The Last of Us Part I (PC) – Review

Geralmente começo essas análises com alguma anedota ou pequena introdução sobre o jogo – seja sobre sua influência, história ou geral presença no mercado. The Last of Us é tipo particular de jogo que despensa qualquer apresentação pois tudo o que eu iria dizer aqui já foi dito ad nauseam. 

Dito isso, não é plausível, viável ou aceitável que uma empresa multimilionária – que reporta lucros atrás de lucros e vende dezenas de milhões de unidades de consoles e videogames – aceite relançar um jogo em uma nova plataforma do jeito que The Last of Us chegou para PC.

Queria muito estar sendo hiperbólico ou apenas insatisfeito por esse port não estar rodando direito no meu computador. Aliás, os problemas que estou enfrentando ao jogar não é nem de longe os mais sérios ou problemáticos – relatos mais sérios indicam que o jogo estaria até possivelmente queimando o PC da galera. Eu não tenho ideia de como isso é possível, porém fica o aviso até que a Naughty Dog corra atrás do prejuízo.

Ok, mas o que está acontecendo? Como uma das maiores franquias da Sony recebeu esse tratamento tão porco e com falta de cuidado? Quem são os responsáveis por tamanho fracasso? E, não menos importante, tem salvação? Tudo o que posso dizer nesse momento é: passe longe na versão de PC.

Até o momento, cinco patches foram lançados para reduzir danos e deixar as coisas mais estáveis. Nos meus testes, entretanto, o jogo apresentou mais bugs gráficos do que na versão pré-patch: texturas sem carregar, iluminação de cenário quebrada e quedas aleatórias de performance. O uso de VRAM (memória da placa de vídeo) está bem alto (mais do que deveria) e o uso intensivo de CPU para cenários que não deveria exigir do processador empestearam minha jogatina.

Outro problema que me atazanou incessantemente antes de corrigirem foi a ocorrência de micro travamentos relacionados ao movimento da câmera. Como estava jogando com mouse e teclado, existia algum problema no input do mouse com o jogo que causava pequenos stutters, parecendo que o jogo estava perdendo alguns frames ao longo do caminho. Posso atestar que não tinha a ver com performance pois meu gráfico de frametime permanecia intacto durante essa ocorrência.

O problema das texturas também foi um bem recorrente. Diversas vezes blocos pretos na geometria do mapa apareciam, objetos no cenário não carregavam direito (em especial as árvores) e o cabelo dos personagens aparecia “quebrado” e com um aspecto tenebroso. Inclusive o Joel da versão de PC virou meme por aí com suas sobrancelhas grossas e sua barba por fazer.

Eu poderia ficar aqui por mais vinte parágrafos descrevendo tudo o que aconteceu ou que presenciei acontecer com outras pessoas. Vou poupar vocês disso e trazer outro ponto da discussão aqui: esse port, na verdade, poderia ter sido um dos melhores que a Sony já fez se não fosse esse lançamento desastroso.

“Então se tirar o ruim ficaria bom?” parece piada, mas é meio que isso. Ao entrar no jogo, há uma compilação de shaders (longa, bem longa. No meu PC durou quase 40 minutos na primeira vez e existem notícias que poderia demorar até duas horas dependendo da CPU) que tem o intuito de amenizar as famigeradas travadinhas ao entrar em novas áreas, aparecer novos elementos ou parecidos. As opções gráficas são variadas e com diversas possibilidades de customização. Além disso, há uma pré visualização para mostrar o que acontece nos gráficos ao se mexer nesses presets.

O jogo fornece um amplo controle gráfico do que dá pra ajustar e configurar. Conta também com as tecnologias de reconstrução de imagem da Nvidia e AMD (DLSS e FSR, respectivamente) e, talvez um dos pontos mais chamativos, uma penca de ajustes nos controles com suporte a todo tipo de joystick imaginável.

Portanto, sim, se tirar o ruim, teria ficado bom. É muito louco pensar que eles poderiam ter adiado esse port pelo menos mais uma vez para dar um check com o time de QA e garantir que pelo menos metade desses problemas não tivesse passado. Ou pelo menos os mais graves deles e não ter causado um pânico de relações públicas com uma das maiores franquias do PlayStation hoje.

Depois de tudo o que descrevi, fica meio tímido relatar em como o jogo está rodando e como está os visuais no PC. Pois bem, vamos lá: no quesito performance, pelo menos em uma máquina decente que consegue por pura força bruta pular os problemas de uso intenso de CPU, está rodando até bem. Em áreas mais intensas graficamente (como a parte do bosque antes de chegar na cidade do Bill), meu jogo conseguiu manter uma média satisfatória de FPS (por volta dos 70-80, jogando em Full HD com um misto de configurações alta e ultra).

Não percebi stutters ou quedas brutas na performance em toda a jogatina, mas pelos gráficos de performance vi meu processador pedindo arrego com quase 80% de uso. Na questão de qualidade de imagem, por estar jogando em Full HD, senti serrilhados bem presentes, mesmo usando DLSS em modo qualidade. A apresentação do jogo ficou bem a dever para a versão de PS5, mesmo que no PC alguns dos recursos gráficos apresente (em teoria) maior qualidade.

Por fim, é decepcionante ver um jogo de uma franquia tão querida ser lançada do jeito que lançou – principalmente em uma plataforma que pode ser o primeiro contato do game para muita gente. Espero que esse trágico episódio sirva de aprendizado para futuros jogos da Sony no PC e que as decisões certas sejam tomadas. Não é a primeira vez que isso acontece, mas é de longe o pior dos ports do PlayStation que já chegou para o PC.

Configurações da Máquina

  • Placa-Mãe: ASUS TUF B450M Plus Gaming
  • CPU: Ryzen 7 5700X @ 4.7GHz
  • GPU: RTX EVGA 3060 Ti
  • RAM: 32GB DDR4 3200MHz

Jogo analisado no PC com código fornecido pela Sony Interactive Entertainment.

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Veredito

É triste de ver uma franquia tão querida chegar no estado que chegou para PC. Mesmo após várias correções, ainda existem problemas que afetam a experiência de forma negativa, principalmente para quem nunca jogou antes. Se possível, jogue a versão de PlayStation 5.

50

The Last of Us Part I

Fabricante: Naughty Dog

Plataforma: PS5

Gênero: Ação

Distribuidora: Sony Interactive Entertainment

Lançamento: 02/09/2022

Dublado: Sim

Legendado: Sim

Troféus: Sim (inclusive Platina)

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Veredict

It’s sad to see such a beloved franchise arrive in the state it arrived on PC. Even after several fixes, there are still issues that affect the experience in a negative way, especially for those who have never played before. If possible, play the PlayStation 5 version.