Life is Strange: Before the Storm – Episode 1: Awake

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Desde que decidi analisar jogos como parte de minha vida, muitos títulos me marcaram por diferentes motivos. Life is Strange, no entanto, passei batido quando foi lançado pois estava saturado de histórias interativas na ocasião. Foi um erro. Quando legendas em português foram anunciadas para o título via atualização, decidi conferir com o objetivo de oferecer o conteúdo ao nosso canal do YouTube.

Já havia lido relatos de que Life is Strange era único. Mas não imaginava o que me esperava. Foi uma experiência que mexeu comigo. Caso ainda não tenha jogado, portanto, recomendo fortemente. Há seus altos e baixos sem dúvida, como todo jogo, mas desse gênero de história interativa (que está um pouco na moda), é um dos que eu mais recomendo, de longe.

Agora, Life is Strange: Before the Storm chega a nós. Admito que, inicialmente, achei que seria um jogo desnecessário: é uma história na qual sabemos o final por se passar antes de Life is Strange e foi produzida por um outro estúdio (Deck Nine, ao invés da Dontnod). E, novamente, cometi um erro.

Life is Strange: Before the Storm segue a história de Chloe, algum tempo antes de Max retornar à Arcadia Bay e desenrolar a trama do Life is Strange original. Em outras palavras, controlamos Chloe e descobrimos mais sobre seu encontro e amizade com Rachel Amber.

O título será dividido em três episódios apenas e o primeiro, Despertar, é no qual esta análise será focada. Não há ainda uma data de lançamento para os próximos, porém vale ressaltar que há também um episódio extra (após o terceiro) em que controlaremos Max mais uma vez.

Apesar de ser uma história que acontece antes do original, recomendo fortemente que aproveite na sequência de lançamento. Há muitas referências a Max na história e você só entenderá a fundo o que elas significam se tiver jogado o título anterior.

Em Before the Storm, começamos a jornada de Chloe tentando entrar em um show. Logo no início, somos apresentados à mecânica que substitui as viagens temporais de Max (no game anterior, você podia voltar no tempo e escolher um outro destino, caso não tenha gostado do que havia acontecido). Como Chloe não possui poderes, mas sim uma boca suja e cheia de piadas, há um sistema de bate-boca. Ou seja, ao escolher essa opção de bate-boca, você inicia uma guerra verbal com o outro personagem, como o segurança que está bloqueando a passagem de Chloe ao show.

O sistema funciona dessa forma: ao iniciar o bate-boca, surge uma barra na tela que é preenchida com vitórias de cada lado. Quando o seu "oponente" diz uma frase, Chloe (você) precisa captar uma palavra-chave e usá-la contra ele em forma de piada ou deboche. Escolha a alternativa correta e a barra preencherá a seu favor, escolha a errada e Chloe fica mais perto de perder a "disputa". Admito que todas as batalhas que ocorrem neste primeiro episódio são muito simples de serem vencidas, porém acredito que isso ocorra para que sejamos introduzidos a essa mecânica de gameplay.

Um dos motivos pelos quais sugiro que você aproveite o Life is Strange original antes de Before the Storm, como dito, são as referências a Max. Mas diria que isso é apenas a ponta do iceberg. Saber a fundo as dificuldades que a mãe de Chloe passa, assim como o ódio de Chloe por David, são pequenas coisas que deixam a trama mais rica. Um certo personagem que aprendemos a odiar em Life is Strange parece ser alguém que poderíamos ter compaixão aqui. Ter jogado Life is Strange me fez adotar uma postura sem nem pensar duas vezes, mas quem não jogou provavelmente teria feito outra coisa. Sei que estou sendo vago, mas quem jogou, vai entender.

Mas Before the Storm não é apenas sobre personagens que já estamos cansados de conhecer. A trama principal é a amizade de Chloe e Rachel – como que duas personagens com personalidades tão distintas (ao menos é o que o primeiro Life is Strange impõe) se tornaram tão próximas? O primeiro episódio mostrou toda a base para isso, porém o melhor ainda está por vir.

Além de Rachel, também somos introduzidos a outros colegas de Chloe na academia Blackwell. Inclusive, uma das cenas foi algo que eu jamais esperava jogar em um adventure (ou história interativa) e me pergunto por qual motivo não fizeram isso antes: Chloe joga um RPG de mesa. É algo simples e banal, mas quando somamos a atitude rebelde e pose de durona, torna-se uma experiência fora do comum.

Before the Storm possui uma boa história como primeiro episódio. Ainda não aconteceu nenhuma montanha-russa de emoções, mas estamos à espera disso para o segundo e terceiro episódios. O jogo, apesar de não ter um sistema de voltar atrás em suas decisões, ainda conta fortemente com o que você decide em certos momentos. Ainda não sabemos o quanto seremos afetados por essas decisões que parecem ser pequenas, mas tudo leva a crer que serão significativas.

Isso tudo sem contar a trilha sonora, algo inesquecível no primeiro jogo. Até agora há poucos momentos que podemos aproveitá-la, mas ainda continua no mesmo nível com o envolvimento da banda Daughter.

Para aqueles que gostam de aproveitar tudo que o jogo oferece, além das ramificações na história por causa das decisões, Before the Storm conta com os grafites nos lugares das fotos da nossa hipster Max. Chloe faz desenhos opcionais em certos lugares do jogo e troféus da PSN serão seus consequentemente. Isso é um ponto que Life is Strange fez certo no original e faz novamente aqui: há um troféu por acabar o episódio da maneira que quiser, e os colecionáveis escondidos que você pode procurar quando quiser, caso tenha perdido algum.

Além disso, Before the Storm conta com legendas em português do Brasil muito bem adaptadas à nossa língua.

O que faz, então, este primeiro episódio não levar uma recomendação máxima? Primeiramente, há o controle. A câmera é extremamente sensível e, mesmo mudando nas configurações, não consegui me adaptar a ela. O controle de Chloe também é um pouco estranho, principalmente em locais mais estreitos. Há também bugs gráficos: houve transições de cenas que, por um breve instante, a personagem desaparece e reaparece. Por ser um jogo de narrativa, isso acaba distraindo o jogador.

Outro ponto negativo, mas um tanto quanto pessoal isso, é que Max interagia com quase tudo em seu quarto. Chloe interage com pouquíssimos objetos – a maioria ela apenas comenta a respeito. Além disso, esses comentários são banais e justamente o que se espera antes mesmo de escutá-los. Os de Max eram mais interessantes (quem não se lembra da menção a Final Fantasy: The Spirits Within?).

De qualquer forma, Before the Storm é um episódio que recomendo para qualquer fã do original e resta aguardar pelo desenrolar da história, mesmo sabendo como será o seu fim.

Veredito

Apesar de ser uma história anterior ao original, Life is Strange: Before the Storm é mais bem aproveitado se for considerado como uma sequência. É interessante comparar os personagens antes e depois. Mas, de longe, o coração do episódio é o encontro de Chloe com Rachel e podermos saber mais sobre essa personagem que toda a Arcadia Bay ama. No fim, a história é interessante e nos prepara para um segundo episódio que possivelmente trará fortes emoções. O maior problema do episódio são alguns bugs gráficos e o controle.

Jogo analisado com código fornecido pela Square Enix.

Veredito

85

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Despite being a story prior to the original, Life is Strange: Before the Storm is best enjoyed if you consider it as a sequel. By far, the heart of the episode is the Chloe and Rachel encounter and we can finally learn more about this character that all Arcadia Bay loves. In the end, the story is interesting and prepares us for a second episode that will possibly bring strong feelings. The biggest problem of the episode are some graphics bugs and the control.