Island Time VR

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A Flight School Studio é uma desenvolvedora americana focada em jogos, filmes e experiências baseados em Realidade Virtual e Realidade Aumentada, que ganhou destaque com Manifest 99, um jogo/experiência narrativa disponível para PlayStation VR que, embora curto, possui uma boa carga dramática e leva o jogador a uma viagem de trem misteriosa e emocionante (eu recomendo bastante).

Island Time VR é segundo título da desenvolvedora para o PlayStation VR, dessa vez trazendo uma temática mais leve, cheia de humor e um tanto casual. O jogo se encaixa como um survival, com mecânicas mais simplificadas e adaptadas para o bom aproveitamento da Realidade Virtual. O objetivo é simples: sobreviver o maior tempo possível em uma pequena ilha isolada no meio do oceano.

Sua sobrevivência depende de dois fatores: alimentar-se e evitar acidentes. A principal fonte de subsistência são cocos e peixes, ambos recursos escassos, porém renováveis conforme os dias passam. Embora mais difícil e dependendo de um fator de sorte, é possível também alimentar-se de gaivotas, as quais no jogo são animais ardilosos, que tentarão roubar seus preciosos recursos quando você estiver desatento. Cocos precisam ser colhidos e os peixes, caçados e assados. Para isso, é necessário aproveitar os materiais da ilha de modo a criar ferramentas e fazer fogueiras. Entra aqui o segundo fator de sobrevivência: evitar acidentes, de maneira especial com o fogo. A ilha é muito pequena, o que dificulta manter uma boa organização de seus materiais e pode criar situações caóticas.

Durante a movimentação, é muito provável que o jogador esbarre em algum objeto ou se atrapalhe com suas mãos virtuais, podendo acidentalmente arremessar itens e deixá-los fora do alcance. A situação piora ao acender uma fogueira, pois a maioria dos materiais é inflamável – inclusive você. Pode parecer bobo, mas queimar suas mãos, alguma ferramenta ou até a ilha por inteiro será um “acidente” bem comum em sua luta pela sobrevivência (e cria situações bem cômicas para quem estiver assistindo você jogar).

Conforme o tempo passa, os recursos vão ficando mais e mais escassos, portanto, no fim, o jogo exige do jogador um bom gerenciamento e otimização de recursos (e muita calma em situações caóticas). Ocasionalmente, caixotes de madeira chegam à ilha com itens aleatórios, que podem ou não ser úteis, adicionando um fator de sorte à equação.

Acompanhando sua jornada pela sobrevivência está Carl, um caranguejo tagarela (dublado pelo Greg Miller, do Kinda Funny). Ele serve de alívio cômico do jogo, sempre pronto com uma piadinha em relação à sua situação e a eventos diversos que podem acontecer na ilha e arredores. Além disso, Carl serve de guia, dando entre uma fala e outra alguma dica de como utilizar os materiais à disposição. Infelizmente, o jogo está dublado em inglês e não possui legendas, o que diminui a graça caso você não tenha boa prática na escuta da língua inglesa.

Island Time VR foi feito para ser aproveitado de pé e com um amplo espaço físico disponível. Com o uso de dois PlayStation Move, o jogador usará suas mãos virtuais para explorar e manipular a pequena ilha, tentando atingir lugares altos para colher cocos e também agachar-se para coletar rochas ou fisgar peixes com uma lança. Apesar de funcionar bem na maior parte do tempo, ainda há os problemas de limitação de hardware do PSVR, com dificuldades para pegar alguns objetos, comportamentos estranhos das mãos, ou avisos da câmera que o jogador saiu da área de alcance.

A arte do jogo é cartunesca e bem agradável. Chega a ter um tom infantil, mas que não me incomodou. Todos os elementos do cenário, embora simples, fazem seu papel de imergir o jogador dentro do mundinho minúsculo de sua ilha. Junte-se a isso o bom trabalho do Greg Miller na dublagem, criando um personagem ao mesmo tempo querido e irritante.

A escassez de recursos e eventuais acidentes fazem com que as partidas em Island Time VR sejam rápidas, podendo durar desde segundos a até vários minutos. Conforme o jogador se acostuma, é possível ir criando estratégias para sobreviver cada vez mais tempo, embora ainda haja um fator sorte no meio do caminho, levando a partidas que giram na média de 10 minutos.

Partidas rápidas à primeira vista podem passar a sensação de um jogo com alto fator de replay. No entanto, essa não foi a impressão que tive. Os tipos de recursos disponíveis e a quantidade de tarefas a se fazer são bem limitados, com isso, jogar por 40 minutos para mim já era o suficiente. Island Time VR é um jogo que compensa mais estando na companhia de amigos ou da família, de modo a poder alternar entre jogar e acompanhar outros se desesperando.

Mesmo assim, não se engane: o jogo é divertido e imersivo. Seu defeito é ser simples e limitado demais. Senti falta de mais opções de entretenimento, como, por exemplo, mais eventos aleatórios e talvez outras ilhas com diferentes recursos, possibilitando um leque maior de estratégias. Não há menu nem opção para pausar ou reiniciar a partida, sendo necessário aguardar a morte para recomeçar. Não é nem mesmo oferecido um quadro de líderes, apenas o maior tempo de sobrevivência, o que diminui a sensação de desafio de quebrar recordes. Island Time VR acaba se tornando um jogo casual, daqueles que enjoam quando jogado por longos períodos, mas que sempre bate a vontade de retornar depois de um tempo para aproveitar e relaxar mais um pouquinho.

Veredito

Island Time VR é um jogo de sobrevivência com mecânicas simples e partidas rápidas, que podem facilmente se tornar caóticas por descuidos do jogador. Apesar de divertido, o jogo traz pouco em termos de atividades a se fazer, sendo mais bem aproveitado quando jogado por um período curto de tempo de maneira ocasional, ou na companhia de um grupo de amigos.

Jogo analisado com código fornecido pela Flight School Studio.


 

Veredito

68

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Island Time VR is a survival game with easy gameplay mechanics and quick matches, which can easily become chaotic if the player is not careful. Even though it is an entertaining experience, the game offers a limited amount of activities that can be done, becoming a title to be played occasionally for a short period of time or in the company of a group of friends.