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Análise – DEEMO Reborn

Análise

NOME: DEEMO -Reborn-
FABRICANTE: Rayark Inc.
PLATAFORMA: ps4
GENERO: Ritmo
DISTRIBUIDORA: Unties


LANÇAMENTOS
21/11/2019 21/11/2019 21/11/2019


INFORMAÇÕES ADICIONAIS E SUPORTE
Resolução Máxima: 1080p
Nº de Jogadores: 1
Troféus (inclusive Platina)
Espaço necessário: 8,08 GB
Legendas em PT-BR: Sim
Dublagem em PT-BR: Não


Deemo é um jogo de ritmo que foi originalmente lançado para celulares e eventualmente portado para PS Vita e Switch com um catálogo de centenas de músicas. –Reborn-, assim como seu nome indica, é um remake completo do título com gráficos 3D, uma nova jogabilidade, novas músicas, uma história mais elaborada, novos quebra-cabeças e um foco considerável no modo VR.

A história se inicia quando uma menina caí de uma janela para dentro do lar que Deemo, uma criatura que parece uma sombra, vive. Deemo é um excelente pianista e suas músicas fazem com que uma árvore próxima ao seu piano cresça. A menina então pede que Deemo continue a tocar suas músicas para que a árvore cresça e ela consiga alcançar a janela e retornar de onde veio. A menina explora o lar de Deemo em busca de novas músicas e respostas sobre sua estranha situação. A história é um tanto quanto simples, mas surpreende o jogador devido ao seu mistério e desfecho. As versões originais de Deemo utilizavam de cenas simples e pouco diálogo para contar a história, mas Reborn conta com cutscenes, ambientação e mais diálogo para detalhar melhor a história. Vale ressaltar que as cenas do original também podem ser vistas em Reborn.

A adaptação para o 3D de todo o ambiente do original e personagens foi feita de maneira impecável e sem perder o charme do original. Os desenvolvedores ainda foram além e expandiram todos os ambientes com uma quantidade muito maior de objetos interativos, quebra cabeças, locais e muito mais. Os quebra-cabeças, em particular, são completamente novos e também têm uma complexidade considerável que, com certeza, irá desafiar o raciocínio lógico dos jogadores.

Os quebra-cabeças têm uma grande variedade entre si, alguns irão testar raciocínio, outros memória, outros conhecimento sobre música e alguns simplesmente dependem de uma excelente observação dos detalhes de cada ambiente. Cada quebra-cabeça conquistado fornece uma nova música e o mapa geral explicita quantas podem ser obtidas em cada ambiente e em cada momento, sendo que ao avançar a história novos quebra-cabeças podem ser concluídos e novos locais vão se abrindo. É altamente recomendado conquistar o máximo de quebra-cabeças possível em cada momento, pois facilitam e muito o crescimento da árvore e, consequentemente, melhoram o ritmo da história. Caso consiga resolver os quebra-cabeças, Reborn é, sem dúvida, a versão que é mais fácil de acompanhar a história, removendo completamente a necessidade de tocar repetidamente a mesma música, um inconveniente presente nas demais versões.

A principal mudança, no entanto, está na jogabilidade que é bastante diferente das outras versões. A jogabilidade do original utilizava a tela de toque para tocar ou segurar as notas conforme elas desciam na tela. As versões de Vita e Switch tinham a opção de utilizar botões, mas a melhor experiência de jogo ainda era utilizando a tela de toque. A nova jogabilidade se assemelha a jogos como DJ Max e Guitar Hero em que as notas descem em corredores específicos e o jogador deve apertar o botão correspondente na hora certa. Notas amarelas que no original eram para feitas para segurar a tela agora são substituídas pelo uso do analógico. A nova jogabilidade funciona bem, mas perde um pouco o charme do original e, infelizmente, não há um modo para customizar os comandos livremente. No modo VR, os controles agem como as mãos de Deemo e a jogabilidade funciona de maneira semelhante.

Reborn têm cerca de 60 músicas, sendo que mais da metade são completamente novas, mesmo contando os inúmeros DLCs que o original recebeu. As músicas antigas agora tem novos mapas e uma nova mixagem. Os novos mapas não são muito mais difíceis que o original e infelizmente não possuem uma quarta dificuldade que foi adicionada ao original após algumas atualizações. As novas mixagens são bastante irregulares, sendo que algumas acabam tirando o foco do piano que, em tese, deveria ser o instrumento principal no jogo. É possível alterar nas configurações o som, mas é uma medida paliativa do que uma solução para um problema que sequer deveria existir.

A grande questão de Deemo -Reborn- é responder para qual público esse jogo deve ser recomendado. Pessoas que já jogaram as versões anteriores têm a história que já conhecem, mas apresentada de uma maneira muito mais bonita, uma nova coletânea de músicas e uma nova jogabilidade que é diferente, mas não necessariamente melhor. Iniciantes podem começar por esta versão ou optar pelas anteriores devido ao conteúdo que acumularam durante os anos.

Veredito

Deemo é um título obrigatório para fãs de jogos de ritmo, sejam esses habilidosos no gênero ou não, e Reborn é uma maneira diferente e uma nova oportunidade de conferir esse maravilhoso jogo.

Jogo analisado com código fornecido pela Unties.

85%