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Análise – Trine 4: The Nightmare Prince

Análise

NOME: Trine 4: The Nightmare Prince
FABRICANTE: Frozenbyte
PLATAFORMA: ps4
GENERO: Plataforma / Puzzle
DISTRIBUIDORA: Modus Games


LANÇAMENTOS
08/10/2019 08/10/2019 Não disponivel


INFORMAÇÕES ADICIONAIS E SUPORTE
Resolução Máxima: 1080p
Nº de Jogadores: 1-4 (online e offline)
Troféus (inclusive Platina)
DLC
Espaço necessário: 6,21 GB
Disponível Exclusivamente na PlayStation Store
Legendas em PT-BR: Sim
Dublagem em PT-BR: Não


Trine é uma série interessante. As primeiras duas versões oferecem um jogo simples de plataforma, mas com puzzles baseados em física muito divertidos. O terceiro título acabou tentando inovar e trouxe um gameplay 3D. Apesar de não ser ruim, acabou não agradando o público geral. Com isso, Trine 4: The Nightmare Prince é um retorno às origens.

Os três heróis estão de volta: Amadeus, o Feiticeiro, Pontius, o Cavaleiro e Zoya, a Ladra. Eles se juntam novamente numa missão para resgatar o conturbado jovem Príncipe Selius que sofre de intensos sonhos sombrios e, por causa de seus talentos mágicos, pesadelos monstruosos são capazes de escapar para a realidade e causar estragos no mundo real. Amadeus, Pontius e Zoya devem encontrar o príncipe aflito e resolver a situação desesperadora antes que o mundo seja engolido pelas sombras do Príncipe dos Pesadelos.

O enredo é bem simples e há algumas cutscenes que desenvolvem a trama, mas para aqueles que só querem saber do gameplay é possível ignorá-la completamente.

Trine 4

Trine 4: The Nightmare Prince é composto de 18 fases, sendo que todas são completamente únicas e oferecem seus próprios puzzles. Se você já é um veterano da série, fique sabendo que temos o mesmo gameplay característico aqui presente. Caso não seja, é preciso explicar em detalhes.

A ideia de Trine é que podemos controlar os três personagens de forma alternada, pois cada um possui habilidades distintas. O cavaleiro Pontius, por exemplo, é forte e pesado, podendo ser usado para destruir partes do cenário ou eliminar facilmente os inimigos. Já a ladra Zoya é ágil e utiliza sua corda para balançar, alcançar pontos altos ou até mesmo como ponte, enquanto que seu arco funciona como um projétil. Por fim, o feiticeiro Amadeus pode criar cubos e outros tipos de plataformas para que locais se tornem acessíveis, por exemplo.

Ao longo da jornada, cada personagem recebe mais habilidades. Zoya ganha flechas de fogo e gelo, por exemplo, assim como uma corda mágica que simplesmente faz levitar objetos. E isso são apenas alguns exemplos. No final são tantas habilidades que o jogador acaba até se confundindo com as opções que possui para solucionar os puzzles.

Trine 4

É aí, no entanto, que reside a magia de Trine. Os puzzles são baseados em física, então há pelo menos um jeito de completá-los. Mas muitas vezes (principalmente no multiplayer) você pensará “acho que não era bem assim que o puzzle deveria ter sido feito, mas já que conseguimos, vamos continuar”.

Infelizmente, essa magia não é perfeita. Trine 4 possui alguns bugs, como plataformas que simplesmente desaparecem. Apesar disso, o progresso da fase não é impossibilitado – basta um esforço a mais de nossa parte.

Outro problema de Trine 4 é o combate. Vira e mexe aparecerão inimigos na tela que são facilmente destruídos por Pontius, mesmo na dificuldade Normal. Portanto, o combate acaba sendo algo “desengonçado” e sem graça. Se Trine 4 fosse composto apenas dos puzzles (sem essas partes de combate) seria algo ideal.

Trine 4

Da mesma forma que seus antecessores, Trine 4 possui diversos colecionáveis que são as chamadas experiências. Elas oferecem melhorias aos personagens, sendo que as habilidades em si são destravadas conforme você progride no jogo, independente desses itens. Além das experiências, temos baús com colecionáveis e também cartas a serem descobertas. Tudo isso deve ser pego caso tenha em mente platinar o título.

Trine 4 é um bom game se jogá-lo sozinho, mas com mais amigos é sensacional. Você pode jogar da maneira clássica, forçando que cada jogador seja um personagem, mas a verdadeira diversão está no modo ilimitado, onde é possível jogar em até 4 pessoas e cada um com os três heróis. O jogo permite mesclar duas pessoas em um mesmo console e uma terceira online, por exemplo, sem maiores problemas.

Os puzzles se adaptam conforme o número de jogadores, pois se tivermos vários Amadeus (feiticeiro) na tela significa que há mais blocos para facilitar a vida de todo mundo. Mas acredite: jogar o multiplayer de Trine 4 fará você rir muitas vezes, definitivamente. Haverá muitos momentos que um erro seu ocasionou a morte de todos os seus colegas e isso causará um clima de risadas, ao invés de ficarem zangados.

Trine 4

Infelizmente, o modo online tem seus problemas. Em nossos testes, erros de conexão aconteceram e o “host” é simplesmente jogado para o menu principal quando isso ocorre. Ou seja, o visitante não só deixa de jogar, como o próprio host é jogado para fora da aventura também – algo meio bizarro. Por sorte, basta continuar o save e você estará no último checkpoint. Caso queira jogar online de novo, é preciso reiniciar o game.

Deixando de lado esses problemas de conexão (isso, obviamente, apenas para o online, pois cooperativo offline também existe) e o combate, Trine 4 é um título extremamente divertido. Como dito anteriormente, os puzzles possuem inúmeras soluções, principalmente no multiplayer, então é sempre divertido imaginar uma forma de avançar e descobrir que deu certo. E novamente, jogar sozinho é bom, mas recomendamos fortemente que aproveite o multiplayer. É nele que está o coração da série e também uma das experiências mais únicas já vistas em um jogo de plataforma.

Trine 4

Veredito

Trine 4 é uma volta às origens. Contém uma campanha sólida, divertida e repleta de puzzles. O multiplayer com quatro jogadores é ótimo. A parte negativa surge no combate ruim e em alguns bugs que podem ocorrer, principalmente no online.

Jogo analisado no PS4 Pro com código fornecido pela Modus Games.

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