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Análise – Spirit Hunter: NG

Análise

NOME: Spirit Hunter: NG
FABRICANTE: Experience
PLATAFORMA: ps4
GENERO: Visual Novel
DISTRIBUIDORA: Aksys Games


LANÇAMENTOS
10/10/2019 10/10/2019 13/09/2018


INFORMAÇÕES ADICIONAIS E SUPORTE
Resolução Máxima: 1080p
Nº de Jogadores: 1
Troféus (inclusive Platina)
Espaço necessário: 2.71 GB
Legendas em PT-BR: Não
Dublagem em PT-BR: Não


Após o lançamento bem-sucedido de Spirit Hunter: Death Mark, a Experience retorna à fórmula de terror e suspense um ano depois com Spirit Hunter: NG, lançado pra PlayStation 4 e PlayStation Vita, bem a tempo do Halloween.

Spirit Hunter: NG, assim como Spirit Hunter: Death Mark, é uma visual novel com uma parte de jogabilidade de exploração. Agora, você está acompanhando a história de Akira Kijima, um jovem delinquente que, após perder a sua mãe há alguns anos, passa a ajudar sua tia, muito ocupada administrando um bar, a cuidar de sua pequena prima, Ami Kijima.

Numa dessas noites em que Akira leva sua prima para casa enquanto sua tia trabalha, recebe um cartão postal preto de Kakuya, uma entidade misteriosa, com um enigma o chamando para jogar um jogo. Muito ocupado com sua prima, que está de luto por ter perdido sua amiga num acidente de carro, ignora o cartão postal e ajuda a garota a comprar flores para prestar seus sentimentos.

Chegando na passagem abaixo da ponte onde a amiga de Ami faleceu, tudo começa a dar errado. Akira e Ami se envolvem num episódio com o espírito da amiga de Ami, quase morrem da mesma forma que a garota e logo depois, após não encontrar sua prima na volta de seu apartamento, Akira encontra Kakuya, que o convida para jogar um jogo, valendo não apenas sua vida, como devolver Ami, que foi raptada como refém.

O jogo proposto por Kakuya envolve Akira resolvendo os mistérios por trás do aparecimento de vários outros espíritos pela cidade, encontros esses que deverá encarar com a ajuda de outras pessoas e que poderão se provar letais caso não sejam escolhidas as decisões corretas para cada situação.

Dessa vez, o elenco de apoio não entra e sai da história sem motivações fortes ou muitas explicações, os personagens têm fortes laços com Akira, como Kaoru Hazuki, grande amiga de Ami e de sua amiga que faleceu, ou mesmo têm grande interesse no jogo de Kakuya, como Reina Ooe, policial que investiga o caso do desaparecimento de Ami e não sai da cola de Akira.

As escolhas feitas por Akira não apenas podem comprometer a sua vida, como também podem afetar diretamente a sobrevivência das pessoas ao seu redor. Derrotar um espírito à força nem sempre pode ser a melhor escolha e o preço a ser pago pode ser com a vida de outra pessoa.

Apesar do elenco não ser mais tão variado e ter laços mais fortes com o protagonista, faz falta a reação de pessoas completamente novas e diferentes em situações letais. Depois de encarar situações perigosas algumas vezes, o elenco de apoio não traz uma perspectiva muito nova para os perigos que o jogo vai apresentando.

A exploração continua igual como Spirit Hunter: Death Mark, em primeira pessoa, fazendo com que o jogador interaja com objetos e personagens no cenário, para desvendar os mistérios e avançar na história. Nesse ponto, tirando a questão dos talismãs, que recuperavam a energia espiritual do protagonista, não teve muita mudança, a desenvolvedora conseguiu manter o que estava dando certo no primeiro jogo.

A arte do jogo é um ponto meio controverso. Particularmente, houve uma queda de qualidade do primeiro para o segundo jogo. O design de cada personagem, em sua maioria, é bem genérico, assim como não temos mais tantos desenhos completamente asquerosos ou assustadores, pelo menos não no mesmo nível que o jogo anterior. A trilha sonora, por outro lado, manteve a mesma qualidade, enquanto o jogo continua sem qualquer dublagem.

As melhorias introduzidas pelo segundo jogo, principalmente nos pequenos detalhes, como a introdução de retratos dos personagens ao lado da caixa de texto, uma grande reclamação que tive com o primeiro jogo, acabam por empatar com alguns pontos em que a sequência deixou a desejar, como a arte não estar no mesmo nível e a trama revelar a sua mão muito cedo.

Ao fazer o balanço de Spirit Hunter: NG, a Experience acaba entregando um jogo tão bom como seu antecessor. Transformando o jogo na série Spirit Hunter foi uma boa jogada, porque ainda que os jogos não surpreendam e melhorem muito de qualidade um atrás do outro, eles atendem um nicho que não estava sendo explorado por um bom tempo.

Veredito

Spirit Hunter: NG, dando um passo para frente e outro para trás, acaba por entregar um jogo tão divertido e interessante como seu antecessor.

Jogo analisado com código fornecido pela Aksys Games.

90%