Análise – Valthirian Arc: Hero School Story

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Todo guerreiro precisa de alguma ajuda. Não importa o quão predestinado a glória alguém seja, faz parte da jornada de todo herói ter alguém ao seu lado para ensiná-lo e guiá-lo pelos desafios que a trilha até o sucesso reserva. Valthirian Arc: Hero School Story, novo jogo da Agate e publicado pela PQube não é sobre os heróis, mas quem os ajuda. Mais especificamente, sobre uma escola que os treina para as suas jornadas.

O jogador assume o papel do novo diretor da Valthiria Academy, uma instituição mantida pelos vários reinos do continente de Valthiria, cujo objetivo é treinar guerreiros, magos e batedores para atender às várias necessidades dos seis reinos da região. Como tal, sua principal tarefa é garantir que as instalações da escola estão sempre no melhor nível possível, cuidar do orçamento, despachar equipes de estudantes para missões de campo, contratar novos mentores e garantir que a cada seis meses uma nova turma se forme, não só para atender aos pedidos dos reinos, mas para abrir novas vagas na escola.

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Como novo diretor, você substitui o marido da Rainha de Valthiria, que abandona a academia para ficar ao lado de sua esposa bastante adoentada. Entretanto, logo a frágil saúde da rainha a abandona, criando um vácuo no poder após a sua morte, fazendo com que o trono passe a ser disputado pelas outras cinco rainhas. Além de poder influenciar o resultado final dessa disputa com as ações tomadas pela academia, o jogador recebe a secreta missão do Rei viúvo de encontrar a filha perdida deles, a herdeira ao trono e a única pessoa capaz de restabelecer a paz, tudo enquanto tenta desvendar o mistério dos cultistas que atacaram o castelo.

Pode soar como uma proposta esquisita para um JRPG, mas ela funciona muito bem. VA: HSS vem de uma série de jogos em flash lançados anteriormente com essa mesma premissa e, até por isso, as mecânicas de administração são mais refinadas do que se esperaria. Existem dois menus separados, um com as opções de construção de novos prédios e equipamentos, missões e organização das equipes e outro com as missões bônus e principais avisos, seja de missões concluídas, proximidade da cerimônia de graduação ou o aviso de novos alunos querendo se matricular.

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Essa parte lembra bastante não só jogos como Recettear, mas, principalmente, jogos mobile de gerenciamento como os infames farmville e variações. Ao contrário deles, felizmente, não existe qualquer tipo de mecânica de microtransações ou até mesmo tempo de espera para construção de prédios ou equipamentos, sendo tudo feito automaticamente (salvo pelas missões). É bem divertido ver a sua escola ganhando pontos e ir crescendo de nível aos poucos, ganhando mais espaço e mais tipos de salas e prédios para serem construídos e os seus reflexos na variedade de heróis que se pode treinar.

Falando nas missões, existem dois tipos. Um deles são as Errand Missions, onde o jogador escolhe uma das equipes de heróis e a envia para atender ao pedido de alguém, mantendo a equipe indisponível por uma determinada quantidade de tempo. Novamente, é bem similar ao que se vê em jogos mobile, mas o tempo de espera é relativamente curto e não há como gastar dinheiro real acelerando as missões. O outro estilo são as missões principais, na qual o jogador assume o controle da equipe de heróis selecionada enquanto busca resolver determinados objetivos, que variam entre coletar itens, matar determinados inimigos ou chegar ir até determinado ponto dos mapas.

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Essas missões acontecem como um simples RPG de ação, em que o jogador possui a sua disposição um ataque simples e habilidades especiais para atacar os vários monstros, além de poder alternar entre os quatro membros da equipe com um toque em um dos botões direcionais. Se no começo todos os personagens são iguais, com as mesmas habilidades e apenas pequenas variações nas estatísticas, ao evoluir a escola você começa a ter acesso às três classes principais (knight, magi e scout) e, posteriormente, as seis subclasses (arc draconus e paladin pros knights, medica e scholarsage pros magis e arquebusier e harlequin pros scouts) e isso dá um pouco mais de opções ao combate.

É aqui que o jogo mais demonstra as suas fraquezas. As missões não são nem um pouco ajudadas pelo plot que, se começa interessante e desperta a curiosidade, ela acaba sendo bastante medíocre. Isso seria minimizado se o combate não fosse muito entediante, sendo raras as vezes em que o jogador precisa fazer algo além de apertar incessantemente o botão de ataque sem pensar muito. Os mapas e os inimigos também são muito repetitivos, sendo raro o caso em que é preciso alguma estratégia, e o visual meio cartunesco também não ajuda e mesmo na administração da escola o jogo te dá poucas opções.

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Estranhamente, Valthirian Arc: Hero School Story funciona bem como um jogo para desligar o cérebro e fazer as coisas sem precisar pensar muito. Não é preciso pensar muito nem na hora de tomar as decisões com a escola (até o posicionamento das construções é indicado automaticamente) nem no combate e isso acaba refletindo numa diversão bem descompromissada (apesar de ser bastante limitada).

Muitas dessas limitações se dão pelo aparente baixo orçamento do jogo, o qual é fruto de uma campanha de crowdfunding. As artes e modelos 2D de alguns personagens é bastante bonita, mesmo sendo bastante limitadas em variedade, e é nos momentos 3D do jogo que fica claro que não se trata de um grande lançamento, mas um jogo que, se poderia ter sido mais um jogo com modelo econômico predatório para celular, acaba sendo uma experiência decente no PS4.

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Veredito

Valthirian Arc: Hero School Story tenta misturar vários gêneros e consegue ser levemente divertido em tudo, por mais que seus vários defeitos o impeçam de ser algo especial.

Jogo analisado com cópia digital fornecida pela PQube.

Veredito

60

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Valthirian Arc: Hero School Story tries to mix many genres and manages to be slightly fun in everything, despite its many issues keeping it from being anything special.