No entanto, a campanha é repetitiva e pode ser frustrante para alguns (em nosso vídeo mais acima você confere um exemplo de uma missão no capítulo 3 do jogo na dificuldade "Normal" – nós não completamos ela por falta de tempo, além de termos focado mais em mostrar o jogo na ocasião, mas dá para ter uma noção de que "não é simples"). O online por sua vez é divertido e variado, inclusive não há muito lag mesmo para as piores conexões. Mas como qualquer jogo não popular, e devido às suas inúmeras sub-divisões, o online se tornará deserto em questão de tempo.

— Resumo —

+ Multiplayer
+ Trilha sonora
+ Personagens
+ Jogabilidade

Campanha repetitiva
Multiplayer com sub-divisões em excesso, tornando-o deserto
História

 

Jogo analisado com cópia cedida pela NeoPlay.

70%