Análise – Valkyria Chronicles 4

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O primeiro Valkyria Chronicles foi lançado originalmente para o PS3, durante um período bastante concorrido com outros lançamentos e apenas com o passar dos anos, recomendações e relançamentos que, eventualmente, recebeu a devida atenção que merecia. O título tem uma excelente história que se passa em uma versão alternativa da Europa durante a Segunda Guerra Mundial, onde duas superpotências brigam pelo controle de um raro minério utilizado como principal fonte de energia da sociedade. A jogabilidade misturava estratégia em turnos com elementos de jogos de tiro em terceira pessoa e a excelência do primeiro jogo continua a cativar jogadores até hoje.

Por causa da popularidade tardia, suas duas sequências foram lançadas no PSP, sacrificando o escopo das grandes batalhas e a beleza dos visuais que eram possíveis no PS3. Valkyria Chronicles 2 e 3 trouxeram suas próprias novidades para a série e foram ótimos jogos, mas que nunca recapturaram a mesma excelência do original. Apenas agora, 10 anos após o lançamento do original, que a série retorna aos consoles com Valkyria Chronicles 4, sendo este o título que melhor representa uma evolução do primeiro jogo.

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Valkyria Chronicles 4 acompanha a história do “Esquadrão E” durante a guerra entre a Federação e o Império, as duas superpotências da Europa. O Esquadrão E é uma unidade de elite da Federação encarregada de missões de alta importância e tem um papel definitivo no decorrer do conflito. Claude Wallace é o capitão do esquadrão e também o encarregado em criar estratégias para vencer as batalhas mais difíceis da guerra, no entanto, Claude também é um comandante com pouca experiência de batalha e demonstra uma falta de autoestima em alguns momentos. Com o decorrer da história e com a ajuda de seus amigos Raz, Kai e Riley, Claude amadurece gradativamente no decorrer da narrativa e ao presenciar os horrores de uma guerra.

Pela primeira vez na série, a história é contada pelo ponto de vista da Federação já que os jogos anteriores se passavam em Gallia, uma pequena nação no norte da Europa que se manteve neutra durante a guerra até ser invadida pelo Império. Com essa mudança, a história e as batalhas assumem um escopo muito maior e vemos a principal linha de frente do conflito, onde o Esquadrão E é apenas uma pequena parte num enorme exército.

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As missões eventualmente levam o grupo para dentro de território imperial, demonstrando um pouco da diferença de cultura e pensamentos entre pessoas da Federação e do Império, além de fazer menções a outros locais no mundo, contribuindo bastante para o contexto da história. A guerra acontece durante o inverno, portanto, muitas das fases e ambientes onde acontecem os conflitos são locais congelados, com tempestades de neve ou lagos congelados. Isso afeta a variedade dos terrenos, mas faz sentido dentro do contexto.

Apesar de todas as novidades, Valkyria Chronicles 4 tem uma história mediana que tenta apresentar temas moralmente complexos, mas falha em dar a devida importância aos temas, portanto, as ações e lições aprendidas dos personagens parecem superficiais em frente aos temas abordados. A história se destaca quando se foca nos pequenos contos sobre os dramas pessoais dos membros do Esquadrão E, demonstrando muito bem o desenvolvimento e o amadurecimento da equipe.

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A jogabilidade é bastante similar ao primeiro Valkyria Chronicles com missões realizadas em terrenos espaçosos e com uma jogabilidade que mistura estratégia por turnos e tiro em terceira pessoa. As missões usualmente tem objetivos como capturar uma base, destruir uma unidade inimiga ou chegar até um determinado ponto no mapa, sendo necessário uma estratégia muito bem planejada para conquistar os objetivos. Um dos problemas de Valkyria Chronicles 4 é o excessivo uso de objetivos sequenciais que alteram de maneira inesperada o campo de batalha. Isso resulta em momentos que o jogador pode perder unidades, bases ou vantagens estratégicas porque o contexto do conflito mudou de maneira repentina e com pouca chance de reação.

A cada turno, o jogador recebe um número de pontos de comando que servem para controlar uma unidade, dar ordens especiais ou solicitar suporte de reconhecimento, artilharia, entre outros. As ordens especiais consistem em aumentar parâmetros como ataque, defesa, vida de um ou vários personagens, garantindo vantagens importantíssimas nos momentos mais intensos de cada missão. Quanto mais efetiva uma ordem é, maior é seu custo em relação aos pontos de comando, portanto, devem ser utilizados com bastante zelo. Ao utilizar os pontos para controlar uma unidade, a perspectiva muda para terceira pessoa, sendo possível movimentar, mirar, atirar ou realizar ações específicas da classe do personagem.

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Os personagens são divididos nas seguintes classes: Scout, Shock Troopers, Lancers, Snipers, Engineers e Grenadiers, essa última sendo uma classe nova introduzida em VC4. Scouts são encarregados de fazer reconhecimento do campo de batalha, pois podem caminhar longas distâncias, mas tem um poder de fogo limitado. Shock Troopers é a classe especializada em derrotar infantarias devido ao alto poder de ataque de suas metralhadoras. Lancers é a classe especializada para destruir tanques, bunkers e outros obstáculos com armadura. Snipers são seus atiradores de elite, capazes de matar inimigos de longas distâncias, mas que possuem pouco movimento e pouca vida. Engineers são os engenheiros encarregados de consertar tanques aliados, escadas, trincheiras e mais. Grenadiers utilizam de morteiros para atirar granadas em um arco, possuindo um enorme poder de fogo e alcance. Utilizar as características de cada classe é primordial para o sucesso de uma missão.

O grande sucesso de Valkyria Chronicles 4 em sua jogabilidade está num cuidadoso balanceamento, forçando o jogador a pensar bem em suas estratégias e se adaptar aos diferentes elementos de cada missão. É absolutamente prazeroso quando um plano cuidadosamente construído é executado perfeitamente, mas também chega a ser altamente frustrante os poucos momentos quando o jogo aparece com surpresas inesperadas e que destroem a estratégia construída. O primeiro título tinha problemas com balanceamento, resultando em estratégias altamente eficientes que anulavam o desafio de várias missões. Em VC4, mecânicas como fogo de interceptação e habilidades especiais foram reequilibrados e conseguem suprir os pequenos defeitos do original. Existem momentos e inimigos que chegam a ser injustos, mas são raros felizmente.

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Veredito

Valkyria Chronicles 4 marca uma verdadeira evolução do legado do primeiro jogo trazendo uma excelente jogabilidade aliado com uma boa história que poderia ser mais aprofundada. É um título altamente recomendado para os fãs de estratégia e eu realmente espero que a Sega continue produzindo jogos nessa série.

Jogo analisado com código fornecido pela SEGA.

Veredito

90

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Valkyria Chronicles 4 marks a true evolution of the original game’s legacy, bringing an excellent gameplay allied with a good story that could be better told. It’s a highly recommended game for those that like strategy and I truly hope that Sega keeps making more of this unique series.