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Análise – Destiny 2: Forsaken

Destiny 2 precisava exatamente do que a expansão renegados oferece, sejam as novidades ou os reparos primordiais que acompanham o pacote.

Análise

NOME: Forsaken (Destiny 2)
FABRICANTE: Bungie
PLATAFORMA: ps4
GENERO: Tiro em primeira pessoa / MMO
DISTRIBUIDORA: Activision


LANÇAMENTOS
04/09/2018 04/09/2018 04/09/2018


INFORMAÇÕES ADICIONAIS E SUPORTE
Resolução Máxima: 1080p (PS4) / 2160p Checkboard (PS4 Pro)
Nº de Jogadores: 1-6 online
Troféus
Espaço necessário: 46 GB
Legendas em PT-BR: Sim
Dublagem em PT-BR: Sim


Uma expansão, como o próprio nome sugere, é aquilo que incrementa e expande algo já existente, que adiciona novidades, melhorias e abrange além do usual. A nova expansão de Destiny 2 deveria ser isso, mas acaba tendo outra perspectiva e uma que o jogo precisava, um reparo gigante para inúmeros erros carregados desde o seu lançamento.

Destiny 2: Renegados é uma expansão bem maior que as duas anteriores, Maldição de Osíris e A Mente Bélica. A história de Renegados gira em torno da já amplamente anunciada morte de Cayde-6, que acontece durante a fuga de Uldren Sov e de outros inimigos poderosos da Prisão dos Anciões. Cayde-6 e seu guardião, junto com Petra Venj, tentam conter a fuga e recapturar os fugitivos, mas o fim disso já foi anunciado em qualquer campanha de marketing usada pela Activison e, por mais que ainda seja impactante, perde um pouco do impacto, caso fosse um segredo melhor guardado.

Utilizando fortemente o tema de vingança, a campanha é focada em buscar e derrotar os 8 barões fugitivos da prisão, para assim, conseguir chegar em Uldren e finalmente dar um fim ao assassino de Cayde-6. A história é mais bem elaborada do que as expansões anteriores e volta a trazer a boa narrativa usada na campanha do jogo base, mas fica a impressão de que a estrutura se parece bastante com qualquer aventura de Mega Man.

Assim como nos jogos do herói da Capcom, em Renegados o jogador enfrenta uma missão inicial, caça os demais chefes para, enfim, enfrentar o desafio final e a conclusão da história. Apesar da semelhança, é algo que funcionou bem em Destiny 2 e para o sistema recorrente do jogo, podendo ter a oportunidade de enfrentar a maioria desses vilões novamente.

Não há nada de novo na campanha que já não era esperado ou tenha sido visto anteriormente na franquia, mas num contexto geral, a história é concisa e agradável, rendendo umas boas 5 a 6 horas de missões. Além da história principal, temos como novidades várias outras atividades a se realizar. Há novos assaltos da Vanguarda e mapas do Crisol, personagens secundários para interagir, vários novos itens para se coletar e as duas novas áreas disponíveis: Orla Emaranhada e a Cidade Onírica.

Orla Emaranhada é onde ocorre a campanha, as missões de caça aos barões foragidos e também a nova área de exploração no início da expansão. Cidade Onírica é uma área focada totalmente no endgame, onde os jogadores passarão boa parte do tempo realizando contratos e participando das atividades mais desafiadoras, com uma necessidade maior de poder do que em qualquer outro local de Destiny 2. Essa é talvez a melhor região já criada em toda a história de Destiny, com um visual estonteante e com atividades e segredos únicos, como o Poço Cego que funciona de forma similar ao Protocolo Agravamento de Marte.

O novo modo de jogo Artimanha é descrito como sendo uma atividade Jogador versus ambiente versus Jogador. Em dois times de até 4 jogadores, cada equipe deve eliminar os inimigos do mapa e depositarem as fagulhas que esses inimigos liberam. A equipe que conseguir depositar o suficiente consegue invocar um chefe final e aqueles que destruírem esse primeiro, vencem a partida. Durante isso, ocasionalmente se abre um portal para que um membro possa invadir a equipe adversária e atrapalhar o progresso dos outros jogadores. Esse novo modo de jogo é muito divertido e mesmo que não haja uma competição direta entre os jogadores, há um clima competitivo muito forte. Não é nem preciso falar que um time fechado, trabalhando em conjunto e coordenando o ataque pode se sair melhor do que 4 jogadores aleatórios.

A nova incursão já se apresentou como talvez a mais extensa e difícil de toda a série. Com vários encontros desafiantes, inimigos e chefes com novas mecânicas para serem derrotados e vários segredos. Como uma das atividades mais intrigantes de Destiny e agora sendo melhor desenvolvida e ligada diretamente com a história do jogo e do mundo, com certeza vale a pena chamar os amigos e se arriscar nessa aventura, já que os eventos da Incursão vão refletir posteriormente em outras atividades e locais do jogo.

Tudo o que já foi descrito acima pode ser entendido como novidades da expansão. As mudanças que Destiny 2 precisava começaram semanas antes do lançamento de Renegados e foram completadas com os ajustes no lançamento da expansão. Várias dessas mudanças são cruciais para manter os jogadores engajados por mais tempo, como por exemplo, uma melhor economia no jogo. Os famigerados token foram eliminados quase 100%, dando lugar a um melhor uso dos materiais planetários, que funcionam principalmente para fazer infusões de equipamentos para um poder maior.

Temos a volta dos atributos aleatórios para armas e armaduras, aumentando assim a busca pelos itens quase perfeitos, com os atributos que melhor se enquadra na preferência do jogador. Uma mesma arma agora pode vir com atributos diferentes de um mesmo modelo, eliminando o sistema anterior de atributos fixos para qualquer item e incentivando o jogador a buscar ganhar sempre um equipamento melhor.

O sistema de marcos foi remodelado pra um novo sistema de desafios, mais condizente com o conteúdo do jogo e, com a ajuda de uma excelente melhoria na interface visual, deixou os objetivos mais simples e práticos para se acompanhar.

Paralelo a isso, tivemos ajustes na jogabilidade que podem impactar de forma positiva para os jogadores. As antigas subclasses e ramificações foram melhoradas e ficando mais poderosas. As novas ramificações de subclasses e novos supers são úteis e bastante satisfatórios de usarem. Como Arcano, o jogador agora pode eliminar vários inimigos com um único ataque concentrado de arco. O Caçador pode arremessar várias adagas solares e dizimar vários oponentes de uma só vez e o Titã se transforma num míssil vivo e pode destruir tudo onde aterrissar.

O nível do personagem foi aumentado para 50, assim como o nível de poder subiu de 400 para 600. As atividades do jogo também sofreram aumento considerável, se tornando mais desafiadoras. As recompensas por essas atividades também receberam ajustes e, apesar do progresso continuar num ritmo mais lento, a sensação de conclusão e recompensa é melhor.

De certa forma, o jogo não incentiva mais o jogador a buscar apenas as atividades do reset semanal, mas também a continuar jogando e procurando por novas formas de melhorar seu guardião, com armas e armaduras melhores, com contratos específicos e com atividades que vão demandar mais tempo a serem concluídas. Talvez algo que possa incomodar alguns é que com isso, a repetição e busca de atividades e materiais tenham aumentado bastante, mas é algo comum em qualquer MMO ou jogo do tipo.

A nova trilha sonora é espetacular, mantendo o legado da Bungie nesse segmento, não entregando nada menos do que um resultado final de alto nível. Entretanto, o mesmo não se pode dizer da parte técnica. Há longos tempos de loading pra qualquer mapa, atividade e até para os menus do jogo. A taxa de quadros não se segura não firme quanto antes da expansão e é frequente presenciar pequenas travadas e quedas bruscas. A conexão com os servidores também sofreu problemas nesse período de lançamento, mas é algo que possa ser controlado.

Talvez o maior problema com a expansão Renegados seja a forma como é vendida. Obrigatoriamente o jogador deve comprar as expansões anteriores, por mais que sejam dispensáveis dentro do jogo e não tenham tanta utilidade assim. Outro problema é algo que já aconteceu em Destiny e com a expansão O Rei dos Possuídos. Praticamente tudo o que o jogador conquistou anteriormente fica defasado e sem utilidade, então todo o tempo dedicado antes é jogado fora, não valorizando o esforço realizado anteriormente.

Destiny 2 precisava exatamente do que a expansão renegados oferece, sejam as novidades ou os reparos primordiais que acompanham o pacote. Não é uma reformulação completa do jogo e também não é uma expansão perfeita, mas atinge principalmente os pontos mais fracos que o jogo possuía.

Veredito

Destiny 2: Renegados é exatamente o que o jogo precisava em praticamente todos os aspectos. A melhoria na economia, atividades, recompensas e no endgame são pontuais e, junto com uma boa história, é capaz de manter os jogadores interessados por muito mais tempo. Porém, a BungieActivision devem repensar a estratégia usada em forçar os jogadores a comprarem conteúdos que não os interessa o suficiente e não possuem muito valor dentro do jogo.

Expansão analisada no PS4 padrão com código fornecido pela Activision.

84%