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Análise – Labyrinth Life

Análise

NOME: Labyrinth Life
FABRICANTE: Matrix
PLATAFORMA: ps4
GENERO: Aventura
DISTRIBUIDORA: D3 Publisher


LANÇAMENTOS
01/08/2019 01/08/2019 01/08/2019


INFORMAÇÕES ADICIONAIS E SUPORTE
Resolução Máxima: 1080p
Nº de Jogadores: 1
Troféus (inclusive Platina)
Espaço necessário: 3.3 GB
Legendas em PT-BR: Não
Dublagem em PT-BR: Não


Omega Labyrinth é uma série de jogos criada pela D3 Publisher, começando com seu primeiro jogo para o PlayStation Vita. Uma série bem controversa, seu foco, como de vários jogos à época no Japão, era o “fanservice”, ou seja, conteúdo sugestivo a fim de atrair uma certa parcela fiel do mercado. Após uma tentativa fracassada da PQube de trazer Omega Labyrinth Z para o Ocidente, o novo jogo da série chega com duas versões, sendo a versão de PlayStation 4 chamada Labyrinth Life.

Após interferências diretas da Sony com jogos que possuem esse tipo de conteúdo sugestivo, Labyrinth Life, a versão de PlayStation 4, foi lançada sem o seu potencial completo, por assim dizer. Mesmo assim, espere bastante cenas e imagens sugestivas, diálogos curiosos e uma premissa bem debochada.

O jogo acompanha a história das alunas da academia Belles Fleurs, uma escola com um famoso, misterioso e eterno jardim pelo qual seus alunos prezam e cuidam com muito zelo. Com a chegada de Hinata à escola, o jardim inteiro murcha e morre, cabendo à nova aluna e suas colegas explorar calabouços e descobrir alguma maneira de reviver o jardim à sua glória.

A premissa é rasa como parece, não passa de um pano de fundo para se apoiar o “fanservice” e a jogabilidade. Partindo desses dois pontos, o “fanservice”, ainda que menor em comparação à versão “completa” ou aos jogos anteriores, continua sendo bem chamativo e parte integral do jogo. Uma das mecânicas do jogo, por exemplo, que é subir de nível e ficar mais forte nos calabouços, é medida pelo aumento dos seios das personagens após derrotar inimigos e capturar sua força.

A jogabilidade, por outro lado, fica limitada à exploração dos calabouços e andar por um mapa pequeno que representa o pátio do colégio. Nos calabouços, você explora avançando um passo por vez e encontrando inimigos, no mesmo gênero que jogos como Shiren e outros jogos da franquia Mystery Dungeon. O gênero é um gosto adquirido, você pode amar o fato de explorar área por área, controlar a fome dos personagens e correr o risco de perder todos seus itens quando morrer, ou odiar e nunca mais encostar no jogo.

Os calabouços, como é de costume com o gênero, possui várias surpresas que podem acabar com você em poucos passos, mas em comparação, Labyrinth Life é bem leniente. Os inimigos não são tão mais fortes, o equipamento que você encontra no caminho costuma ser mais do que suficiente para avançar e os mecanismos de upgrade, seja de habilidades ou equipamentos, ajudam muito em deixar o jogo ainda mais fácil.

É na facilidade de Labyrinth Life que mora o grande problema: este é um gênero conhecido e respeitado por ser desafiador, e pelo jogo ser mais fácil, perde-se uma grande parte dos possíveis interessados. Da mesma forma, apesar de possuir “fanservice” que é apreciado por uma parcela do público, existe outra versão mais “completa” por assim dizer, oferecendo mais que a versão de PlayStation 4.

Por isso, além do fato de se apoiar na invenção da roda e não tentar inovar de nenhuma forma, é que Labyrinth Life acaba sendo um jogo sem público. Existem jogos do gênero muito mais interessantes e desafiadores, como também existem jogos, inclusive essa versão mais “completa”, que tem mais “fanservice” para quem possa interessar, tornando o jogo uma difícil recomendação.

Veredito

Labyrinth Life é um jogo pela metade: sua jogabilidade é sacrificada para que seu “fanservice” alcance um público específico, porém seu próprio “fanservice” foi comprometido por circunstâncias que fugiam do alcance da publisher.

Jogo analisado com código fornecido pela D3 Publisher.

50%